"Memórias de um Amor Perdido" Capítulo 19
PUBLICIDADE
Durante a internação, entre as idas e vindas de acompanhantes, apenas Xavier permanecia no hospital o tempo todo.
Talita "via" que ele passava madrugadas trabalhando no notebook ao lado dela e o ouvira atender dezenas de ligações sem parar.
Ela tentou convencê-lo a ir para casa descansar, mas não conseguiu vencer a persistência dele.
Até que, alguns dias depois, o pai de Xavier ligou de repente, dizendo que havia uma reunião na qual ele obrigatoriamente precisava comparecer.
Como era na própria Cidade N, Xavier foi forçado a sair, embora olhasse para trás repetidamente antes de cruzar a porta.
Capítulo 43
Como Xavier Silva precisava sair, Sofia Santos veio para substituí-lo nos cuidados.
Por ser período de férias escolares, ela não tinha tanto trabalho quanto Murilo Rocha.
Sofia ligou cedo avisando que, devido ao horário de pico, estava presa no trânsito.
"Tali, não saia do lugar por nada, ouviu? Se precisar de algo, chame a enfermeira", recomendou Sofia com doçura.
Talita assentiu calmamente e, lembrando-se de que a outra não a via, respondeu devagar: "Entendi, Sofia."
Após desligar, Talita ficou comportada na cama, ouvindo o som vindo da televisão para passar o tempo.
Entediada de tanto ficar deitada, ela decidiu se levantar para caminhar um pouco pelo quarto; já estava familiarizada com cada canto do ambiente.
"Não há perigo", murmurou para si mesma, avaliando a situação.
Ela começou a vagar lentamente, indo da porta à janela e da janela à porta, como se estivesse dando um passeio.
Ao se aproximar da porta mais uma vez, ouviu uma discussão abafada no corredor que se aproximava rapidamente.
Talita encolheu-se instintivamente ao ouvir a algazarra.
A escuridão total diminuía seus reflexos e, quando deu por si, sentiu uma dor aguda na testa.
A porta foi escancarada com violência pelo lado de fora, atingindo em cheio Talita, que estava logo atrás.
Com o impacto, ela foi girada com força e perdeu o equilíbrio.
Houve um baque surdo quando ela desabou no chão.
Em um instante, sentiu uma dor de cabeça dilacerante. Antes de mergulhar na inconsciência, ainda ouviu o grito de pavor de Sofia.
...
Fora do centro cirúrgico, o rosto de todos da família Rocha estava sombrio.
Sofia transbordava culpa: "Se eu tivesse chegado um pouco mais cedo, talvez..."
Murilo tocou o ombro de Sofia para confortá-la.
Zilah também tentava conter as emoções: "Sofia, a culpa não é sua. Se não fosse aquele arruaceiro, a Tali estaria segura no quarto. Ela não merecia passar por esse sofrimento."
Xavier Silva estava parado ao lado, com o rosto gélido, sem dizer uma única palavra.
Ninguém sabia o terror que ele sentira ao ser avisado, no meio de uma reunião, que Talita fora levada às pressas para a cirurgia.
Se a preocupação com Talita não ocupasse todo o seu pensamento, ele provavelmente teria matado o agressor.
Um médico saiu de repente da sala de cirurgia segurando um papel.
PUBLICIDADE
"Aviso de estado crítico, preciso que um familiar assine...", o médico tinha um olhar de profundo pesar; eles haviam se preparado tanto para aquela paciente.
E agora, tudo fora arruinado por um homem que, após agredir a esposa e não encontrá-la, resolveu invadir cada quarto do hospital em um surto de loucura. Se não fosse por isso, a paciente estaria bem.
O Sr. Rocha assinou o documento com as mãos tremendo, e Zilah não conseguiu mais conter o choro.
Murilo e Sofia também estavam com expressões péssimas.
Xavier olhava para a luz acesa do centro cirúrgico, tenso como uma corda prestes a romper.
Um sentimento de autodesprezo o consumia; ele não parava de pensar que, se não tivesse saído hoje, nada disso teria acontecido.
Sua Tali estaria bem.
Lá dentro, instrumentos frios se moviam sem parar. Os médicos trocavam frases curtas, ocasionalmente franzindo o cenho.
Do lado de fora, o grupo não desviava o olhar da porta, temendo perder qualquer sinal.
O tempo passava minuto a minuto.
Novos avisos de estado crítico eram assinados um após o outro; parecia que os médicos estavam em uma corrida contra a morte.
Todos rezavam por um milagre.
