"O Trigésimo Terceiro Contrato de Amor" Capítulo 4
PUBLICIDADE
"Tiago?!" Assustei-me. Não esperava que meu irmão, sempre tão ocupado, viesse correndo.
"A hemorragia gástrica foi séria, o hospital pediu para avisar a família. Vou deixar vocês conversarem", disse minha colega antes de sair.
Tiago aproximou-se a passos largos e sentou-se ao lado da cama: "E o Gabriel? Ele não disse que viria te ver? É assim que ele cuida de você?!"
Ao ouvir aquele nome novamente, permaneci em silêncio por um longo tempo antes de falar com a voz rouca: "Tiago, me faz um favor, não minta para mim."
"...O Gabriel está namorando?"
O movimento de Tiago ao ajeitar meu cobertor parou por um instante. Depois de um tempo, ele assentiu: "Sim."
"Não pense nisso agora, foque em se recuperar."
Eu já suspeitava, mas ter a confirmação doía inevitavelmente.
Então a namorada dele era mesmo a Yasmin?
Mas por que ele não me contou? Tinha medo que eu atrapalhasse?
Sentia-me sufocada de dor, mas, por algum motivo, não conseguia derramar uma única lágrima.
Por fim, apenas implorei: "Mano, eu quero ir para casa."
Minha voz estava embargada. O coração de Tiago estremeceu: "Tudo bem, eu te levo para casa."
Nos dois dias seguintes, Tiago resolveu as burocracias da minha licença no curso e me levou para o aeroporto.
Duas horas depois, o avião pousou.
Quando chegamos em casa, meus pais já haviam preparado um jantar farto.
Mas, ao ver o homem familiar sentado no sofá, meus passos travaram.
Gabriel também ergueu o olhar.
Nossos olhos se cruzaram; ninguém disse uma palavra.
Tiago entrou logo atrás, viu o silêncio entre nós, pegou minha mala e disse a Gabriel: "Sobe aqui, preciso falar com você."
Gabriel assentiu e seguiu Tiago escada acima.
Fiquei parada observando as costas dele até que desaparecesse na curva do corredor.
Tiago e Gabriel conversaram por muito tempo, descendo apenas na hora do jantar.
Estranhamente, senti que o clima entre os dois estava esquisito.
Após o jantar, meus pais disseram que queriam sair para caminhar.
Caminhei ao lado de Gabriel, ficando para trás enquanto o resto da família seguia adiante.
Era outono; folhas amareladas caíam.
Observei nossas sombras lado a lado e disse as primeiras palavras desde que voltei: "Meu irmão disse que você está namorando." Eu já sabia a resposta, mas precisava ouvir da boca dele.
Gabriel olhou para mim, com a voz profunda: "Ele mentiu para você."
Capítulo 8
Mentiu para mim...
Fiquei atônita por um momento, sentindo um alívio inexplicável, como se tivesse sobrevivido a um desastre.
Mas, no segundo seguinte, senti piedade de mim mesma.
Gabriel nunca mentia para mim; portanto, o que ele dissera antes sobre nunca ficarmos juntos também era verdade.
Mas e se? E se ele resolvesse olhar para trás e me ver?
Criei coragem e perguntei: "Você sabe por que, depois que me tornei adulta, parei de me declarar para você?"
Gabriel pareceu surpreso e balançou a cabeça.
Sorri com amargura: "Porque você sempre me viu apenas como uma criança. Eu só podia usar aqueles contratos de casamento, com validade jurídica, para te dizer que eu cresci de verdade e que posso me responsabilizar pelos meus atos."
PUBLICIDADE
"Eu esperava que você levasse meus sentimentos a sério, que me visse como uma mulher comum, e não que me excluísse totalmente do seu mundo."
Após o desabafo, virei-me para ele com os olhos brilhando levemente.
O vento da noite soprava meus cabelos, trazendo o perfume das flores de outono.
Dei um passo à frente: "Gabriel Rocha, eu só preciso de uma chance."
