"A Noiva Substituta do Magnata" Capítulo 52: O Reencontro
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Capítulo 52: O Reencontro
No dia do banquete, Alice e Arthur chegaram cedo ao hotel. Alice usava um vestido de veludo preto, com o cabelo longo preso em um coque sofisticado e um colar de diamantes prateados no pescoço. Seus brincos de pedras preciosas balançavam suavemente a cada passo, realçando sua pele alva como porcelana.
Ela entrou no salão de braços dados com Arthur e, ao abrir das portas, levou um susto.
— Quanta gente...
Todos vinham cumprimentá-los com entusiasmo. Alice, sem conseguir reconhecer nem metade das pessoas, apenas retribuía com sorrisos educados. Ela puxou o braço de Arthur, que se inclinou para ouvi-la.
— O que foi?
— Por que tem tanta gente? A mamãe disse que seriam apenas algumas mesas. Eu não conheço ninguém aqui — sussurrou ela em seu ouvido.
Arthur esboçou um sorriso charmoso.
— E você ainda acredita no que a minha mãe diz?
Alice ficou boquiaberta. Pelo visto, as palavras da Sra. Qin não podiam mesmo ser levadas ao pé da letra.
Hugo surgiu do lado deles segurando uma taça de vinho tinto.
— Arthur, faz tanto tempo que não nos vemos. Se não tomar duas tacinhas comigo hoje, vai ser uma desfeita imperdoável!
De repente, o celular de Alice vibrou na bolsa. Ela checou a mensagem e levantou o olhar.
— Querido, vá acompanhar o Hugo. Eu preciso dar uma saidinha rápida.
Arthur segurou o pulso dela.
— Não vá longe. Lembre-se de me procurar no andar de cima quando voltar.
Ele não ousava mais deixar a esposa fora de vista por muito tempo.
— Fique tranquilo. Vou apenas receber uma amiga na porta, volto logo.
Alice virou-se em direção à entrada, com os olhos escuros de Arthur seguindo cada movimento seu. Hugo passou o braço pelos ombros dele e estalou os dedos.
— Pare de olhar! Sua esposa volta já, já. — Ele começou a arrastar Arthur para o andar superior. — Vamos, beba comigo.
Na entrada, Yolanda saltou de uma Ferrari. Ao ver a multidão lá dentro, ela franziu o cenho de tal forma que o nariz quase encostou na testa.
— Caramba, que formigueiro humano!
Alice apareceu na porta.
— Yolanda, você veio!
Yolanda segurou Alice pelos ombros e a fez olhar para o salão, perguntando com as mãos na cintura:
— Senhorita, você não disse que tinha casado com um "homem comum"? Olhe para isso! Esse é o padrão de festa de uma família comum por acaso?
Alice sentiu um suor frio.
— Ah, não se apegue a esses detalhes! Vamos comer algo gostoso e ignorar o resto.
Ela fez uma pose de cavaleiro convidando uma princesa para dançar, curvando-se levemente e estendendo a mão para Yolanda. A amiga caiu na gargalhada e aceitou o convite, pousando sua mão delicada sobre a de Alice.
— Já que você está sendo tão prestativa, vou te acompanhar nessa.
As duas entraram de mãos dadas.
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No salão, Alice levou Yolanda primeiro ao segundo andar. Arthur, com sua postura imponente e rosto esculpido, emanava uma aura fria e poderosa que chamava a atenção de todos. Alice segurou gentilmente a mão dele. Quando Arthur olhou para ela, o gelo em seu olhar derreteu, tornando-se suave como água.
— Querido, quero te apresentar minha melhor amiga, Yolanda.
Arthur assentiu brevemente. Yolanda paralisou por dois segundos, avaliando-o de cima a baixo.
— Alice, parece que seu sonho virou realidade. Seu marido é mais bonito que todos os seus ídolos de infância.
Alice abanou as mãos, rindo:
— Pare com isso, não fale bobagens.
Hugo estava conversando com alguns convidados quando, ao virar-se, avistou Yolanda rindo. Ela usava um vestido de gala branco que deixava os ombros levemente à mostra. O cabelo curto estava com ondas suaves e seus grandes olhos brilhantes eram radiantes e cativantes. Ela parecia adorável e travessa.
Como ela pode estar tão diferente daquele encontro às cegas? Qual será a verdadeira face dela?
Hugo sentiu o coração disparar e, por um momento, ficou hipnotizado, sentindo uma vontade incontrolável de se aproximar. Yolanda percebeu o olhar fixo de Hugo e franziu levemente a testa.
— Hugo?
Ele recobrou os sentidos e brincou:
— Senhorita Chen, quanto tempo. Então seu nome é Yolanda? Só agora fiquei sabendo.
Yolanda, porém, não estava com paciência para conversa fiada. Ela puxou Alice:
— Você não ia me levar para comer? Estou morrendo de fome.
Alice tocou a mão de Arthur.
— Querido, vamos descer para comer algo.
Arthur moveu os lábios finos:
— Tome cuidado.
Alice assentiu e levou Yolanda para o andar de baixo.
O olhar de Hugo seguiu Yolanda até ela sumir de vista. Quando chegaram ao térreo, ele se posicionou perto do parapeito, procurando aquela silhueta branca. Seus olhos brilhavam com um sorriso enigmático nos lábios. Arthur, parado ao lado dele com uma taça na mão, percebeu tudo.
— O quê? Ficou balançado?
Hugo deu um gole no vinho.
— Não sei por que, mas essa garotinha realmente me deixou curioso.
Arthur arqueou as sobrancelhas, mas não disse nada.
Lá embaixo, Alice e Yolanda saboreavam doces finos à mesa. Alice não estava com fome, então passava as guloseimas para a amiga. Yolanda estava radiante; comida boa e bebida à vontade eram o paraíso para ela. Alice soltou uma risadinha:
— Coma devagar. Você é uma herdeira da família Chen, tente manter sua imagem de lady.
Yolanda fez um biquinho:
— Quanto vale essa imagem? Ela não enche barriga, por que eu deveria me importar? — Ela balançou a cabeça. — Neste mundo, a única coisa que não se pode desperdiçar é a boa comida.
Alice suspirou, sem ter o que fazer.
— Continue comendo, vou ao toalete.
Yolanda a segurou:
— Consegue ir sozinha? Eu vou com você. Você logo será mãe de dois bebês; se acontecer algo, eu não quero ser a responsável.
Alice a pressionou de volta na cadeira:
— É só um toalete, o que poderia acontecer? Continue comendo.
— Então volte logo.
— Já volto.
Alice segurou a cauda do vestido e seguiu para o toalete. Lá, ela lavava as mãos cuidadosamente; o açúcar dos doces as deixara pegajosas. Uma funcionária do hotel entrou no local. Por algum motivo, Alice sentiu que aquela figura era familiar. Ela franziu a testa e olhou para trás, deparando-se com um rosto conhecido:
Kelly
.
Kelly cruzou os braços, encarando-a com frieza.
— Ora, faz muito tempo, não é, Jovem Madame?
— O que você está fazendo aqui?
Kelly deu um sorriso de escárnio.
— Estar aqui é uma "honra" que devo inteiramente a você, não acha?
Desde que fora demitida do Grupo Qin, Kelly tentara emprego em vários lugares, mas todas as portas se fechavam. Com habilidades limitadas e uma reputação manchada por ter sabotado o trabalho de uma colega, nenhuma empresa de design lhe dava uma chance. Até aquele emprego de garçonete no hotel fora uma luta para conseguir.
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