Enquanto isso, Talita sentia-se presa em um ciclo estranho.
Ela estava em casa, mas ninguém conseguia vê-la.
Gritava por seus pais, por Murilo e, em imagens que giravam, viu Xavier parado diante de um túmulo.
Ela berrava o nome dele, mas ele não percebia sua presença.
Exausta, Talita parou no lugar, mas percebeu que algo estava errado com Xavier.
Ele segurava uma faca afiada.
Capítulo 44
Talita correu para tentar impedi-lo, mas atravessou o corpo dele como um fantasma.
Ao se virar, viu Xavier levantar o rosto, como se sentisse algo. Ele olhou em sua direção e esboçou um leve sorriso, como se estivesse prestes a se libertar.
O coração de Talita afundou ao ver a lâmina afiada perfurar o peito dele; no instante seguinte, o sangue jorrou.
Uma dor de cabeça insuportável a atingiu, e seu coração parecia se partir em mil pedaços.
Ela queria gritar, mas não emitia som algum.
Em meio ao torpor, um desejo feroz de viver a dominou.
Ela não queria ver seus pais infelizes, nem seu irmão mergulhado no luto, e muito menos ver Xavier desistindo da própria vida por causa dela.
Ela lutou desesperadamente para acordar.
Talita reuniu todas as suas forças e, finalmente, pareceu romper a barreira da escuridão.
Um lampejo de luz surgiu diante de seus olhos e ela ouviu o grito surpreso da equipe médica: "O coração da paciente voltou a bater!!!"
Logo em seguida, mergulhou novamente nas trevas.
Do lado de fora, o médico mal havia cruzado a porta com um semblante pesado que fez a esperança dos familiares murchar.
Mas, no segundo seguinte, um grito veio de dentro da sala.
Foi como um raio de luz que reacendeu a esperança da família Rocha e de Xavier.
PUBLICIDADE
Tudo ainda era incerto.
...
Entre a cirurgia e as manobras de ressuscitação, passaram-se quase trinta horas.
Para Xavier, o tempo pareceu uma eternidade. Ele permaneceu estático, como uma estátua.
Durante aquele período, ele sentiu como se não estivesse pensando em nada e, ao mesmo tempo, tivesse planejado tudo.
No começo, sua mente revisitou cada dia desde o primeiro encontro com Talita; depois, começou a pensar no que faria se... caso a perdesse.
Cada detalhe estava armazenado em sua mente. As trinta horas em pé já haviam ultrapassado o limite humano.
Mas Xavier não sentia nada.
Ele viu o Sr. Rocha assinar um aviso de estado crítico após o outro, mas não teve coragem sequer de se aproximar.
Antigamente, sempre que Talita se machucava em resgates, ele ficava aterrorizado e cheio de cuidados.
Naquela época, Talita costumava rir dele, chamando-o de covarde, e ele negava sorrindo.
Mas agora ele admitia: ele era um covarde.
Um covarde tão grande que o simples pensamento de perdê-la o fazia tremer de pavor.
Com os olhos injetados, Xavier encarava a luz da cirurgia e implorava em silêncio:
"Por favor, Talita, salve-me."
Talvez a força de sua vontade e as preces da família tenham sido poderosas o suficiente.
A luz do centro cirúrgico finalmente se apagou. A equipe que saiu trazia um cansaço profundo nos olhos, mas exibia uma alegria rara no rosto.
"A cirurgia foi um sucesso. A paciente demonstrou um desejo de viver incrível no último momento; ela salvou a si mesma."
As lágrimas de Zilah correram livremente, e os olhos de Sofia ficaram vermelhos de alívio.
Nos ouvidos de Xavier, as palavras soaram como um mantra de absolvição.
Ele tentou dar um passo à frente, mas suas pernas, paradas por tanto tempo, estavam tão dormentes que ele vacilou.
Acabou encontrando apoio na parede ao lado. O Sr. e a Sra. Rocha viram a cena e trocaram um olhar com um brilho suave de compreensão.
Talita foi levada para a UTI.
Os pais de Talita foram para casa descansar um pouco antes do próximo turno; Xavier e Murilo seguiram para o consultório do médico.
"Para ser sincero, a situação da Srta. Rocha superou nossas expectativas."
"No início, chegamos a considerar o óbito. Mas o desejo de viver dela foi tão forte que fez seu coração voltar a bater..."
A breve descrição foi suficiente para arrepiar os dois homens presentes.
"E quanto ao futuro dela...", Murilo perguntou apressado.
"É difícil dizer."
