"A Noiva Substituta do Magnata" Capítulo 50: Meu Nome é "Dámei"
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Capítulo 50: Meu Nome é "Dámei"
Desde aquele passeio com Yolanda, Alice não saía de casa há um bom tempo. Ela passava os dias mergulhada no tédio: ou estava jogada na cama, ou lagarteando ao sol no jardim. Embora Arthur tentasse acompanhá-la sempre que possível — chegando até a levá-la para a empresa para se distrair —, ela ainda se sentia entediada.
Certo dia, enquanto ela revirava a biblioteca em busca de algo para ler, Yolanda enviou-lhe uma sequência de emojis chorando. Alice achou graça e ligou de volta.
— O que houve, Yolanda?
A voz do outro lado soava fúnebre:
— Alice, socorro! Minha mãe me arranjou um encontro às cegas para amanhã.
Alice fez uma expressão de resignação:
— Não brinca... a situação está tão feia assim?
— E como! Minha mãe disse que, se eu ousar não ir, ela vai me trancar em um quartinho escuro e me proibir de sair! Quando cheguei no país, ela era toda mimos comigo, mas agora que passaram uns dias, a verdadeira face dela apareceu!
Alice sentiu um calafrio. Felizmente, sua própria mãe era mais doce; pelo menos nunca a ameaçara com um "quartinho escuro". Os pais de Yolanda gerenciavam uma empresa de comércio exterior e eram conhecidos por serem sérios e rígidos — figuras de respeito em Haishi. Se a Sra. Chen dissesse que trancaria a filha, ela realmente seria capaz de fazê-lo.
— Alice, o que eu faço? Só de pensar que vou ser forçada a lidar com um cara, meu estômago revira. Eu sinto vontade de esmurrar a cara do infeliz!
— Hum... não entre em pânico. Que tal se eu for com você amanhã?
Houve um silêncio de dois segundos na linha.
— Fechado! Então me espera amanhã na porta da cafeteria. A gente se encontra lá.
— Combinado.
Ao mesmo tempo, em outra mansão de luxo de Haishi, Hugo tapava os ouvidos para não ouvir os gritos atrás de si. O homem às suas costas rugia furioso:
— Você vai nesse encontro amanhã nem que seja arrastado! Desta vez é a herdeira da família Chen. Dizem que ela é linda e inteligente. Você trate de dar o seu melhor!
— Eu não vou! Se ela é tão boa assim, por que você não vai no meu lugar?
Hugo detestava encontros às cegas; sentia-se em uma exposição de animais, sentado ali para ser avaliado e escolhido. Era uma idiotice sem tamanho. O pai dele deu-lhe um chute de leve:
— Moleque, pare de falar asneiras! Se não for, eu bloqueio todos os seus cartões!
A mãe de Hugo, que assistia a tudo em silêncio, lançou-lhe um olhar gelado:
— Filho, acho melhor você ir. Caso contrário, além de cortarmos os cartões, eu te expulso de casa e te mando pedir esmola na rua.
Hugo ficou paralisado, com vontade de chorar.
Snif... esses são mesmo meus pais?
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Ele começou a suspeitar seriamente de que fora encontrado em uma lata de lixo.
— Você vai ou não vai?
Ele ergueu as mãos em sinal de rendição, com uma expressão de bajulação que era mais feia do que uma cara de choro:
— Eu vou, eu vou! Tá satisfeito?
Prestes a ser expulso de casa, ele tinha que ser pragmático. Afinal, era só uma hora de sacrifício; ele iria lá, cumpriria a tabela e pronto.
No dia seguinte, em frente à Cafeteria Redwoods. Alice, carregando sua bolsa, esperava na porta. Como ia apenas acompanhar um encontro de terceiros, ela saiu de qualquer jeito: jogou um casaco por cima da roupa e nem se deu ao trabalho de se maquiar. Mal sabia ela que a produção de Yolanda seria ainda mais desleixada.