Gabriel não disse nada por um longo tempo, até que suspirou: "Te tratar como uma mulher comum..."
"Se eu fizesse isso, você provavelmente nem conseguiria me ver. Você ainda quer essa chance?"
"Sim!", minha resposta foi firme.
O olhar de Gabriel oscilou entre várias emoções, terminando em uma frieza gélida: "Tudo bem, eu te dou essa chance."
Fiquei paralisada, sem acreditar no que ouvia.
Somente quando ele se virou e partiu é que senti meu coração disparado e meus dedos tremendo de ansiedade.
Ao voltar para casa, eu ainda estava imersa na surpresa da concessão repentina de Gabriel.
Depois de sete anos de esforço, ele finalmente estava disposto a me dar uma chance!
Tiago estava sentado no sofá e, ao notar meu estado aéreo, perguntou sem entender: "O que aconteceu com você?"
Recobrei os sentidos, com a garganta seca: "Mano, eu tenho uma chance de conquistar o Gabriel."
Tiago estancou, franzindo a testa: "Por que você insiste tanto no Gabriel?"
Fiquei sem resposta por um tempo antes de dizer: "Eu não sei. Tiago, por que você insistiu tanto em ficar com a minha cunhada, mesmo contra a vontade dos nossos pais?"
Tiago abriu a boca, mas não encontrou palavras.
Por fim, apenas suspirou resignado: "Você cresceu, se decidiu que é isso, tudo bem. Não importa o que aconteça, eu e nossos pais estaremos aqui por você."
Ao ouvir isso, meus olhos arderam e eu o abracei: "Obrigada, mano."
Tiago afagou minha cabeça e, onde eu não podia ver, um olhar complexo cruzou seu rosto.
A noite estava serena.
Depois de me higienizar e deitar, não conseguia dormir.
Peguei o celular, olhei para a conversa de Gabriel e, após digitar e apagar várias vezes, enviei um "Boa noite".
No entanto, passou muito tempo e não houve resposta.
Abri a cortina e olhei para a casa ao lado; as luzes ainda estavam acesas.
Ele deve estar ocupado, certo?
Inventei uma desculpa para ele, acalmei meu coração e finalmente adormeci...
Mas o autoengraçamento é frágil.
No meio do dia seguinte, sem receber nenhuma resposta, percebi que Gabriel provavelmente não tinha deixado de ver, ele apenas não queria responder.
A melancolia tomou conta do meu olhar.
Tiago percebeu e, não suportando ver meu sofrimento, disse: "Ele está trabalhando hoje, deve estar na promotoria."
Ao ouvir isso, recuperei o ânimo e fui para a promotoria, levando um almoço que eu mesma preparei para ele.
Quando cheguei, Gabriel estava saindo do prédio.
"Gabriel!", chamei com um sorriso, indo ao encontro dele.
No segundo seguinte, Gabriel agiu como se não me visse, passando direto por mim sem desviar o olhar.
PUBLICIDADE
Capítulo 9
Meu sorriso congelou no rosto.
Virei-me para observar as costas do homem; a suspeita em meu coração tornou-se realidade, e compreendi o que Gabriel quis dizer com suas palavras no dia anterior.
"Gabriel..." Corri e o segurei pelo braço.
Gabriel parou, mas não disse uma palavra.
Aquele comportamento tão estranho vindo dele me deixou apavorada. "Gabriel, por favor, não me ignore..."
Minha voz tremia descontroladamente.
Gabriel apenas afastou o braço lentamente: "Não era isso que você queria? Agora você não tem diferença nenhuma de qualquer outra garota."
Senti minhas mãos e pés gelarem, ficando paralisada no lugar.
O amargor misturado a lágrimas quentes ameaçava transbordar, e baixei os olhos às pressas.
Gabriel observou a cena, e um sentimento estranho cruzou sua mente.
No entanto, ele reprimiu o impulso de me consolar, decidido a partir.