Capítulo 45
"O que quer dizer com isso?" A voz de Xavier estava rouca e seus olhos sombrios; seu coração não parava de oscilar.
Sob o olhar intenso daqueles dois homens, o médico sentiu um calafrio.
Ele tentou manter a calma e olhou para eles com compaixão: "Embora a Srta. Rocha tenha sobrevivido, o cérebro é a área mais complexa do corpo. O resultado final é imprevisível."
Os dedos de Xavier se contraíram; seu coração doía a ponto de estar quase anestesiado.
PUBLICIDADE
Murilo estava com uma expressão péssima; por ser médico, sabia exatamente o que aquilo significava.
"Quais são as possibilidades mais prováveis?" Xavier foi o primeiro a se recompor, ignorando o brilho quase insano em seus olhos.
O médico hesitou e falou pausadamente: "O melhor cenário é ela acordar e recuperar a visão; seria uma alegria para todos. O segundo é ela acordar, mas permanecer cega. O terceiro é ela não acordar por muito tempo, entrando em estado vegetativo."
Os dois homens altos ficaram rígidos, com expressões indecifráveis.
"E a última possibilidade...", o médico hesitou antes de suspirar, "...se ela não conseguir superar este período crítico, a vida dela ainda corre risco."
As palavras do médico fizeram o coração de ambos despencar.
Ao saírem do consultório, o clima entre Murilo e Xavier era de extrema tensão.
Caminhando pelo corredor, Murilo parou de repente: "Eu me arrependo... não deveria ter deixado a Tali saber dessa possibilidade."
O coração de Xavier estremeceu. Ele massageou os olhos inchados: "Eu não me arrependo. Murilo, eu acredito que ela vai acordar."
"Ela com certeza vai acordar."
Murilo observou o homem passar por ele com passos largos, sentindo um misto de emoções.
Tinha que admitir: Xavier talvez conhecesse Talita melhor do que ele.
...
Três meses se passaram voando e tudo parecia ter voltado ao normal.
Contudo, havia quem ainda estivesse preso naquele inverno rigoroso, incapaz de sair.
O assistente olhava para o patrão de rosto severo, sem ousar respirar alto.
Os diretores dos departamentos, sentados à mesa, tremiam de medo de levar uma bronca por qualquer deslize.
Desde que voltara do feriado de Ano Novo, o temperamento do chefe tornara-se ainda mais imprevisível.
O assistente suspeitava que tivesse algo a ver com uma mulher, mas não tinha coragem de bisbilhotar a vida pessoal do patrão.
O clima na sala de reuniões era sufocante.
Enquanto anotava a ata, o assistente rezava:
"Que algum anjo apareça para nos salvar!"
Assim que o pensamento cruzou sua mente, o celular de Xavier tocou.
Contendo a irritação, ele atendeu.
Do outro lado, a voz de Murilo soou carregada de emoção: "Xavier, a Tali acordou!"
O barulho estridente da cadeira arrastando no chão assustou a todos, que pensaram que algo terrível ocorrera.
Mas Xavier apenas pegou o paletó e saiu correndo da sala.
Os presentes na reunião ficaram se olhando, sem entender nada.
No hospital.
Em sua cama, Talita Rocha olhava para as flores coloridas ao seu redor com um interesse renovado.
Foi no período de cegueira que ela percebeu o quanto ansiava pela luz e pelas cores do mundo.
Agora, observando a primavera radiante e os brotos nos plátanos do lado de fora da janela, sentia um calor reconfortante no peito.
Seus pais e os outros já a haviam visitado; logo que acordou, foi cercada por médicos para exames.
Eles falavam em milagre, mas Talita sentia apenas que despertara de um longo sonho.
E agora, o sonho finalmente chegara ao fim...
A porta do quarto foi aberta bruscamente. Talita olhou instintivamente em direção à entrada e viu Xavier Silva, com uma aparência um tanto desgrenhada.
Seu coração amoleceu. Xavier agia com cautela, como se tivesse medo de que aquele momento fosse um delírio.
Talita abriu um sorriso lindo e disse:
"Xavier Silva, quanto tempo."
