"A Noiva Substituta do Magnata" Capítulo 47: A Melhor Amiga
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Capítulo 47: A Melhor Amiga
As duas saíram da loja de acessórios e Alice voltou direto para a mansão Qin. Ao entrar na sala, ela olhou discretamente ao redor; para sua sorte, não havia ninguém por perto. De repente, o Sr. Wu surgiu de um corredor lateral e perguntou suavemente:
— A Jovem Madame saiu? O patrãozinho deixou ordens expressas para que a senhora evitasse sair de casa para poupar o bebê.
Alice ficou um pouco atrapalhada e respondeu apressadamente:
— Não... não, eu estava apenas brincando no jardim.
O Sr. Wu não disse mais nada, apenas assentiu e retirou-se. Alice deu um tapinha no peito, finalmente aliviada.
No quarto, ela deitou-se na cama e começou a mexer no celular por puro tédio. Talvez por estar muito satisfeita com o almoço, o sono logo apareceu e, em pouco tempo, ela abraçou o travesseiro e adormeceu profundamente.
Ao cair da tarde, Arthur abriu a porta e entrou. Alice continuava com os olhos fechados, em um sono pesado. Arthur franziu o cenho. Quando saiu de manhã, sua esposa estava dormindo; agora, ao voltar do trabalho, ela ainda estava dormindo... Isso não era estranho demais? Ele foi até a varanda e ligou para Hugo.
Do outro lado da linha, Hugo estava em um bar, bebendo calmamente. Uma mulher de pele alva e bela estava encostada nele, com os dedos finos em seu ombro e um olhar sugestivo. Ao ver quem ligava, Hugo sorriu.
— Que raridade! O que te deu na telha para me ligar hoje? Estou no bar, quer vir tomar uma com o seu irmão?
Arthur massageou as têmporas e expôs sua dúvida. Hugo cuspiu o gole de bebida que tinha na boca e começou a tossir, engasgado. A mulher ao lado prontamente deu tapinhas em seu peito para ajudá-lo a recuperar o fôlego. Ele afastou o braço dela.
— Cof, cof! Cara, eu não sou obstetra! Como eu vou saber essas coisas?
Hugo estava em choque; jamais imaginou que Arthur faria esse tipo de pergunta.
No quarto, Alice começou a despertar lentamente e Arthur desligou o telefone. Ela esfregou os olhos.
— Querido, você voltou!
Alice abraçou o braço dele sem querer soltar. Acordar e ver a pessoa que mais ama é, provavelmente, a coisa mais feliz do mundo. Arthur colocou um casaco sobre os ombros dela.
— Você saiu hoje?
Alice paralisou por um instante.
— Er...
Como ele sabia, estando na empresa? A Clara jamais contaria... com certeza foi o "linguarudo" do Sr. Wu. Arthur olhou fixamente nos olhos dela, esperando a resposta. Alice fez um biquinho e se rendeu na mesma hora.
— Está bem, eu saí para comer hot pot hoje.
Arthur massageou a palma da mão dela e a envolveu pelos ombros.
— Não é que eu te proíba de sair, mas tenho medo que corra perigo. Além disso, a comida de rua não é tão limpa; se quiser comer algo, é só avisar à cozinha.
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Alice olhou para ele:
— Mas o que a cozinha faz não é tão gostoso quanto na rua, o que eu faço?
Arthur pensou por um momento.
— Então, da próxima vez, me avise e eu mesmo te levo.
Alice encostou-se no peito dele e assentiu.
— Está com fome agora?
Arthur fez menção de levantar, mas Alice segurou seu braço rapidamente; ela não queria que ele ficasse longe.
— Não estou com nada de fome, comi muito bem no almoço.
Ele acariciou a cabeça dela.
— Então vou para o escritório. Se precisar de algo, é só me chamar.
Alice concordou obedientemente.
Três dias depois, Clara despediu-se de Arthur e Alice no aeroporto. Ela chorava com os olhos vermelhos, segurando a mão de Alice sem querer soltar.
— Snif... Cunhada, não sei quando te verei de novo, já estou com saudades!
Alice a abraçou e deu tapinhas em suas costas. Na verdade, ela também estava emocionada; sentiria falta daquela garota agitada.
— Volte sempre que puder. E quem sabe eu e seu irmão não vamos te visitar?
Clara soluçou:
— É sério? — Ela olhou para Arthur. — Arthur, você vai mesmo me visitar?
Arthur observou o estado choroso da irmã e, após um silêncio, assentiu. Clara limpou as lágrimas e abriu um sorriso. Ela puxou Alice para o lado e piscou, como uma coelhinha travessa.
— Cunhada, quando o bebê nascer, não esqueça de me avisar! Vou preparar um presente especial.
Alice massageou as têmporas e assentiu, meio sem jeito. Ela lembrou-se do último presente de Clara e sentiu um calafrio; o gosto da prima para escolher coisas era, no mínimo, questionável.
Logo chegou a hora do embarque e Clara acenou em despedida. Arthur saiu do aeroporto e foi direto para o Grupo Qin. Alice, entediada em casa, resolveu acompanhá-lo até a empresa. No escritório, enquanto Arthur despachava documentos, Alice sentou-se no sofá focada em seu notebook. Ela estava desenhando um colar ao qual deu o nome de "O Demônio do Anjo".
Na mitologia grega, algumas representações de demônios possuem chifres de carneiro. Por isso, ela desenhou um colar com esse motivo, simbolizando que os humanos devem manter a bondade, mas também o respeito e o temor pela natureza.
Alice ficou concentrada por duas horas seguidas. O mergulho no trabalho a fez esquecer o tempo. Arthur aproximou-se, fechou o notebook dela e a forçou a descansar. Sua esposa, quando começava a trabalhar, esquecia de tudo ao redor.
— Você não pode ficar tanto tempo olhando para a tela do computador.
Alice não aceitou a bronca calada. Com as mãos na cintura e o queixo erguido, ela apontou para a mesa dele:
— E por que você pode usar o computador?
Arthur arqueou as sobrancelhas e tocou suavemente o ventre dela.
— Você está em um período especial, precisa descansar.
— Está bem... — Alice cedeu, desanimada.
De repente, o telefone ao lado tocou e Alice atendeu.
— Alô, quem fala?
A pessoa do outro lado pigreou, fazendo mistério:
— Cof, cof! Adivinha quem é?
Alice endireitou o corpo e a resposta veio instantaneamente; ela conhecia aquele tom de voz melhor do que ninguém.
— Yolanda? É você?
Uma risada contagiante ecoou do outro lado.
— Hahaha! Sou eu mesma! Queria te pregar uma peça, mas você continua esperta como quando éramos crianças, me reconheceu de primeira.
Os olhos de Alice se encheram de lágrimas.
— Poxa, tantos anos sem contato... eu nem sabia por onde você andava!
Yolanda era a melhor amiga de Alice desde a infância. Elas foram vizinhas e colegas de carteira. Às vezes, Yolanda brincava até tarde na casa de Alice e acabavam dormindo juntas. Elas compartilhavam os mesmos interesses e eram inseparáveis.
— É que eu me mudei de repente e fui estudar fora, sabe? Mas isso não importa agora. O que importa é que eu voltei! Tem tempo hoje à noite? Quero te pagar um jantar.
— Claro que sim! — Alice aceitou na hora.
— Não se atrase! Quem chegar por último é o cachorro da vez!
— Eu não vou atrasar, o cachorro vai ser você!
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