"Renascida para Amar o CEO: Protegendo Meu Destino" Capítulo 003
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Capítulo 003: As Intenções da Família
Ao ouvir a pergunta do irmão, Pérola hesitou por um breve momento antes de responder: — Sim.
— E o que você achou, Pé? — Pietro conhecia bem o pai deles, Paulo Paes. Se o pretendente não fosse um jovem extraordinário, Paulo, com todo o ciúme e proteção que tinha por Pérola, jamais pensaria em apresentá-lo a ela. — Ou melhor, o que você achou do rapaz que o papai indicou?
Na verdade, Pietro sabia exatamente quem era o "jovem talento". São Paulo pode ser imensa, mas o círculo da elite é restrito, e havia apenas alguns nomes que realmente se destacavam. Thiago Steiner era um deles: alguém que começou do zero no ensino médio e cujas conquistas atuais só podiam ser descritas como "fenomenais".
Pietro, sendo ele mesmo alguém brilhante, raramente admirava alguém, mas por Thiago ele sentia não apenas admiração, mas um certo respeito. Ele reconhecia que, embora pudesse abrir um negócio no colégio, transformar esse negócio no líder absoluto de um setor em apenas oito anos era uma proeza que ele mesmo duvidava conseguir.
Lá no fundo, Pietro esperava que Pérola e Thiago ficassem juntos. Era raro encontrar alguém que ele considerasse à altura da irmã e que seus pais também aprovassem. Antes de Thiago surgir, ele não via ninguém capaz de acompanhar o ritmo de Pérola.
Thiago era uma lenda do Colégio Bandeirantes de São Paulo, mas Pérola também era. A diferença é que ela alcançou a fama muito jovem e logo se juntou à Starry Orchestra, a maior orquestra de música popular do país. Como vivia viajando para festivais e concertos internacionais e não demonstrava interesse por nada além da música, ela acabou nunca ouvindo falar dele.
— Ele é excelente — disse Pérola subitamente.
Havia uma emoção contida em sua voz que Pietro não conseguiu decifrar. Ele ficou surpreso. "Excelente" significava que ela estava satisfeita com Thiago?
Como estivera na escola o dia todo, Pietro não sabia o resultado do encontro. Ao chegar, os pais não estavam e a irmã estava indisposta no quarto, então não teve a quem perguntar. Conhecendo o temperamento dela, ele tinha certeza de que ela recusaria o encontro — não porque Thiago não fosse bom o suficiente, mas porque ela simplesmente detestava a ideia de ter seu destino decidido por um arranjo familiar.
Ele estava apenas "sondando" o terreno, tentando descobrir a primeira impressão dela. Jamais esperou uma resposta tão direta e positiva.
Embora quisesse que desse certo, ouvir que Pérola tinha uma boa impressão de Thiago deu a Pietro uma sensação estranha. Era como se sua única irmã estivesse prestes a ser "roubada" por outra família. Um sentimento agridoce, difícil de explicar.
— Então quer dizer que você aceitou a proposta do papai?
— Isso eu não disse — Pérola diminuiu o passo e olhou para ele. — Pietro, por que sinto que você está interessado demais nisso? O encontro era meu, não seu. Me diga a verdade: você conhece o homem que o papai me apresentou? E mais, eu nem sabia que o jantar de hoje era um encontro às cegas até chegar lá. Como você sabia?
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Pietro ficou em silêncio por um momento, com o olhar desviando.
— ... Eu liguei para o papai depois da escola e ele acabou comentando — confessou ele.
A família Paes não precisava "vender" a filha por status ou dinheiro. O motivo de quererem apresentar alguém a Pérola era duplo: primeiro, embora ela tivesse apenas vinte e dois anos, já estava formada há quatro e nunca tivera um namorado ou demonstrado o menor interesse em ter um; temiam que ela ficasse sozinha para sempre. Segundo, Thiago era realmente impecável. Mesmo no mundo complexo do entretenimento, ele mantinha uma reputação limpa, sem escândalos com mulheres. Toda a família estava satisfeita com ele e, como ele construiu seu império em São Paulo, não temiam que Pérola sofresse longe deles.