Se não era amor, era melhor não dar mais falsas esperanças a Alice Santos.
Mas, no momento em que ele ia sair, algo foi empurrado contra seu peito.
"São todos os pratos que você gosta. Coma enquanto está quente."
Eu estava de cabeça baixa, escondendo minha expressão. Assim que confirmei que Gabriel segurava a marmita com firmeza, virei-me para sair.
Mas, ao dar o primeiro passo, ouvi um som abafado de algo caindo atrás de mim.
Parei por um instante e olhei para trás; Gabriel já estava longe.
E, ao lado da lata de lixo, estava a marmita que eu acabara de entregar.
Naquele momento, não consegui mais conter minhas emoções; as lágrimas brotaram e não pararam mais...
Não sei por quanto tempo chorei. As marcas das lágrimas secaram em meu rosto, e sentia dor até ao tentar enxugá-las.
Caminhei lentamente até a lata de lixo, peguei a marmita, abracei-a contra o peito e fui voltando para casa passo a passo.
Desde a noite anterior, eu já tinha me preparado para tudo isso; ou melhor, desde que pedi a Gabriel aquela chance de igualdade, eu já previa esse desfecho.
Mas a dor no coração agora era mais intensa do que nunca, algo impossível de suportar.
...
Voltei para casa em um estado de torpor.
Tiago Santos notou meus olhos vermelhos e inchados, e franziu a testa profundamente: "Você não foi atrás do Gabriel? Ele te maltratou?"
Segurei a marmita com as mãos tremendo levemente.
"Não..."
Forcei minhas emoções e dei um sorriso mais amargo do que um choro: "É só que... parece que ele não gosta dessas comidas."
O olhar de Tiago caiu sobre a caixa em minhas mãos, que nem sequer havia sido aberta, e ele pareceu entender tudo.
Ele se levantou devagar: "Ali, ouça o seu irmão: desista."
Minhas pálpebras tremeram: "Mano, eu... não quero."
"Algumas pessoas, quando você as encontra, são para a vida toda. Eu... realmente não quero perdê-lo assim."
A opção de desistir de Gabriel nunca existiu na minha vida.
Tiago, vendo meu estado, não conseguiu conter a raiva acumulada por anos no peito.
Mas ele não tinha coragem de explodir comigo: "Como você pode ser tão teimosa!"
PUBLICIDADE
você pode gostar
-
TerminadoCapítulo 11
MENINA DÁ METADE DO LANCHE A UM MENINO SEM-TETO... 25 ANOS DEPOIS, ELE VOLTA MILIONÁRIO
Aos nove anos, Gabriel Costa vivia nas ruas de São Paulo e esperava todos os dias diante do portão de uma escola particular. Foi ali que conheceu Valentina Almeida, uma menina rica que passou a dividir escondida metade do próprio almoço com ele. Quando Gabriel foi adotado por uma família de Curitiba, fez uma promessa antes de partir: "Quando eu crescer… eu volto para te buscar." Vinte e cinco anos depois, Valentina enfrenta a doença do pai, a falência do Grupo Almeida e um noivado que esconde interesses perigosos. É então que Gabriel retorna a São Paulo — não mais como o menino faminto do portão, mas como um empresário cuja fortuna ultrapassa R$ 950 milhões.Moderno13.8 mil palavras5 180 -
TerminadoCapítulo 11
MILIONÁRIO CHEGA MAIS CEDO À CASA DE CAMPO... E QUASE DESMAIA COM O QUE VÊ
Milionário chega mais cedo à casa de Campo e quase desmaia com o que vê. Alejandro para no jardim sem acreditar. Léo, seu filho, ri alto nos braços de Helena, a faxineira. O menino que diziam ser incapaz de sentir emoção, agora gargalha como nunca. Pela manhã, Carla insistiu em aumentar os sedativos, dizendo que Léo era um caso perdido. Mas ali, diante dos olhos do pai, a verdade aparece. Não era doença, era medo. Helena tenta soltá-lo, assustada, mas Léo se agarra a ela como proteção. Quando o carro de Carla surge na entrada, o sorriso some, o corpo do menino trava. Alejandro entende tudo naquele instante. Ele manda Helena agir normalmente e decide observar em silêncio. Aquela risada muda tudo. Naquela noite, ele jura proteger o filho, descobrir quem mentiu e acabar com o terror escondido dentro da própria casa. A guerra começa ali, no quintal, com um riso que salvou uma vida.Moderno13.7 mil palavras5 123 -
