"Casei com o Irmão do Meu Ex" Capítulo 33
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— Você... você quer dizer... — Ele estava tão animado que gaguejava, pegando Leticia no colo e girando-a várias vezes no mesmo lugar. — Sou eu? Não é? Essa pessoa sou eu! Leticia! Você me ama! Você me ama, não é?!
Ele parecia uma criança que acabara de ganhar o presente dos seus sonhos, abraçando-a e sorrindo de orelha a orelha, com a luz do sol batendo em seu rosto, radiante e ofuscante.
Leticia ficou tonta com os giros e deu um tapa no ombro dele: — Me coloque no chão! Seu bobo! Estamos na porta do hospital!
Só então Pietro percebeu e a colocou no chão apressadamente, mas continuou abraçando-a com força, recusando-se a soltá-la.
Ele escondeu o rosto no pescoço dela, com a voz abafada por uma alegria incontida e um leve soluço:
— Leticia... Leticia... estou tão feliz... estou tão feliz de verdade...
Leticia sentia-se sufocada pelo abraço apertado, mas seu coração estava doce como mel.
Ela estendeu os braços, retribuindo o abraço em sua cintura esguia, e encostou o rosto no peito quente dele, ouvindo as batidas aceleradas e fortes de seu coração.
— Hum — ela respondeu suavemente.
Sim, era ele.
Esse homem que a acolheu quando ela estava mais vulnerável, esse homem que a aqueceu de forma desajeitada mas sincera, esse homem que, mesmo sendo mais novo, sempre quis protegê-la, esse grande bobo que a amava com todo o coração.
Depois daquele dia, a atmosfera entre os dois mudou sutilmente. Pietro tornou-se ainda mais carente e... ousado.
Enquanto ela trabalhava, ele aparecia de surpresa por trás e a abraçava, descansando o queixo no ombro dela para vê-la processar documentos, soprando o ouvido dela até fazê-la sentir cócegas e empurrá-lo com falsa irritação, apenas para ele roubar um beijo sorrindo.
Ele lembrava de todas as pequenas preferências que ela mencionava casualmente e comprava presentes escondido para surpreendê-la.
Começou a aprender a cozinhar e, embora continuasse fazendo bagunça na cozinha, os pratos que servia à mesa estavam cada vez melhores.
Leticia fingia reclamar, mas sentia-se como se estivesse mergulhada em águas termais, aquecida e plena.
Naquela noite, Pietro teve um compromisso de negócios inevitável e voltou um pouco mais tarde.
Leticia já havia tomado banho e estava lendo na cama.
Ouviu o som da porta abrindo no andar de baixo e, em seguida, os passos de Pietro sendo abafados propositalmente.
— Querida, cheguei. — Ele aproximou-se da cama e deu um beijo em sua testa.
— Bebeu? — Leticia franziu a testa ao sentir um leve cheiro de álcool.
— Só um pouco, não exagerei. — Pietro roçou o rosto no dela como um cão de grande porte. — Senti sua falta.
Sua voz tinha aquela rouquidão característica pós-álcool, que entrava pelos ouvidos de forma inebriante.
O coração de Leticia falhou uma batida.
— Vá tomar banho, está cheirando a álcool — ela o empurrou.
— Hum — respondeu Pietro, mas não se moveu, apenas a observava.
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Apenas o abajur estava aceso no quarto, criando uma iluminação âmbar e íntima.
Leticia usava uma camisola de seda com o decote levemente aberto, revelando as clavículas elegantes e a pele alva.
O pomo de adão de Pietro moveu-se de forma incontrolável.
— O que está olhando? — Leticia sentiu-se desconfortável com o olhar dele e desviou o rosto, com as orelhas ficando vermelhas.
— Olhando para você — a voz de Pietro ficou ainda mais rouca. Ele baixou a cabeça lentamente, aproximando-se dela. — Minha esposa é linda demais.
O coração de Leticia acelerou involuntariamente. Ela não se esquivou.
Os lábios de Pietro desceram suavemente. Primeiro na testa, depois nos olhos, na ponta do nariz e, por fim, nos lábios.
Diferente dos toques rápidos de antes, este beijo foi terno e profundo, carregado de exploração e de uma posse inquestionável.
A ponta da língua dele desenhou o contorno dos lábios dela e depois abriu caminho entre seus dentes.
Leticia fechou os olhos, com as longas pestanas tremendo levemente. Ela não resistiu; pelo contrário, tentou retribuir de forma tímida.
Essa pequena retribuição foi como uma faísca que acendeu o desejo reprimido de Pietro.
Sua respiração tornou-se pesada instantaneamente, e o beijo ficou urgente e fervoroso, como se quisesse transmitir todo o seu amor e anseio através daquele toque.
Suas mãos subiram pela cintura dela e, através da seda fina, ele podia sentir o calor e a delicadeza de sua pele.
O corpo de Leticia tremeu levemente, e ela instintivamente apertou o tecido da camisa dele.
Ao terminar o beijo, ambos estavam com a respiração descompassada.
Pietro afastou-se apenas o suficiente para encostar sua testa na dela, com o olhar profundo como um abismo, onde borbulhavam um desejo intenso e um autocontrole sofrido.
— Leticia... — chamou ele, com a voz completamente rouca.
— Hum... — ela respondeu baixinho, com o rosto corado e os olhos brilhantes como águas na primavera.
Ela estava deslumbrante, e aquilo destruiu o último vestígio de lógica de Pietro.
Ele não hesitou mais e voltou a beijá-la, agora com mais paixão.
Suas mãos subiram pela linha de sua cintura, despertando arrepios nela.
As alças da camisola foram gentilmente abaixadas. Com a pele exposta ao ar fresco, Leticia encolheu-se instintivamente.
Pietro parou o movimento e afastou-se um pouco, olhando em seus olhos nublados e perguntando com voz contida: — Posso?
Leticia olhou para o rosto dele tão próximo, e qualquer hesitação remanescente desapareceu.
Ela enlaçou o pescoço dele com os braços e ofereceu seus lábios voluntariamente. Substituiu a resposta pelo gesto.
Aquele movimento incendiou Pietro de vez. Ele não se conteve mais, cobrindo o corpo dela sobre o colchão macio, com beijos densos e ardentes descendo por seus lábios, queixo e pescoço...
A camisola foi retirada e deixada no chão.
A luz âmbar refletia a intimidade do quarto. Leticia segurava os ombros dele, flutuando naquele prazer desconhecido e intenso; como um pequeno barco em meio a ondas gigantescas, ela apenas podia se agarrar a ele, subindo e descendo conforme o ritmo.
Dor e prazer se entrelaçaram.
O suor molhava os cabelos e a pele que se tocava.
No último instante, Pietro a abraçou com todas as suas forças e sussurrou ao seu ouvido, com uma devoção rouca:
— Leticia, eu te amo.
Leticia tremeu em seus braços, sentindo um clarão diante dos olhos.
No momento em que sua consciência se esvaía, ouviu sua própria voz, igualmente trêmula, respondendo a ele:
— Eu... também te amo.
O corpo de Pietro estremeceu violentamente e, em seguida, ele a apertou ainda mais contra si, como se quisesse fundi-la em seu próprio sangue e alma.
Lá fora, a lua estava cheia.
A noite ainda era longa.
FIM
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