"A Noiva Substituta do Magnata" Capítulo 39: Mal-entendido
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Capítulo 39: Mal-entendido
Meia hora depois, Alice, sentindo-se plenamente satisfeita, saiu da loja de braços dados com Arthur.
— Tem mais alguma coisa que queira comer? — perguntou Arthur, olhando para ela.
— Não, nada mais.
Alice massageou a barriga arredondada; ela realmente não conseguia dar mais nem uma mordida. Os dois pegaram o carro e voltaram para a empresa.
No escritório, Alice abraçou uma almofada e se aninhou no sofá, vencida pelo sono. Arthur percebeu seu cansaço e cobriu-a com seu paletó.
— Durma um pouco se estiver cansada.
Alice assentiu e fechou os olhos. Talvez estivesse exausta demais ultimamente, pois acabou dormindo até a hora de Arthur encerrar o expediente.
Durante toda a tarde, o escritório permaneceu em silêncio absoluto. Mesmo enquanto trabalhava, Arthur não fez o menor ruído que pudesse incomodá-la. Na hora de ir embora, ele apertou suavemente a palma da mão dela.
— Hora de ir para casa, querida.
Alice abraçou o braço dele, ainda meio grogue de sono. Arthur a pegou no colo em estilo nupcial, atravessou a área de escritórios e a levou direto para o carro. Pelo caminho, os funcionários arregalaram os olhos, com as bocas abertas o suficiente para caber uma lâmpada.
À noite, Alice estava encostada na porta do banheiro, divagando em silêncio.
— E agora? Eu quero tanto tomar banho.
O tempo estava abafado e ela já estava suada. Mas o médico recomendara estritamente que sua mão não tocasse na água, o que era um verdadeiro dilema. Arthur abriu um sorriso de canto.
— Eu te ajudo a lavar, querida.
Alice sentiu subitamente um mau pressentimento, e suas pernas começaram a fraquejar.
— Talvez... melhor deixar para lá. De repente sinto que nem estou com tanto calor assim...
Arthur ignorou o que ela disse e a pegou no colo, colocando-a sobre a bancada do banheiro. Ela enlaçou o pescoço dele e piscou os olhos.
— Eu ainda sou uma ferida, você não pode me tratar assim.
Arthur aproximou-se do ouvido dela; seu hálito quente causava um formigamento que percorria todo o corpo dela.
— Fique tranquila, serei muito gentil.
Seu tom de voz era arrebatador.
Alice sentia o coração disparado e as bochechas ardendo. Aproveitando que Arthur se virou por um instante, ela tentou descer da bancada na ponta dos pés para escapar. Arthur virou-se bem na hora e a flagrou tentando fugir. Alice ajeitou o cabelo, sem graça.
— Eu só estava cansada de ficar sentada e queria mudar de posição...
Arthur aproximou-se. O aroma de seus feromônios masculinos a envolveu, e Alice instintivamente prendeu a respiração. Seus dedos longos ergueram o queixo dela, e seus lábios quentes a invadiram.
Uma sensação de formigamento partiu do coração e espalhou-se pelos membros. Alice agarrou-se aos ombros dele, e suas pernas involuntariamente se enroscaram nele. O olhar de Arthur escureceu; ele lentamente removeu as roupas dela e a carregou para a banheira.
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...
Na banheira de porcelana branca, Alice segurava as bordas, arquejando. Ao lembrar do que ele dissera antes, sentiu uma pontada de raiva. Ela deu um empurrão em Arthur, que estava atrás dela.
— Você não disse que seria gentil?
Gentil coisa nenhuma; ela sentia como se seu corpo estivesse prestes a se despedaçar. Ela nunca mais acreditaria nas conversas fiadas desse homem.
Arthur levantou-se e a envolveu em uma toalha de banho, com um sorriso enigmático nos lábios. Alice ficou ainda mais irritada.
— E você ainda ri? Nunca mais confio em você.
Arthur massageou o cenho franzido dela, com a voz transbordando mimalia.
— Eu errei, querida.
Ao vê-lo daquele jeito, por algum motivo, Alice não conseguiu mais culpá-lo. Ele a carregou de volta para a cama e encostou o queixo no topo da cabeça dela.
— Durma, querida.