TerminadoCapítulo 12
Eles Pensavam Que Eu Era Uma Boneca Frágil… Até Ouvirem o Som do Gatilho
Na alta sociedade de São Paulo, Christian von Stock e Victória de Medeiros pareciam o casal perfeito: ele, um titã corporativo brilhante e irretocável; ela, uma herdeira gélida e deslumbrante. Mas o conto de fadas durou apenas até o momento em que a porta da imponente mansão se fechou. No segundo em que o último flash da imprensa sumiu, Christian revelou ser o seu pior pesadelo. Dono de uma mente brilhante e sádica, ele confiscou o passaporte, o celular e as contas de Victória, transformando-a em uma prisioneira na própria casa. Para garantir a obediência absoluta, ele escolheu a única fraqueza dela: Camila, sua irmã caçula com síndrome de down, agora vigiada de perto como refém. Aos olhos do mundo, eles eram a imagem da felicidade conjugal, com sorrisos ensaiados e jantares de gala. Entre quatro paredes, era uma guerra psicológica diária onde a respiração de Victória era controlada e a liberdade, uma lembrança distante. Christian acreditava ter quebrado o espírito de sua esposa, transformando-a em uma boneca dócil. O que ele não sabia era que, sob a pele da mulher acuada, Victória contava cada segundo, memorizava cada código de segurança e aguardava pacientemente o momento certo. Ela fingiu submissão. Ela jogou o jogo dele. E, quando o monstro finalmente cometeu o erro de subestimá-la, a frágil esposa sumiu. No lugar dela, emergiu a lâmina afiada pronta para destruir o império dele de dentro para fora. Uma mente brilhante, uma gaiola de ouro e um jogo de gato e rato onde a única regra é sobreviver para ver quem quebra primeiro.Outras|Aventura|Moderno15.3 mil palavras5 148 -
TerminadoCapítulo 10
Minha Mãe Deixou Minha Esposa Desmaiada no Chão
Arthur voltou de viagem dois dias antes e encontrou a mesa cheia, o filho de oito dias chorando e Elena desacordada no tapete. A mãe dele continuava cortando o jantar. Se você encontrasse sua esposa nessa situação e descobrisse que alguém da sua própria família havia falsificado sua assinatura, qual seria sua primeira atitude? Leia até o fimModerno10.3 mil palavras5 130 -
TerminadoCapítulo 11
Mostraram Suas Verdadeiras Faces… Sem Saber Que Eu Fingia Estar Paralisada
Fingi Estar Paralisada Por 10 Dias… Meus Filhos Disputaram Minha Fortuna, Mas A “Intrusa” Ficou... Aos 66 anos, Beatriz Montenegro Sampaio construiu um dos maiores impérios imobiliários de São Paulo. Rica, poderosa e acostumada a controlar tudo, ela acreditava conhecer os próprios filhos. Até ser envenenada durante sua festa de aniversário. Ao descobrir que sobreviveria sem sequelas permanentes, Beatriz toma uma decisão perigosa: fingir que ficou paralisada e sem conseguir falar para descobrir quem permaneceria ao seu lado quando ela não pudesse mais oferecer poder, dinheiro ou proteção.Moderno15.1 mil palavras5 352 -
TerminadoCapítulo 11
“Ela Não É Minha Filha”… Até o DNA Revelar Um Segredo Pior
