"Obcecado por Ela: Domando a Fera" Capítulo 3
PUBLICIDADE
— Quer fugir?
A voz sarcástica de Murilo ecoou atrás de Nina, fazendo seus passos congelarem instantaneamente.
— Com essa sua postura acovardada, ainda acha que pode escapar debaixo do meu nariz?
Murilo aproximou-se passo a passo, cada um deles pisando sobre os nervos tensos de Nina.
— Deixe-me te contar uma coisa: meu pai acaba de ser transferido da capital especialmente para investigar o caso do seu pai. Cada movimento seu está sob nossa vigilância.
Nina mordeu o lábio inferior com força, as unhas cravando-se profundamente na palma da mão.
Ela estava cheia de humilhação e fúria, mas não conseguia contra-argumentar.
Os fatos estavam diante dela: seu pai realmente havia sido corrupto e, por mais que ela estivesse relutante, não podia mudar essa realidade.
Com os olhos levemente marejados, Nina conteve-se para não deixar as lágrimas caírem.
Lucas deu um passo à frente, colocando-se diante de Nina, e disse com coragem:
— Não passe dos limites! Ela já está sofrendo o bastante, por que você ainda tem que humilhá-la?
Murilo arqueou a sobrancelha, olhando para Lucas com um sorriso irônico, como se visse um palhaço que não conhece as próprias limitações.
— Ora, você é mesmo muito leal. Mas... você acha que tem o direito de falar comigo desse jeito? Você não passa de um figurante insignificante vivendo sob a sombra dos pais. Para mim, você não é nada.
Lucas ficou com o rosto vermelho de indignação por aquelas palavras, mas não conseguiu rebater.
Ele apenas cerrou os punhos, tremendo de raiva.
Nesse momento, o sinal para a aula tocou estridentemente, quebrando a atmosfera de tensão.
Nina puxou Lucas e correu apressadamente para a sala de aula, como se tivesse recebido um indulto.
Ela só queria fugir daquele lugar que a deixava tão constrangida.
Assim que entrou na sala, o burburinho das discussões cessou subitamente, seguido por uma onda de risadinhas e sussurros.
— Olhem, ela voltou, a filha do corrupto.
— Ela ainda quer continuar agindo como se nada tivesse acontecido na escola. Que cara de pau.
Alguns colegas que costumavam intimidar Nina esticaram o pé de propósito, tentando fazê-la tropeçar novamente.
Nina vacilou e quase caiu no chão, espalhando seus livros por todos os lados.
Lucas agachou-se rapidamente para ajudá-la a recolher os materiais, lançando um olhar feroz para aqueles alunos, mas recebeu apenas risadas ainda mais arrogantes em troca.
Nesse instante, o professor entrou na sala.
Seu rosto, que já carregava um ar de cansaço, mostrou um lampejo de nojo imperceptível ao ver Nina.
A família do professor havia sofrido ferimentos graves no incidente do desabamento da ponte, e ele nutria um profundo ressentimento contra a família de Nina em seu coração.
Mas, como professor, ele apenas limpou a garganta e disse:
— Silêncio, todos. A aula começou.
A sala de aula ficou em silêncio instantaneamente, mas os olhares cheios de malícia continuavam a perfurar Nina como facas.
PUBLICIDADE
O professor dava sua aula no palanque, mas seus olhos frequentemente se voltavam para Nina, como se ela fosse uma mancha que não deveria estar ali.
A cada olhar, o desprezo em seus olhos tornava-se mais intenso.
Finalmente, as aulas terminaram.
Nina carregou sua mochila pesada e saiu da escola com passos lentos.
Ao chegar ao portão, ela ficou atônita com a cena diante de si.
Num instante, seu corpo congelou, seus olhos se arregalaram, seu rosto perdeu toda a cor e seus lábios começaram a tremer.
Um grupo de pessoas segurava faixas que diziam:
"Mandem a filha do corrupto para a cadeia, uma vida por outra vida".
Alguém na multidão gritou:
— É ela! O pai dela prejudicou tantas pessoas, ela também não deve ter vida fácil!
— Isso, sangue por sangue!
Os rostos daquelas pessoas estavam cheios de raiva e dor.
Aos olhos delas, Nina era a continuação do crime.
Elas haviam perdido parentes e amigos, e não tinham onde desabafar sua dor e ressentimento, então despejavam toda a fúria sobre ela.
Elas ignoravam o fato de Nina ser apenas uma estudante de 17 anos, ainda menor de idade, pensando apenas em obter uma suposta "justiça" pelo sofrimento que lhes foi causado.
Diante disso, Nina recuou um passo inconscientemente, agarrando as alças da mochila com as mãos, com os nós dos dedos brancos de tanto esforço.