Depois de toda aquela agitação, Alice logo caiu no sono. Momentos depois, Arthur a abraçou.
— Querida?
— Boa noite... — murmurou ela, entre sonhos.
— Hum.
No dia seguinte, Alice voltou para a faculdade. Recentemente, a instituição estava organizando um concurso de design, e Alice, correspondendo às expectativas, conquistou o primeiro lugar. Com o boletim em mãos, ela correu animada para a empresa, querendo fazer uma surpresa para Arthur. Porém, ao chegar à porta do escritório, viu uma mulher sentada ao lado dele.
A mulher tinha longos cabelos ruivo-alaranjados e uma silhueta婀娜 (elegante); parecia ser mestiça. O ponto crucial era que Arthur não parecia se importar com ela sentada ao seu lado; os dois estavam muito próximos. A expressão de Alice petrificou instantaneamente; ela ficou estática no lugar.
O assistente Zhang passou por ali e, ao ver Alice, perguntou baixinho:
— Jovem Madame, por que não entra? O Presidente Arthur está lá dentro.
Alice limpou o canto dos olhos, que já estavam avermelhados.
— Não precisa. Não tenho nada importante, vou para casa primeiro.
Dito isso, ela se virou e entrou no elevador. O Sr. Zhang coçou a cabeça, confuso. "A Jovem Madame finalmente vem nos visitar e vai embora sem nem ver o patrão?"
Na rua, Alice caminhava sem rumo. Por algum motivo, sentia-se agora como um peixe moribundo; até respirar causava dor. Ela sabia que Arthur era excelente e muito atraente. Sabia que inúmeras mulheres o rodeavam todos os dias. Mas nunca imaginou que, um dia, acabaria sofrendo uma traição. Talvez nunca devesse ter acreditado em suas palavras bonitas. Dizer que gostava dela não passava de um truque barato.
Alice voltou para casa e trancou-se direto no quarto.
No escritório, Clara estava de braços cruzados, com uma expressão de desânimo.
— Arthur, finalmente eu volto para visitar e você nem pode sair para passear comigo?
Clara era filha da tia de Arthur; os dois cresceram juntos. Mais tarde, a família da tia mudou-se para o exterior e eles não se viam há anos. Arthur ergueu o olhar e empurrou um cartão bancário para ela.
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— Vá comprar o que quiser. Estou ocupado e não tenho tempo para te acompanhar.
Desde pequena, essa prima adorava importuná-lo, e parece que não mudou nada depois de adulta. Quando criança, Arthur já era ranzinza e frio com todos, mas essa prima o perseguia incansavelmente todos os dias, deixando-o exausto.
— Arthur, eu ainda não conheci minha cunhada. Me leve para vê-la, eu até preparei um presente.
— Sua cunhada está em casa amanhã, você pode ir lá.
Clara fez um biquinho.
— Você continua sem graça como quando era criança! Se continuar assim, cuidado para minha cunhada não deixar de gostar de você!
Arthur levantou a cabeça, com um tom de voz firme.
— Isso não vai acontecer.
— Como você tem tanta certeza? Nenhuma mulher quer um marido chato como um pedaço de pau!
Arthur arqueou uma sobrancelha.
— É a minha esposa, é claro que eu sei.
Clara balançou o cartão na mão.
— Já que não vai sair comigo, vou gastar todo o seu dinheiro!
— Como quiser.
Clara bateu o pé, irritada, e saiu do escritório.
Ao entardecer, Arthur pegou seu paletó para ir embora. O Sr. Zhang entrou timidamente.
— Presidente, a Jovem Madame esteve aqui hoje.
Arthur franziu o cenho.
— A que horas? Por que ninguém me avisou?
— Foi hoje à tarde. Por algum motivo, ela chegou à porta e deu meia-volta.
"Hoje à tarde..."
— No futuro, sempre que ela vier, não importa o que eu esteja fazendo, me avisem imediatamente, entendeu?
O assistente sentiu um frio na espinha.
— Entendido, senhor.
Arthur massageou as têmporas. Clara estava no escritório à tarde... será que ela entendeu mal? Com esse pensamento, o coração de Arthur apertou e ele correu de volta para a mansão Qin. Na sala, a Sra. Qin estava com o rosto carregado de preocupação.
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