FIM
PUBLICIDADE
você pode gostar
-
TerminadoCapítulo 11
MENINA DÁ METADE DO LANCHE A UM MENINO SEM-TETO... 25 ANOS DEPOIS, ELE VOLTA MILIONÁRIO
Aos nove anos, Gabriel Costa vivia nas ruas de São Paulo e esperava todos os dias diante do portão de uma escola particular. Foi ali que conheceu Valentina Almeida, uma menina rica que passou a dividir escondida metade do próprio almoço com ele. Quando Gabriel foi adotado por uma família de Curitiba, fez uma promessa antes de partir: "Quando eu crescer… eu volto para te buscar." Vinte e cinco anos depois, Valentina enfrenta a doença do pai, a falência do Grupo Almeida e um noivado que esconde interesses perigosos. É então que Gabriel retorna a São Paulo — não mais como o menino faminto do portão, mas como um empresário cuja fortuna ultrapassa R$ 950 milhões.Moderno13.8 mil palavras5 180 -
TerminadoCapítulo 11
MILIONÁRIO CHEGA MAIS CEDO À CASA DE CAMPO... E QUASE DESMAIA COM O QUE VÊ
Milionário chega mais cedo à casa de Campo e quase desmaia com o que vê. Alejandro para no jardim sem acreditar. Léo, seu filho, ri alto nos braços de Helena, a faxineira. O menino que diziam ser incapaz de sentir emoção, agora gargalha como nunca. Pela manhã, Carla insistiu em aumentar os sedativos, dizendo que Léo era um caso perdido. Mas ali, diante dos olhos do pai, a verdade aparece. Não era doença, era medo. Helena tenta soltá-lo, assustada, mas Léo se agarra a ela como proteção. Quando o carro de Carla surge na entrada, o sorriso some, o corpo do menino trava. Alejandro entende tudo naquele instante. Ele manda Helena agir normalmente e decide observar em silêncio. Aquela risada muda tudo. Naquela noite, ele jura proteger o filho, descobrir quem mentiu e acabar com o terror escondido dentro da própria casa. A guerra começa ali, no quintal, com um riso que salvou uma vida.Moderno13.7 mil palavras5 123 -
TerminadoCapítulo 12
Eles Pensavam Que Eu Era Uma Boneca Frágil… Até Ouvirem o Som do Gatilho
Na alta sociedade de São Paulo, Christian von Stock e Victória de Medeiros pareciam o casal perfeito: ele, um titã corporativo brilhante e irretocável; ela, uma herdeira gélida e deslumbrante. Mas o conto de fadas durou apenas até o momento em que a porta da imponente mansão se fechou. No segundo em que o último flash da imprensa sumiu, Christian revelou ser o seu pior pesadelo. Dono de uma mente brilhante e sádica, ele confiscou o passaporte, o celular e as contas de Victória, transformando-a em uma prisioneira na própria casa. Para garantir a obediência absoluta, ele escolheu a única fraqueza dela: Camila, sua irmã caçula com síndrome de down, agora vigiada de perto como refém. Aos olhos do mundo, eles eram a imagem da felicidade conjugal, com sorrisos ensaiados e jantares de gala. Entre quatro paredes, era uma guerra psicológica diária onde a respiração de Victória era controlada e a liberdade, uma lembrança distante. Christian acreditava ter quebrado o espírito de sua esposa, transformando-a em uma boneca dócil. O que ele não sabia era que, sob a pele da mulher acuada, Victória contava cada segundo, memorizava cada código de segurança e aguardava pacientemente o momento certo. Ela fingiu submissão. Ela jogou o jogo dele. E, quando o monstro finalmente cometeu o erro de subestimá-la, a frágil esposa sumiu. No lugar dela, emergiu a lâmina afiada pronta para destruir o império dele de dentro para fora. Uma mente brilhante, uma gaiola de ouro e um jogo de gato e rato onde a única regra é sobreviver para ver quem quebra primeiro.Outras|Aventura|Moderno15.3 mil palavras5 148 -
TerminadoCapítulo 10
Minha Mãe Deixou Minha Esposa Desmaiada no Chão
Arthur voltou de viagem dois dias antes e encontrou a mesa cheia, o filho de oito dias chorando e Elena desacordada no tapete. A mãe dele continuava cortando o jantar. Se você encontrasse sua esposa nessa situação e descobrisse que alguém da sua própria família havia falsificado sua assinatura, qual seria sua primeira atitude? Leia até o fimModerno10.3 mil palavras5 130 -
TerminadoCapítulo 11
Mostraram Suas Verdadeiras Faces… Sem Saber Que Eu Fingia Estar Paralisada