Sua respiração tornou-se ofegante, seu peito subia e descia violentamente e sua garganta parecia obstruída por algo, impedindo-a de emitir qualquer som.
O que ela deveria fazer...
A vida dela estava arruinada...
————————————
No meio do barulho da multidão, um sedã preto parou lentamente. Sentado no carro estava o pai de Murilo, Sr. Augusto, que observava de longe a cena caótica no portão da escola.
Ele franziu levemente a testa e disse ao segurança ao seu lado: "Vá, mantenha a ordem".
O segurança desceu rapidamente do carro e começou a dispersar a multidão.
Ao ver isso, o diretor correu apressado até o veículo e, com o rosto cheio de sorrisos, disse: "Sr. Augusto, o seu Murilo tem um desempenho excelente na escola, é inteligente e muito querido pelos professores".
Em seguida, o diretor mudou o tom: "No entanto, há uma aluna na escola, a Nina, e os assuntos do pai dela trouxeram alguns impactos negativos para a instituição. Estávamos pensando se, para manter a reputação da escola, poderíamos expulsá-la...".
Sr. Augusto interrompeu o diretor e disse com seriedade: "O pai dela cometeu um crime, ela não. Ela é um indivíduo independente e tem o direito de receber educação. A escola deve focar no ensino e não privar um aluno da oportunidade de aprender por esse tipo de razão".
Nesse momento, Nina estava parada ali perto, observando o carro preto.
Ela sabia que dentro dele estava o pai de Murilo, o homem que detinha a chave do caso de seu pai.
Seu coração estava um turbilhão de emoções: a culpa pelo crime do pai e o desamparo diante da situação atual.
PUBLICIDADE
Ela olhava para o carro com os olhos cheios de confusão.
Após uma breve reflexão, Nina tomou uma decisão drástica; ela não tinha mais para onde recuar e precisava arriscar tudo.
Ela deu um passo à frente rapidamente e teve a coragem de bater no vidro do carro.
O vidro desceu lentamente, e Sr. Augusto olhou para ela com certa dúvida.
Nina respirou fundo e acalmou suas emoções.
"Sr. Augusto, meu pai foi preso por crime econômico e minha mãe, não aguentando o golpe, escolheu o suicídio. Ao verem minha família na miséria, os parentes evitaram-me um por um, com medo de serem arrastados. Para pagar as dívidas, a casa da família também foi hipotecada, e hoje não tenho onde morar".
"Achei que no dormitório da escola teria um lugar para ficar, mas não esperava sofrer bullying dos meus colegas. Eles se uniram para me isolar, excluir e até me agredir fisicamente. Não consigo mais permanecer no dormitório".
"Agora, preciso sair para procurar um lugar, mas realmente não tenho meios. Por isso, imploro que o senhor me ajude".
Ao ouvir isso, Sr. Augusto franziu levemente a testa com uma expressão grave.
Ele ficou em silêncio por um momento e começou a falar lentamente: "Talvez você deva morar na minha casa por enquanto".
Nesse instante, o diretor chegou ofegante e, ao ouvir essa conversa, arregalou os olhos em choque.
O diretor repreendeu em voz alta: "Nina, esse seu pedido é um absurdo!".
No entanto, Nina agiu como se não tivesse ouvido, mantendo-se ereta.
Ela olhou fixamente para Sr. Augusto com um brilho de esperança nos olhos, carregando uma determinação desesperada.
Ao ver isso, Sr. Augusto levantou levemente a mão para silenciar o diretor e fez um sinal para que Nina entrasse no carro, decidindo tirá-la daquele tumulto barulhento.
Nina abriu a porta e sentou-se.
A quietude dentro do carro contrastava fortemente com o barulho lá fora. Assim que se acomodou, ela ergueu os olhos e descobriu que Murilo estava sentado no banco do motorista.
Como a película do vidro era unidirecional, ela não tinha percebido antes que ele estava no carro. Em um instante, o coração de Nina disparou.
Murilo capturou o olhar de Nina pelo espelho retrovisor, e um brilho de emoção imperceptível passou por seus olhos azul-escuros.
Sua ponte nasal alta ficava ainda mais evidente sob a luz, e aquele rosto de traços marcantes exalava o charme único de sua origem mista.
Ele parecia uma pessoa completamente diferente do habitual, mostrando um ar comportado: "Colega Nina, aquelas pessoas lá fora não te assustaram, não é?".
Nina esforçou-se para manter a calma:
"Está tudo bem, não tenho medo. Obrigada pela preocupação, Murilo".
Maldito, pura hipocrisia, pensou ela.
Sr. Augusto sentou-se no banco de trás, observando os dois jovens com um sorriso discreto:
"Certo, vamos primeiro para a mansão da família".
