"Renascida para Amar o CEO: Protegendo Meu Destino" Capítulo 009
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Capítulo 009: Como se Tivesse Esquecido
Pérola havia notado Linda Gong, é verdade, mas isso não significava que a atriz tivesse qualquer peso real em sua vida. Linda era apenas uma das muitas "flores venenosas" que orbitariam Thiago, e não merecia nem sua preocupação, muito menos seu temor.
Pérola estava apenas refletindo sobre qual seria a melhor estratégia para impedir que Thiago fosse enganado por Linda. Além disso, mesmo que Linda tivesse sido namorada de Thiago na vida passada, e mesmo que Pérola pretendesse afastar essa má influência dele, as palavras "preocupação" ou "temor" não se aplicavam. Ela não nutria esse tipo de sentimento romântico por Thiago — ou pelo menos era o que dizia a si mesma.
Além do mais, tanto a Pérola com memórias do futuro quanto a jovem de vinte e dois anos nunca gostaram de ser provocadas. Se ela deixasse a petulância de Jade Vasconcelos passar impune, não estaria dando margem para que qualquer um a pisasse? Isso seria um desrespeito não apenas com ela, mas com toda a família Paes.
Em São Paulo, a autoridade dos Paes era inquestionável. Especialmente para alguém que acabara de renascer.
— Eu... — Jade rangeu os dentes, frustrada. — Peço desculpas. Não foi minha intenção.
Desde a infância, sempre que Pérola estava presente, os outros tornavam-se invisíveis. Jade a detestava há anos, mas o problema era simples: ela não podia se dar ao luxo de ofendê-la. Se causasse problemas com Pérola, nem mesmo sua própria família, os Vasconcelos, ficaria do seu lado.
— Que bom que não foi — retrucou Lara com um desdém gelado. — Pérola, vamos embora.
— Ah? Vocês já vão? — interrompeu uma das garotas do grupo. — Pérola, Lara, já que nos encontramos, por que não passeamos um pouco juntas ou tomamos algo?
Quem falava era Luiza Wu, uma herdeira de uma família de médio porte. Ela fora colega de classe de Lara e tivera alguns contatos casuais com Pérola no passado. Luiza tinha um rosto redondo, um pouco infantil, e costumava ser muito quieta em eventos sociais. Seu convite repentino parecia ser fruto da saudade de ver as antigas conhecidas.
Lara olhou para ela: — Fica para a próxima, Luiza. Vamos marcar algo só nós duas.
Lara não queria excluir Luiza, mas como ela estava com aquele grupo desagradável, chamá-la agora criaria um clima ruim com as outras, o que dificultaria a vida social de Luiza depois.
— Tudo bem então — aceitou Luiza. Ela então olhou para Pérola com timidez: — Pérola... quando você tiver uma próxima apresentação, poderia me dar um ingresso? Eu... eu sou sua fã, mas é impossível conseguir entradas, seja para seus solos ou para a orquestra...
A memória de Pérola sobre Luiza era nebulosa. Lembrava-se dela como uma colega do ensino médio. Pelo que recordava, Luiza não era do tipo que pedia favores ou ingressos diretamente; a relação delas não era tão íntima.
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Luiza é minha fã?
Pérola não tinha registro disso. Contudo, como eram colegas e Lara parecia gostar dela, Pérola decidiu ser gentil.
— Sim — assentiu levemente. — Quando houver uma nova data, pedirei para te enviarem os ingressos.
Luiza paralisou por um segundo antes de explodir de alegria: — Sério? Que maravilha! Muito obrigada, Pérola!
Pérola apenas retribuiu com um sorriso discreto. Para Lara, o gesto não foi surpresa; Pérola sempre fora generosa com amigos em relação aos seus concertos. No entanto, o fato de Luiza ter pedido diretamente a intrigou.
— Luiza, você é fã da Pérola? Nunca me contou isso — comentou Lara.
Luiza corou, parecendo envergonhada: — Eu... eu tinha vergonha de dizer. Tinha medo que pensassem que eu não era fã de verdade, mas que estava apenas tentando me aproximar da "Herdeira dos Paes".
