"Obcecado por Ela: Domando a Fera" Capítulo 6
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O sinal de saída tocou na aula de educação física e os alunos começaram a se dispersar.
Nina e Lucas também deixaram o campo acompanhando a multidão; pelo caminho, ambos permaneceram em silêncio, cada um imerso em seus próprios pensamentos.
Nina pensava em sua vida morando de favor e no caso de seu pai, sentindo que o futuro era uma névoa incerta.
Lucas, por sua vez, refletia sobre como poderia ajudar Nina de forma mais eficaz, para que ela se livrasse daquela situação difícil sem sofrer danos na casa da família de Murilo.
Assim eles aguentaram até o fim das aulas da tarde.
Nina arrumou sua mochila e saiu lentamente da sala.
Ela sabia que Murilo certamente não a esperaria e, embora sentisse uma ponta de desânimo, já havia se habituado à indiferença e às provocações dele.
Quando Nina chegou ao portão da escola, viu, como esperado, Murilo sentado dentro do carro.
O veículo começou a dar partida lentamente e Murilo, através da janela, lançou-lhe um olhar gélido.
Em seguida, ele desviou o olhar e o carro partiu em disparada, deixando para trás uma nuvem de fumaça que fez Nina tossir algumas vezes.
— Que audácia, ele simplesmente foi embora! Isso é passar dos limites! — Lucas, ao presenciar a cena, não pôde deixar de protestar em favor de Nina.
Ele se aproximou dela e deu um tapinha suave em seu ombro: — Nininha, não ligue para ele. Eu te levo de volta.
Dizendo isso, Lucas tirou sua bicicleta do bicicletário e bateu no assento traseiro, sinalizando para Nina subir.
Nina lançou-lhe um olhar agradecido: — Lucas, obrigada.
Mas se você me levar, sua família não vai acabar sabendo? Não quero te causar problemas.
Lucas sorriu e balançou a cabeça:
— Não tem problema, eu tomarei cuidado.
E mesmo que eles descubram, eu não tenho medo.
O jovem montou na bicicleta e, após Nina se acomodar, pedalou com firmeza.
Pelo caminho, o brilho do pôr do sol caía sobre eles.
Enquanto pedalava, Lucas não parava de contar piadas, tentando fazer Nina se alegrar; Nina também se deixou contagiar pelo humor dele, deixando escapar um sorriso ocasional.
Naquele momento, ela esqueceu temporariamente as preocupações e humilhações, aproveitando aquele instante de paz e calor.
No entanto, os momentos felizes são sempre breves.
Após meia hora de pedalada, chegaram às proximidades da casa de Murilo.
Nina tocou no ombro de Lucas e disse: — Lucas, pode me deixar aqui. É melhor você voltar logo, senão será ruim se sua família descobrir.
Lucas estava um pouco relutante, mas entendia as preocupações de Nina: — Tudo bem então, Nininha. Tome cuidado e me avise imediatamente se algo acontecer.
O jovem tirou da mochila uma pilha de materiais de estudo e entregou a Nina.
— Nininha, você perdeu muitas aulas antes por causa dos problemas em casa. Eu organizei estes materiais de estudo; eles contêm resumos de pontos importantes e alguns exercícios típicos. Dê uma olhada quando tiver tempo e venha me perguntar a qualquer momento se houver algo que não entenda.
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Nina recebeu os materiais com os olhos levemente marejados:
— Lucas, você pensou em tudo. Obrigada.
Eu nem sei como te retribuir. Lucas sorriu gentilmente:
— Não fale em retribuição comigo, apenas recupere bem as aulas perdidas.
Somos bons amigos e ajudar um ao outro é o que se deve fazer.
Nina abraçou os materiais com força e assentiu com vigor: — Sim, eu vou estudar com muita seriedade.
Ao ver Nina entrar pelo portão da casa de Murilo, Lucas deu meia-volta com a bicicleta e partiu.
A silhueta do jovem era firme e ereta; ele pensou consigo mesmo que, não importa quais dificuldades surgissem no futuro, ele sempre estaria ao lado dela, sendo seu apoio mais sólido.
**
Dentro de um quarto no terceiro andar da mansão, Murilo capturou aquela cena no portão.
Lucas entregava gentilmente uma pilha de materiais de estudo para Nina enquanto dizia algo, e Nina, com os olhos avermelhados, parecia profundamente emocionada.
O olhar de Murilo congelou instantaneamente, seus olhos azul-escuros pareciam cobertos por uma camada de gelo e suas mãos se cerraram inconscientemente, com os nós dos dedos brancos.
— Hunf, que tipo de drama meloso é esse? — ele disse entre dentes, com um tom carregado de desprezo. — São apenas alguns livros, precisa de tanta emoção?
