"Minha Cobra de Sangue Azul" Capítulo 3
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Clang!
Ouvi um barulho estranho vindo da geladeira da minha casa.
Abri a porta num ímpeto e encontrei o homem-serpente todo encolhido, escondido dentro do congelador.
Havia uma camada de geada sobre suas escamas.
Até seus cílios estavam cobertos por uma fina película de neve.
Fiquei em choque e tratei de puxá-lo para fora imediatamente!
"Como você pode ser tão burro? Minha casa é enorme, você podia ter se escondido em qualquer lugar, mas tinha que ser logo na geladeira?"
Vendo aquele "corpo" quase congelado.
Corri para encher a banheira com água morna e coloquei o homem-serpente lá dentro.
A temperatura da água subiu gradualmente.
E a geada em seu corpo começou a desaparecer.
De repente, senti um cheiro estranho. Vinha do corpo da serpente.
Era como um perfume amadeirado, com um toque gélido e agressivo; não era desagradável.
Seria o cheiro de uma serpente congelada?
Assustada, comecei a dar um banho nele, tentando remover aquele odor.
Mas, enquanto o limpava...
Percebi que algo estava errado.
O corpo dele estava queimando, como se tivesse uma febre altíssima.
Minhas mãos o tocavam sem jeito.
Subitamente, ele segurou meu pulso.
Seus olhos, antes fechados, abriram-se lentamente, revelando pupilas verticais verdes esmeralda, de uma beleza surpreendente.
As pontas de suas orelhas ganharam um tom avermelhado anormal.
"Não toque... aí..."
Eu não imaginava que o corpo de um homem-serpente fosse tão sensível.
Vendo-o daquele jeito, não resisti e comecei a provocá-lo.
"Tudo bem, mas só se você me disser o seu nome." "Hum? Não vai falar?"
Ameacei tocá-lo novamente.
Ele baixou o olhar e fixou-o em mim: "Dante."
Satisfeita com a resposta, aproveitei a oportunidade para dar um toque rápido.
Ele pareceu perder o controle por um instante e mordeu a alça do meu vestido com suas presas.
"Você voltou atrás na sua palavra."
A cauda de Dante começou a se enrolar lentamente em minha cintura.
Eu paralisei.
Droga, eu tinha ido longe demais.
Sua pele estava colada à minha, como se ele buscasse um pouco de frescor em mim.
Aquele corpo de serpente tão quente me fez estremecer.
As serpentes não eram animais de sangue frio?
De repente, um estalo veio à minha mente e eu entendi tudo.
Puta merda, ele está no período de diferenciação!
Com razão ele se enfiou na geladeira; ele estava tentando baixar a temperatura... Olhando para ele, minhas mãos começaram a tremer cada vez mais.
Tchibum!
No segundo seguinte, fui puxada para a água.
A água da banheira espirrou, escorrendo pelo queixo dele.
Em seguida, ele inclinou levemente a cabeça.
Com olhos transbordando desejo fixos em mim, o pomo de adão em seu pescoço claro moveu-se suavemente.
Sua voz soou grave e rouca:
"Ajude-me..."
Ele esfregou o queixo contra o meu pescoço, em um gesto carregado de sedução.
Com os cílios tremendo, comecei a agir...
6
Sem querer, meu olhar acabou desviando para um certo lugar.
Minha boca se abriu levemente e... choque total! Ele ergueu as pálpebras de leve e olhou para mim com indiferença.
Havia um toque de dúvida em seu olhar. Meu rosto estava em brasas, mas me forcei a manter a calma. Tentei dizer com naturalidade:
"N-não foi nada."
Mas por dentro eu era um turbilhão.
Dante pareceu pensar em algo e soltou uma risada curta.
"Ah é?"
Ele se aproximou gradualmente, seu aroma me cercando, envolvendo-me aos poucos.
Seus olhos verdes esmeralda brilhavam com um sorriso travesso.
Com a voz grave e rouca, ele perguntou: "Então por que você está tão corada?"
Seus fios de cabelo caíram, roçando minha pele sem querer.
Isso me causava arrepios.
Desviei o olhar e tossi algumas vezes: "É... é o calor."
Droga!
Dizem que as raposas são as mais sedutoras, mas sinto que os homens-serpente estão em outro nível.
7
Dante lambeu deliberadamente o contorno da minha orelha.
Sua cauda de serpente subiu pela minha panturrilha, avançando lentamente até a parte interna da minha coxa, envolvendo meu corpo inteiro.
Meu rosto ardia e minha voz até mudou de tom.
"Não... aí atrás não, para..."
Dante, porém, parecia ter perdido completamente a razão.
Ele mordiscava minha clavícula, com o rosto enterrado na minha nuca.
Sua respiração quente soprava enquanto ele me incitava:
"Aguente só um pouco, vai passar logo..."
Eu não ia aguentar aquilo!
No desespero, tive uma ideia repentina.
Peguei um objeto de decoração que estava ao lado e, com um golpe seco, acertei a cabeça dele.
Ele cambaleou.
E desmaiou.
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