PUBLICIDADE
você pode gostar
-
TerminadoCapítulo 11
MENINA DÁ METADE DO LANCHE A UM MENINO SEM-TETO... 25 ANOS DEPOIS, ELE VOLTA MILIONÁRIO
Aos nove anos, Gabriel Costa vivia nas ruas de São Paulo e esperava todos os dias diante do portão de uma escola particular. Foi ali que conheceu Valentina Almeida, uma menina rica que passou a dividir escondida metade do próprio almoço com ele. Quando Gabriel foi adotado por uma família de Curitiba, fez uma promessa antes de partir: "Quando eu crescer… eu volto para te buscar." Vinte e cinco anos depois, Valentina enfrenta a doença do pai, a falência do Grupo Almeida e um noivado que esconde interesses perigosos. É então que Gabriel retorna a São Paulo — não mais como o menino faminto do portão, mas como um empresário cuja fortuna ultrapassa R$ 950 milhões.Moderno13.8 mil palavras5 180 -
TerminadoCapítulo 11
MILIONÁRIO CHEGA MAIS CEDO À CASA DE CAMPO... E QUASE DESMAIA COM O QUE VÊ
Milionário chega mais cedo à casa de Campo e quase desmaia com o que vê. Alejandro para no jardim sem acreditar. Léo, seu filho, ri alto nos braços de Helena, a faxineira. O menino que diziam ser incapaz de sentir emoção, agora gargalha como nunca. Pela manhã, Carla insistiu em aumentar os sedativos, dizendo que Léo era um caso perdido. Mas ali, diante dos olhos do pai, a verdade aparece. Não era doença, era medo. Helena tenta soltá-lo, assustada, mas Léo se agarra a ela como proteção. Quando o carro de Carla surge na entrada, o sorriso some, o corpo do menino trava. Alejandro entende tudo naquele instante. Ele manda Helena agir normalmente e decide observar em silêncio. Aquela risada muda tudo. Naquela noite, ele jura proteger o filho, descobrir quem mentiu e acabar com o terror escondido dentro da própria casa. A guerra começa ali, no quintal, com um riso que salvou uma vida.Moderno13.7 mil palavras5 123 -
TerminadoCapítulo 12
Eles Pensavam Que Eu Era Uma Boneca Frágil… Até Ouvirem o Som do Gatilho
Na alta sociedade de São Paulo, Christian von Stock e Victória de Medeiros pareciam o casal perfeito: ele, um titã corporativo brilhante e irretocável; ela, uma herdeira gélida e deslumbrante. Mas o conto de fadas durou apenas até o momento em que a porta da imponente mansão se fechou. No segundo em que o último flash da imprensa sumiu, Christian revelou ser o seu pior pesadelo. Dono de uma mente brilhante e sádica, ele confiscou o passaporte, o celular e as contas de Victória, transformando-a em uma prisioneira na própria casa. Para garantir a obediência absoluta, ele escolheu a única fraqueza dela: Camila, sua irmã caçula com síndrome de down, agora vigiada de perto como refém. Aos olhos do mundo, eles eram a imagem da felicidade conjugal, com sorrisos ensaiados e jantares de gala. Entre quatro paredes, era uma guerra psicológica diária onde a respiração de Victória era controlada e a liberdade, uma lembrança distante. Christian acreditava ter quebrado o espírito de sua esposa, transformando-a em uma boneca dócil. O que ele não sabia era que, sob a pele da mulher acuada, Victória contava cada segundo, memorizava cada código de segurança e aguardava pacientemente o momento certo. Ela fingiu submissão. Ela jogou o jogo dele. E, quando o monstro finalmente cometeu o erro de subestimá-la, a frágil esposa sumiu. No lugar dela, emergiu a lâmina afiada pronta para destruir o império dele de dentro para fora. Uma mente brilhante, uma gaiola de ouro e um jogo de gato e rato onde a única regra é sobreviver para ver quem quebra primeiro.Outras|Aventura|Moderno15.3 mil palavras5 148 -
TerminadoCapítulo 10
Minha Mãe Deixou Minha Esposa Desmaiada no Chão
Arthur voltou de viagem dois dias antes e encontrou a mesa cheia, o filho de oito dias chorando e Elena desacordada no tapete. A mãe dele continuava cortando o jantar. Se você encontrasse sua esposa nessa situação e descobrisse que alguém da sua própria família havia falsificado sua assinatura, qual seria sua primeira atitude? Leia até o fimModerno10.3 mil palavras5 130 -
TerminadoCapítulo 11
Mostraram Suas Verdadeiras Faces… Sem Saber Que Eu Fingia Estar Paralisada