Ela lançou um olhar cauteloso para Pérola, temendo uma reação negativa. Pérola percebeu tudo, mas manteve sua postura de dama: o vestido retrô, o cabelo ao vento e aquele sorriso impenetrável que não deixava ninguém ler seus pensamentos.
— Que bobagem — disse Lara, meio sem paciência. — A Pérola tem milhares de fãs, um a mais não faz diferença. Além disso, crescemos juntas. Por que alguém acharia que você está tentando se aproveitar? Seguindo essa lógica, o que diriam de mim, que sou a melhor amiga dela?
Luiza entrou em pânico: — Não, não! Não quis dizer isso! — Ela olhou para Pérola, com o rosto vermelho. — Lara, você me conhece, eu sou muito insegura... eu só...
Lara a interrompeu: — Tudo bem, Luiza. Se eu não te conhecesse, ficaria brava de verdade. A Pérola também é humana e tem o direito de ter amigos. Nos vemos depois.
Ao notar o olhar apreensivo de Luiza sobre Pérola, Lara acrescentou: — Fique tranquila, ela não está brava.
Luiza suspirou aliviada e sorriu: — Certo. Não vou mais dizer essas coisas. Até a próxima!
Quando Pérola e Lara estavam prestes a se afastar do grupo, uma voz as deteve: — Srta. Paes!
Era Linda Gong. A atriz segurava a bolsa com força, parecendo extremamente tensa. Ela encarava Pérola sem dizer nada, com uma expressão tão sofrida que, para quem visse de fora, pareceria que Pérola a estava intimidando.
O sorriso de Pérola permaneceu inalterado, mas seus olhos esfriaram. — Algum problema?
— É... sobre aquilo... Srta. Paes, por favor, não entenda mal. Eu... eu e o Sr. Steiner não temos... nenhuma relação — gaguejou Linda, baixando a cabeça e apertando ainda mais a bolsa.
Aquela cena — a frase dita com hesitação e a postura de vítima — era perfeita para induzir qualquer um ao erro. Parecia que ela e Thiago realmente tinham um caso secreto, mas que, por medo da poderosa herdeira Paes, ela era obrigada a engolir o sofrimento e negar tudo.
O olhar de Pérola tornou-se gélido instantaneamente.
— Se não há relação, não há o que entender. Por que essa postura de mártir? Se o Thiago realmente tivesse envolvimento com outras mulheres, você acha que meu pai o apresentaria a mim? Meu pai é o líder da família Paes; você acha que ele não teria discernimento para avaliar o caráter de um homem?
Para Pérola, seu pai sempre fora uma figura de integridade inabalável. Na vida passada, ele só foi enganado por Hugo e Fabiana porque o tempo de distância e o disfarce deles foram meticulosos, e a tragédia com Pietro o deixou vulnerável demais para notar as serpentes ao redor.
— Fique tranquila, Srta. Gong. Minha mente não é tão pequena a ponto de me preocupar com uma simples funcionária da empresa do Thiago.
— Mas já que você me chamou, gostaria de pontuar uma coisa: o que passou, passou. Mas, de agora em diante, peço que a Srta. Gong evite dizer coisas que possam induzir seus fãs ao erro em público. Eu, Pérola Paes, não pretendo ser rotulada por desconhecidos como a "terceira pessoa" que destrói o relacionamento alheio.
— Afinal, pelo que sei, o Thiago nunca teve namorada e sempre foi extremamente reservado em sua vida pessoal.
Tanto na vida passada quanto nesta, até os vinte e cinco anos — ou melhor, até o momento em que a resgatou —, Thiago nunca tivera uma namorada. Mas depois...
Nesse momento, Pérola paralisou.
O que teria levado Thiago a se tornar tão obcecado em ter namoradas depois, a ponto de ser enganado sucessivamente e ainda assim continuar tentando?
Ela percebeu que... tinha esquecido.
Esquecido?!
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