Yolanda apareceu vestindo uma jaqueta visivelmente três números maior e uma calça cargo vermelha, larga e exagerada. O cabelo estava todo bagunçado e ela usava uma maquiagem "smokey eye" tão pesada que qualquer delinquente juvenil, ao vê-la, baixaria a cabeça e a chamaria de "chefe". Alice deu várias voltas ao redor dela, quase sem reconhecer a amiga.
— Você tem certeza de que veio para um encontro e não para assustar alguém? — Ela puxou o tecido da calça vermelha. — Onde você descolou essa roupa horrorosa? Esquece os homens; até um monstro sairia correndo de você...
Yolanda afastou a franja da testa:
— Você não entende nada. Esta é a minha armadura de guerra, planejada minuciosamente. Ele não quer um encontro? Pois eu vou dar a ele uma experiência que ele jamais esquecerá!
Dito isso, ela entrou na cafeteria com um andar arrogante, seguida por uma Alice apreensiva.
— O encontro é aqui mesmo?
— É, se não fosse, por que eu te mandaria esperar aqui? — Yolanda olhou para ela como se Alice fosse lenta de raciocínio.
Em um canto, Hugo estava de cenho franzido jogando no celular.
Que falta de educação, se atrasar logo no primeiro encontro.
Isso só fez sua impressão sobre a tal "herdeira dos Chen" piorar. De repente, Yolanda deu um tapa na mesa, como se estivesse prestes a começar uma briga de bar. Alice cobriu o rosto em desespero; ela não queria admitir que conhecia aquela mulher.
— Ei, você é o Hugo?
Hugo levou um susto tão grande que perdeu a partida. Ele estava pronto para xingar, mas ao levantar a cabeça, deparou-se com uma cena inesquecível. Uma mulher de cabelo curto, vestida de forma bizarra, estava diante dele com duas olheiras pretas enormes, parecendo que tinha levado dois socos nos olhos.
Essa é a senhorita Chen? Que bicho é esse? Isso destrói totalmente a minha imagem de herdeira de elite!
Ele engoliu em seco e forçou um sorriso:
— Você é a senhorita Chen?
— Sou eu mesma.
Quando Yolanda se sentou, Hugo finalmente notou Alice atrás dela. Ele deu um grito de espanto:
— Caramba! Alice, o que você está fazendo aqui?
Alice também estava em choque. O pretendente de Yolanda era o Hugo? Que coincidência absurda. Ao lembrar da história de Clara sobre Hugo entalando a cabeça no vaso sanitário, ela teve vontade de rir. Hugo parecia ter um dom natural para a comédia. Ela assentiu meio sem jeito:
— Er... eu vim acompanhar uma amiga no encontro...
Hugo levou dois segundos para processar e soltou um "Ahhh" de entendimento. Realmente, as aparências enganam; quem diria que a Alice, tão refinada, teria uma amiga tão... peculiar.
Yolanda cruzou as pernas e sussurrou no ouvido de Alice:
— O quê? Vocês se conhecem?
Alice respondeu baixo:
— Ele é o melhor amigo do meu marido.
— Putz, que azar! Você acha que ele vai contar pro seu marido? Eu vou passar a maior vergonha!
Alice resmungou:
— E eu vou saber?
Yolanda refletiu por um instante e arqueou as sobrancelhas:
— Que se dane. Meu objetivo é arruinar esse encontro e ninguém vai me impedir.
Hugo, vendo as duas cochichando, sentiu que ficar em silêncio seria falta de educação. Então, perguntou polidamente:
— Senhorita Chen, deseja beber algo? Eu pago.
Yolanda mal levantou as pálpebras:
— Não, obrigada. Eu não gosto de coisas doces. Prefiro álcool. Sou do tipo que começa com cinco garrafas de uma vez.
— Nossa... você aguenta bem, hein... — Hugo sentiu um baque.
Ótimo, além de se vestir como um ET, ainda é alcoólatra.
— Senhorita Chen, eu ainda não sei o seu nome. Qual seria sua graça?
— Você não precisa saber meu nome. Só precisa saber que sou irmã da Daji (famosa sedutora mitológica). Pode me chamar de
Dámei
(em chinês, soa como "Dámei", mas significa "Nem pensar/Pare com isso").
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