Fingi Estar Paralisada Por 10 Dias… Meus Filhos Disputaram Minha Fortuna, Mas A “Intrusa” Ficou... Aos 66 anos, Beatriz Montenegro Sampaio construiu um dos maiores impérios imobiliários de São Paulo. Rica, poderosa e acostumada a controlar tudo, ela acreditava conhecer os próprios filhos. Até ser envenenada durante sua festa de aniversário. Ao descobrir que sobreviveria sem sequelas permanentes, Beatriz toma uma decisão perigosa: fingir que ficou paralisada e sem conseguir falar para descobrir quem permaneceria ao seu lado quando ela não pudesse mais oferecer poder, dinheiro ou proteção.Moderno15.1 mil palavras5 352 -
TerminadoCapítulo 11
“Ela Não É Minha Filha”… Até o DNA Revelar Um Segredo Pior
No aniversário da pequena Sofia, Isabela presencia uma cena que muda para sempre sua relação com a poderosa família Montenegro. Mas o golpe mais cruel vem do próprio marido, Alexandre, que olha para a menina e declara diante de todos: "Ela não é minha filha." Isabela, porém, já conhece a verdade. Um exame de DNA confirma que Sofia é filha biológica de Alexandre com 99,9998% de probabilidade. Só que existe uma segunda página no resultado — e ela revela algo ainda mais devastador... Até onde sua própria mãe foi capaz de ir para proteger os segredos da família Montenegro?Moderno13.4 mil palavras5 287 -
TerminadoCapítulo 11
O Chefe da Máfia Mais Temido Viu Minhas Mãos Tremendo… E Fez Uma Única Pergunta
Isabela Oliveira Martins só queria sobreviver a mais um turno em um restaurante sofisticado nos Jardins, em São Paulo. Mas, ao servir a mesa 17, suas mãos começaram a tremer diante do homem que todos no salão pareciam temer: Dante Vasconcelos Montenegro, um poderoso e misterioso chefe da máfia. Quando Dante percebe as marcas no pulso da garçonete, segura sua mão e pergunta baixinho: "Quem fez isso com você?" Isabela não consegue responder. Porque o homem de quem está fugindo é Marcelo Ferraz, seu ex-namorado controlador, alguém que parece sempre saber onde ela está. O que Isabela ainda não sabe é que seu encontro com Dante está longe de ser uma coincidência do destino. Uma investigação começa a revelar que Marcelo se aproximou dela por causa de Antônio, seu pai, morto quinze anos antes em circunstâncias nunca esclarecidas. E quanto mais Isabela procura respostas, mais descobre que os Ferraz e os Montenegro escondem um passado construído sobre dinheiro, traições e silêncio. Até Dante guarda um segredo sobre a noite em que Antônio morreu. Agora, Isabela terá que descobrir em quem pode confiar — sem permitir que outro homem decida seu destino. Porque talvez seu pai não tenha morrido apenas por descobrir um crime.Bilionário|Máfia|Moderno14.3 mil palavras5 4105 -
TerminadoCapítulo 10
Três Dias Após o Funeral, Ouvi Meu Marido Planejar Minha Herança
Três dias depois de enterrar a mãe, Eliza ouviu o marido dizer ao telefone: “Assim que eu acessar as contas, a gente venceu.” Ela não desceu a escada nem exigiu explicações. Apertou o botão de gravar. Na manhã seguinte, o último vídeo de Margaret revelou que Garrett pesquisava a herança antes mesmo do casamento — e que Sienna, irmã de Eliza, havia aberto a primeira porta.Moderno9.7 mil palavras5 197 -
TerminadoCapítulo 10
A Menina Que Entrou Molhada no Baile
Com fome e encharcada, Lívia, de nove anos, entra escondida no baile beneficente do Hotel Imperial procurando a mãe. Helena Albuquerque, viúva de uma das famílias mais ricas de São Paulo, joga água no rosto da menina e a acusa de roubo. Quando Lívia cai, um colar de safira se solta de seu pescoço. Dentro da pedra existe uma fotografia que Helena não vê há vinte anos — e a prova de que a criança humilhada diante da elite é a neta que ela nunca soube que tinha.Moderno10.0 mil palavras5 110 -
TerminadoCapítulo 10
A Menina Deu Seu Último Remédio ao Temido Homem
Uma reação alérgica derruba Adrian Moretti dentro da própria mansão. Ellie Carter, filha de uma funcionária e portadora de alergia severa, usa nele seu último autoinjetor de epinefrina. Quando Adrian voltou a respirar, descobriu que aquela era a última dose dela. Minutos depois, a menina disse algo ainda mais impossível: viu um velho colocar “lágrimas azuis” no vinho. O que começou com uma injeção levou a uma chave costurada dentro de um coelho, ao assassinato encoberto de David e à filha que Adrian acreditava ter enterrado.Moderno|Romance10.1 mil palavras5 127