A decisão de levá-la ao encontro não foi apenas de Paulo. Ele jamais ousaria tomar uma decisão tão grande sem consultar a esposa e o filho. Os três discutiram e concordaram desde o início. Apenas a própria Pérola foi mantida no escuro. Eles sabiam que, se contassem a verdade, ela se recusaria a ir.
— Sobre o pretendente, eu não o conheço pessoalmente, mas ouvi muito falar dele. Ele estudou no mesmo colégio que a gente, era o "cara" da escola. Até hoje, muitos professores ainda o mencionam nas aulas.
— Entendo. Então é isso — comentou Pérola.
Se fosse a Pérola daquela idade na vida passada, ela teria acreditado piamente em Pietro. Mas agora, após ter vivido tantos anos a mais e passado por tantas provações, ela já não era a mesma. Ela entendia perfeitamente as intenções deles. Thiago podia ser um "tolo" em alguns aspectos, mas era uma pessoa excepcional. O instinto de sua família estava correto.
Lembrando-se de algo, ela perguntou hesitante: — ... O Thiago é tão famoso assim no colégio?
— Sim. Mesmo tendo se formado há anos, ainda existem muitos boatos e lendas sobre ele. Quase todo mundo no Bandeirantes conhece o nome dele, assim como conhecem o seu. Vocês dois são as grandes lendas daquela escola.
Pérola sabia bem que tipo de imagem projetava no colégio, mas sobre Thiago, ela realmente não sabia muito. Na vida passada, após a tragédia familiar, seu mundo se tornou cinzento e ela não tinha energia para mais nada. Quando deixou São Paulo para seguir Thiago até o Rio de Janeiro, ele quase nunca mencionava o passado em São Paulo, talvez para poupá-la das lembranças dolorosas. Até o fato de terem tido um encontro às cegas ele só mencionou uma única vez, quando estava gravemente ferido e prestes a partir, após salvá-la.
Aquela única menção ficou gravada em seu coração para sempre, inclusive a data exata. Por isso, ela sabia pouco sobre a vida dele em São Paulo. Até o fato de ele ter estudado na mesma escola ela só descobriu mais tarde, ouvindo comentários de terceiros.
— Depois de tudo isso, Pé... você ficou interessada nele, não ficou?
Pérola pensou em negar. Mas, refletindo bem, mesmo que seus sentimentos por Thiago ainda não fossem românticos naquele momento, dizer que estava "interessada" não era mentira. Ela sabia que, nesta vida, seus caminhos estavam destinados a se cruzar permanentemente.
Ela olhou para Pietro e assentiu: — Sim, estou interessada.
Pietro: — ... — Ele não esperava uma resposta tão solene e ficou sem saber como reagir.
"Será que é bom ela estar interessada?", pensou ele. O objetivo era que ela não vivesse apenas para a música, mas agora que ela parecia estar "despertando", ele sentia aquele aperto no peito de novo. Se ela despertasse para o amor, logo pertenceria a outra pessoa.
Em poucos instantes, os dois chegaram à sala de estar. No sofá, estavam sentados um homem e uma mulher. Apesar de estarem na meia-idade, a aparência e a elegância de ambos eram impecáveis. Eram Paulo Paes e Xênia Paes.
Pérola e Pietro haviam herdado perfeitamente a beleza dos pais.
— Pérola, querida, por que levantou? Ainda está se sentindo mal? — Xênia levantou-se imediatamente e foi ao encontro da filha, observando-a de cima a baixo e tocando sua testa com carinho e preocupação.
Paulo não disse nada, mas seus olhos transbordavam o mesmo cuidado. Pérola absorveu aquela cena. De repente, seus olhos começaram a arder.
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