Um sorriso de escárnio surgiu em seus lábios: — Nina, você realmente sabe como atrair homens. Não passa da filha de um corrupto, pare de fingir ser digna de pena para ganhar simpatia.
Para ele, Nina certamente estava agindo de propósito na frente dele, aproximando-se de Lucas apenas para provocá-lo.
————————————
Na hora do jantar, dentro da espaçosa sala de jantar da mansão dos Murilo.
A luz suave caía sobre os pratos requintados na mesa, onde os pais de Murilo, Nina e Murilo estavam sentados, em uma atmosfera aparentemente harmoniosa.
Dona Helena, com um sorriso no rosto, perguntou suavemente a Nina: "Nina, já se acostumou com a vida na escola? Não teve problemas no caminho? Notei que hoje você não voltou com o Murilo depois das aulas".
Nina ergueu a cabeça, seus olhos brilharam com uma mágoa calculada e, quando estava prestes a falar, sentiu um chute leve por baixo da mesa.
Pelo canto do olho, viu Murilo a encarando com um olhar de advertência; o significado era claro: cuidado com o que diz.
Nina riu internamente, mas manteve sua aparência dócil por fora.
"Tia, aqueles colegas que faziam bullying comigo mudaram muito de atitude. Hoje eu quis ficar um pouco mais na escola para tirar umas dúvidas com o Lucas, por isso cheguei tarde. Não teve nada a ver com o Murilo".
A voz de Nina era suave, carregada de sinceridade.
Ao ouvir o nome de Lucas, Murilo franziu a testa instantaneamente, mas antes que pudesse explodir, ouviu o Sr. Augusto dizer: "Murilo, você é um dos melhores alunos da turma. Se a Nina tem dúvidas na escola, por que não ajuda em vez de deixá-la incomodar outros colegas?".
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Murilo fervia de raiva por dentro e lançou um olhar feroz para Nina.
Ela, entretanto, baixou levemente a cabeça, com um sorriso quase imperceptível no canto dos lábios.
"Pai, eu também tive coisas para fazer hoje. Além disso, se ela prefere procurar outra pessoa, como eu ia saber?", respondeu Murilo com impaciência e arrogância.
"Como você fala assim, meu filho!", Dona Helena não pôde deixar de repreendê-lo.
Nina, vendo a situação, apressou-se em dizer: "Sr. Augusto, Dona Helena, a culpa não é do Murilo. Eu não expliquei direito para ele, ele deve ter esquecido por estar ocupado".
Enquanto falava, Nina lançou um olhar suave para Murilo.
Aos olhos dos pais dele, aquele olhar era de total tolerância; para Murilo, era extremamente irritante.
**
Após o jantar, Nina voltou para o seu quarto e, mal fechou a porta, ouviu batidas apressadas.
Ao abrir, encontrou Murilo parado com o rosto transbordando fúria. Ele invadiu o quarto e trancou a porta atrás de si.
"Nina, qual é a sua? Armou para mim na mesa de propósito hoje, não foi?", Murilo disse entre dentes, aproximando-se passo a passo.
Nina recuou alguns passos até encostar na cama.
"Eu não fiz nada, só falei a verdade". Embora falasse com calma, seu olhar carregava uma ponta de provocação.
Ao ver aquela expressão, a raiva de Murilo cresceu.
Ele agarrou o queixo de Nina com força.
"Não pense que eu não sei o que você quer. Você quer criar intriga na minha casa para que meus pais me odeiem".
"Eu não...", Nina nem conseguiu terminar a frase quando Murilo se inclinou bruscamente, agarrando os ombros dela com as mãos como se fossem pinças de ferro, e pressionou os lábios sobre os dela com violência.
O movimento dele foi tão bruto que os dentes se chocaram contra o lábio inferior dela, causando uma dor aguda instantânea.
Em um átimo, os olhos de Nina se arregalaram, e o pavor a atingiu como uma onda avassaladora.
Sua respiração tornou-se ofegante, o coração batia freneticamente e uma vergonha intensa subiu às suas bochechas, deixando-as ardendo.
Sua mente ficou em branco, restando apenas o instinto de resistência.
"Não, para...", Nina protestou com uma voz fraca e chorosa, lutando desesperadamente, empurrando o peito de Murilo com as mãos.
Mas sua força diante de Murilo era insignificante; ela não conseguia movê-lo nem um milímetro.
O beijo de Murilo era bruto e agressivo, como se estivesse descarregando toda a fúria acumulada.
O hálito dele era quente, carregando uma pressão sufocante que deixava Nina cada vez mais desamparada e desesperada.