No aniversário da pequena Sofia, Isabela presencia uma cena que muda para sempre sua relação com a poderosa família Montenegro. Mas o golpe mais cruel vem do próprio marido, Alexandre, que olha para a menina e declara diante de todos: "Ela não é minha filha." Isabela, porém, já conhece a verdade. Um exame de DNA confirma que Sofia é filha biológica de Alexandre com 99,9998% de probabilidade. Só que existe uma segunda página no resultado — e ela revela algo ainda mais devastador... Até onde sua própria mãe foi capaz de ir para proteger os segredos da família Montenegro?Moderno13.4 mil palavras5 287 -
TerminadoCapítulo 11
O Chefe da Máfia Mais Temido Viu Minhas Mãos Tremendo… E Fez Uma Única Pergunta
Isabela Oliveira Martins só queria sobreviver a mais um turno em um restaurante sofisticado nos Jardins, em São Paulo. Mas, ao servir a mesa 17, suas mãos começaram a tremer diante do homem que todos no salão pareciam temer: Dante Vasconcelos Montenegro, um poderoso e misterioso chefe da máfia. Quando Dante percebe as marcas no pulso da garçonete, segura sua mão e pergunta baixinho: "Quem fez isso com você?" Isabela não consegue responder. Porque o homem de quem está fugindo é Marcelo Ferraz, seu ex-namorado controlador, alguém que parece sempre saber onde ela está. O que Isabela ainda não sabe é que seu encontro com Dante está longe de ser uma coincidência do destino. Uma investigação começa a revelar que Marcelo se aproximou dela por causa de Antônio, seu pai, morto quinze anos antes em circunstâncias nunca esclarecidas. E quanto mais Isabela procura respostas, mais descobre que os Ferraz e os Montenegro escondem um passado construído sobre dinheiro, traições e silêncio. Até Dante guarda um segredo sobre a noite em que Antônio morreu. Agora, Isabela terá que descobrir em quem pode confiar — sem permitir que outro homem decida seu destino. Porque talvez seu pai não tenha morrido apenas por descobrir um crime.Bilionário|Máfia|Moderno14.3 mil palavras5 4105 -
TerminadoCapítulo 10
Três Dias Após o Funeral, Ouvi Meu Marido Planejar Minha Herança
Três dias depois de enterrar a mãe, Eliza ouviu o marido dizer ao telefone: “Assim que eu acessar as contas, a gente venceu.” Ela não desceu a escada nem exigiu explicações. Apertou o botão de gravar. Na manhã seguinte, o último vídeo de Margaret revelou que Garrett pesquisava a herança antes mesmo do casamento — e que Sienna, irmã de Eliza, havia aberto a primeira porta.Moderno9.7 mil palavras5 197 -
TerminadoCapítulo 10
A Menina Que Entrou Molhada no Baile
Com fome e encharcada, Lívia, de nove anos, entra escondida no baile beneficente do Hotel Imperial procurando a mãe. Helena Albuquerque, viúva de uma das famílias mais ricas de São Paulo, joga água no rosto da menina e a acusa de roubo. Quando Lívia cai, um colar de safira se solta de seu pescoço. Dentro da pedra existe uma fotografia que Helena não vê há vinte anos — e a prova de que a criança humilhada diante da elite é a neta que ela nunca soube que tinha.Moderno10.0 mil palavras5 110 -
TerminadoCapítulo 10
A Menina Deu Seu Último Remédio ao Temido Homem
Uma reação alérgica derruba Adrian Moretti dentro da própria mansão. Ellie Carter, filha de uma funcionária e portadora de alergia severa, usa nele seu último autoinjetor de epinefrina. Quando Adrian voltou a respirar, descobriu que aquela era a última dose dela. Minutos depois, a menina disse algo ainda mais impossível: viu um velho colocar “lágrimas azuis” no vinho. O que começou com uma injeção levou a uma chave costurada dentro de um coelho, ao assassinato encoberto de David e à filha que Adrian acreditava ter enterrado.Moderno|Romance10.1 mil palavras5 127