Fingi Estar Paralisada Por 10 Dias… Meus Filhos Disputaram Minha Fortuna, Mas A “Intrusa” Ficou... Aos 66 anos, Beatriz Montenegro Sampaio construiu um dos maiores impérios imobiliários de São Paulo. Rica, poderosa e acostumada a controlar tudo, ela acreditava conhecer os próprios filhos. Até ser envenenada durante sua festa de aniversário. Ao descobrir que sobreviveria sem sequelas permanentes, Beatriz toma uma decisão perigosa: fingir que ficou paralisada e sem conseguir falar para descobrir quem permaneceria ao seu lado quando ela não pudesse mais oferecer poder, dinheiro ou proteção.Moderno15.1 mil palavras5 352 -
TerminadoCapítulo 11
“Ela Não É Minha Filha”… Até o DNA Revelar Um Segredo Pior
No aniversário da pequena Sofia, Isabela presencia uma cena que muda para sempre sua relação com a poderosa família Montenegro. Mas o golpe mais cruel vem do próprio marido, Alexandre, que olha para a menina e declara diante de todos: "Ela não é minha filha." Isabela, porém, já conhece a verdade. Um exame de DNA confirma que Sofia é filha biológica de Alexandre com 99,9998% de probabilidade. Só que existe uma segunda página no resultado — e ela revela algo ainda mais devastador... Até onde sua própria mãe foi capaz de ir para proteger os segredos da família Montenegro?Moderno13.4 mil palavras5 287 -
TerminadoCapítulo 11
O Chefe da Máfia Mais Temido Viu Minhas Mãos Tremendo… E Fez Uma Única Pergunta
Isabela Oliveira Martins só queria sobreviver a mais um turno em um restaurante sofisticado nos Jardins, em São Paulo. Mas, ao servir a mesa 17, suas mãos começaram a tremer diante do homem que todos no salão pareciam temer: Dante Vasconcelos Montenegro, um poderoso e misterioso chefe da máfia. Quando Dante percebe as marcas no pulso da garçonete, segura sua mão e pergunta baixinho: "Quem fez isso com você?" Isabela não consegue responder. Porque o homem de quem está fugindo é Marcelo Ferraz, seu ex-namorado controlador, alguém que parece sempre saber onde ela está. O que Isabela ainda não sabe é que seu encontro com Dante está longe de ser uma coincidência do destino. Uma investigação começa a revelar que Marcelo se aproximou dela por causa de Antônio, seu pai, morto quinze anos antes em circunstâncias nunca esclarecidas. E quanto mais Isabela procura respostas, mais descobre que os Ferraz e os Montenegro escondem um passado construído sobre dinheiro, traições e silêncio. Até Dante guarda um segredo sobre a noite em que Antônio morreu. Agora, Isabela terá que descobrir em quem pode confiar — sem permitir que outro homem decida seu destino. Porque talvez seu pai não tenha morrido apenas por descobrir um crime.Bilionário|Máfia|Moderno14.3 mil palavras5 4105 -
TerminadoCapítulo 10
Três Dias Após o Funeral, Ouvi Meu Marido Planejar Minha Herança
Três dias depois de enterrar a mãe, Eliza ouviu o marido dizer ao telefone: “Assim que eu acessar as contas, a gente venceu.” Ela não desceu a escada nem exigiu explicações. Apertou o botão de gravar. Na manhã seguinte, o último vídeo de Margaret revelou que Garrett pesquisava a herança antes mesmo do casamento — e que Sienna, irmã de Eliza, havia aberto a primeira porta.Moderno9.7 mil palavras5 197 -
TerminadoCapítulo 10
A Menina Que Entrou Molhada no Baile
Com fome e encharcada, Lívia, de nove anos, entra escondida no baile beneficente do Hotel Imperial procurando a mãe. Helena Albuquerque, viúva de uma das famílias mais ricas de São Paulo, joga água no rosto da menina e a acusa de roubo. Quando Lívia cai, um colar de safira se solta de seu pescoço. Dentro da pedra existe uma fotografia que Helena não vê há vinte anos — e a prova de que a criança humilhada diante da elite é a neta que ela nunca soube que tinha.Moderno10.0 mil palavras5 110 -
TerminadoCapítulo 10
A Menina Deu Seu Último Remédio ao Temido Homem
Uma reação alérgica derruba Adrian Moretti dentro da própria mansão. Ellie Carter, filha de uma funcionária e portadora de alergia severa, usa nele seu último autoinjetor de epinefrina. Quando Adrian voltou a respirar, descobriu que aquela era a última dose dela. Minutos depois, a menina disse algo ainda mais impossível: viu um velho colocar “lágrimas azuis” no vinho. O que começou com uma injeção levou a uma chave costurada dentro de um coelho, ao assassinato encoberto de David e à filha que Adrian acreditava ter enterrado.Moderno|Romance10.1 mil palavras5 127