Depois de um longo tempo, Murilo soltou os ombros dela e varreu a mesa com violência.
Ouviu-se um estrondo enquanto os materiais de estudo de Nina eram jogados no chão, espalhando papéis por todo o lado.
Antes que Nina pudesse se recuperar do choque, Murilo, como um lobo faminto, empurrou-a brutalmente sobre a mesa dura.
Em seguida, sua mão áspera, com uma força irresistível, deslizou lentamente por sua cintura fina em um gesto de pura agressão.
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Num piscar de olhos, ele levantou a saia dela e arrancou sua calcinha, deixando sua pele íntima exposta ao ar....
————————————
"Me solta!".
Nina arregalou os olhos aterrorizada, tentando resistir por instinto, chutando com as pernas e arranhando a superfície da mesa com as mãos, quase quebrando as unhas.
Mas qualquer resistência diante de Murilo era inútil.
Murilo ergueu a palma da mão, hesitou por um segundo no ar e então, com o som do vento soprando, descarregou um tapa forte nas nádegas dela!.
O corpo de Nina estremeceu violentamente e um grito choroso escapou de sua garganta:
"Murilo, o que você está fazendo? Uh... uh...".
O som ecoou pelo quarto vazio, carregado de vergonha e desamparo.
Entretanto, a resposta que recebeu não foi piedade, mas outro tapa!.
Nina sentiu o rosto queimar instantaneamente, a vergonha a afogando como uma maré.
Suas pernas fraquejaram pela humilhação, quase não conseguindo sustentar seu corpo.
Murilo inclinou-se, colando o rosto ao ouvido dela, soprando ar quente em seu pescoço com uma voz fria e assustadora.
"O quê, agora está com medo? Onde foi parar aquela sua teimosia de antes?".
Nas palavras dele, havia apenas desprezo, como se olhasse para um inseto incapaz de reagir.
Lágrimas rolaram descontroladamente pelo rosto de Nina, seus olhos estavam vermelhos de tanto chorar, e seu coração estava tomado por medo e vergonha.
O corpo da jovem tremia pelos soluços constantes, enquanto ela implorava: "Por favor, não faz isso, eu errei... eu realmente errei...".
Mas Murilo parecia possuído por um demônio, ignorando completamente os apelos dela e sem qualquer intenção de parar.
Sua mão caía uma e outra vez, em um gesto punitivo, sobre as nádegas alvas da jovem! Ele queria domá-la completamente!.
"Sua vagabunda, só tem olhos para aquele Lucas, não é? Hoje vou te dar uma lição para você saber quem é o dono do seu destino!".
"Achou que se envolvendo com o Lucas escaparia das minhas mãos? Sonhe! Na minha casa, você não passa de uma vadia sem valor. Seu pai é um corrupto, você também não é flor que se cheire!".
"Nina, quando estava de gracinha com o Lucas, por que não pensou em como estaria agora? Este tapa é para você lembrar do seu lugar e parar de ter ideias!".
"Este tapa é um aviso para você ficar longe do Lucas. Ele não seria 'bondoso' como eu de te deixar ficar por perto, ele só quer brincar com você. Só eu posso ter você na palma da minha mão!".
"Nina, agora você é o meu cão. Se ousar desobedecer de novo, eu tenho mil maneiras de acabar com você!".
A palma de Murilo caía repetidamente com uma força irresistível.
O corpo de Nina tremia a cada golpe, seu rosto estava vermelho e a vergonha a consumia como um incêndio.
Ela mordia o lábio inferior com força, emitindo soluços abafados, e a nudez da parte inferior do seu corpo amplificava infinitamente essa humilhação.
Nesse exato momento, a porta do quarto abriu-se com um rangido, e a empregada, que trazia lençóis limpos, ficou paralisada na entrada.
Os olhos dela se arregalaram ao ver a parte inferior exposta de Nina, e uma expressão complexa passou por seu rosto, misturando choque e até uma ponta de inveja pela beleza do corpo.
Nina percebeu o olhar da empregada e, como se tivesse sido queimada, virou o rosto bruscamente, tentando evitar aquele olhar humilhante, seu corpo tremendo de vergonha.
O rosto de Murilo mudou drasticamente, seus olhos transbordavam fúria.
Ele puxou rapidamente a saia dela para cobrir sua nudez e rugiu para a empregada:
"Quem te deu permissão para entrar? Cai fora daqui!".
A voz carregava uma autoridade assustadora.
A empregada estremeceu, quase derrubando os lençóis.
Ela assentiu freneticamente e saiu em pânico, fechando a porta às pressas.
Nina, agarrando-se à última esperança, gritou em prantos:
"Me ajude! Por favor, chame o Sr. Augusto ou a Dona Helena!".
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