"A Noiva Substituta do Magnata" Capítulo 38: O Presente de Boas-Vindas de Leticia
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Capítulo 38: O Presente de Boas-Vindas de Leticia
Marcos lutava para se levantar, mas era em vão. Uma voz digna de um asura ecoou em seu ouvido:
— Se você for inteligente, assinará o divórcio imediatamente. Se enfurecer a família Qin, você sabe muito bem qual será o seu fim.
Arthur levantou o pé e o chutou para o lado, como se estivesse afastando um monte de lixo. Valentina e Alice apressaram-se em sair com a criança nos braços. No entanto, quando estavam prestes a cruzar a porta, Leticia surgiu de repente. Seu rosto tinha hematomas e o cabelo estava todo desgrenhado. Nesses últimos dias, ela morara no apartamento dos Lin, e todo o dinheiro que Marcos lhe dera havia acabado; ela não tinha para onde ir. Além disso, Marcos mergulhara no vício do fumo e do álcool, e frequentemente a agredia.
Leticia mantinha as mãos escondidas atrás das costas enquanto se aproximava lentamente. Alice olhou para ela com desconfiança, protegendo Valentina e Bento atrás de si.
— O que você quer fazer?
Leticia parecia completamente fora de si, agindo de forma anormal.
— Eu? Vim trazer um presente de boas-vindas para vocês! Foram vocês que me deixaram nesse estado, como eu poderia deixar que fossem felizes?
Leticia revelou um frasco de ácido sulfúrico que escondia nas costas e o lançou com fúria.
Alice rapidamente puxou Valentina para trás, mas o espaço na entrada era muito apertado. Quando tentou desviar, já era tarde demais. Apesar de ter feito o máximo para evitar o líquido, algumas gotas de ácido atingiram a mão de Alice. Manchas de um vermelho vivo surgiram instantaneamente no dorso de sua mão; uma dor lancinante percorreu seu corpo e atingiu seu cérebro como um choque.
— Que pena... não pegou no rosto de vocês — a voz de Leticia era aguda e estridente, como a de uma louca.
— Alice, você está bem? — Valentina estava pálida de susto. Bento também acordou e abraçou o pescoço da mãe com força. Alice balançou a cabeça; seu rosto estava coberto de suor frio e a dor a impedia de falar.
Arthur saiu do quarto e imediatamente viu a mão ferida de Alice.
— O que aconteceu? — Suas pupilas se contraíram. No momento em que viu Leticia, o gelo em seu olhar tornou-se uma tempestade violenta. — Vamos, vou te levar ao hospital agora!
Já no carro, Arthur fez uma ligação:
— Mandem algumas pessoas darem um jeito na Leticia. Não tenham piedade. Joguem-na para bem longe e garantam que ela nunca mais apareça em Haishi.
— Sim, senhor Arthur.
No hospital, o médico tratava o ferimento de Alice. Na mão alva, as manchas vermelhas e vivas pareciam assustadoras. Alice franziu o cenho; sentia uma queimação intensa no dorso da mão. Uma camada de medicamento gelado foi aplicada, o que aliviou um pouco a dor. O médico que a atendeu era um senhor bondoso, com um ar sereno e um jeito de falar bem pausado.
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— Não tenha medo, mocinha. Se aplicar o remédio corretamente, garanto que não ficará cicatriz alguma. Mas atenção: não pode molhar a ferida de jeito nenhum e precisa evitar certos alimentos, caso contrário a cicatrização será afetada.
Alice assentiu.
Quando os dois voltaram para casa, já passava das dez da noite. No quarto, Alice sentou-se na beira da cama. Arthur ajoelhou-se diante dela com um olhar carregado de remorso. Ele segurou a mão dela e soprou suavemente.
— Como está? Ainda dói?
Alice balançou a cabeça.
— Já não dói mais.
Arthur suspirou e beijou o dorso da mão ferida.
— Desculpe, a culpa é minha por não ter te protegido direito.
Alice enlaçou o pescoço dele, encostando a bochecha em sua clavícula. Sentiu o calor reconfortante que emanava dele.
— A culpa não é sua.
— Querida, amanhã não vá para a faculdade. Fique em casa descansando.
Alice fez um biquinho.
— Mas vou ficar muito entediada em casa.
— Então quer ir comigo para a empresa?
— Quero! — Alice não ia ao Grupo Qin há muito tempo; sentia até uma pontinha de animação.
No dia seguinte, no Grupo Qin. No escritório, Arthur estava sentado à mesa lidando com documentos. Suas sobrancelhas estavam levemente franzidas e sua expressão era fria e séria. Alice estava aninhada no sofá, rodeada por vários tipos de petiscos, comendo com gosto. Antes de saírem de manhã, Arthur fizera questão de passar no supermercado para uma grande compra, temendo que ela ficasse entediada.
Contudo, apesar das guloseimas, ela ainda se sentia inquieta. Ela se levantou e começou a rodear Arthur, dando voltas sem parar. Arthur deu um sorriso de canto, segurou a mão dela e a fez sentar em seu colo.
— Querida, vejo que você está realmente entediada — disse ele suavemente.
Alice, de propósito, bagunçou o paletó preto dele, abriu os botões da camisa de Arthur e os fechou novamente. Aproveitou para passar as mãos por seu peito de forma provocante. O tórax do homem estava quente; ele segurou as mãos inquietas de Alice e suas pupilas escureceram gradualmente.
— Você tem certeza que quer fazer isso?
O braço em volta da cintura dela se apertou. Alice olhou para a porta e soltou uma tosse fingida.
— Tem gente vendo.
Na porta, o Sr. Zhang e a secretária Li estavam estáticos. Eles só queriam entrar para entregar um relatório, mas não esperavam encontrar uma cena tão embaraçosa. Arthur ergueu o olhar, lançando-lhes um "olhar de adaga". O assistente e a secretária congelaram e começaram a recuar imediatamente.
— Já estamos saindo, já estamos saindo... — disseram enquanto batiam em retirada, fechando a porta por precaução.
Arthur acariciou o cabelo de Alice; os fios eram finos e macios, causando uma sensação inquietante em seu coração.
— O que quer comer no almoço? Vou pedir para o Zhang comprar.
— Quero algo apimentado.
Arthur estreitou os olhos.
— Não pode. O médico disse que você precisa evitar alimentos fortes.
Alice murchou na hora.
— Então que tal irmos passear na rua de petiscos? — Os olhos dela brilharam; havia uma rua de comidas de rua perto do Grupo Qin que ela adorava frequentar.
— Rua de petiscos? — Arthur raramente ia a lugares assim, mas se a esposa queria, ele certamente a acompanharia. Ele se levantou. — Vá colocar seu casaco, eu te levo agora.
— Sério?
Alice vestiu o casaco rapidamente e ficou esperando na porta, ágil como uma coelhinha.
Na rua de petiscos, em uma loja de espetinhos fritos. Alice segurava um chá de bolhas na mão esquerda e um espetinho de glúten na direita, comendo com satisfação. Diante dela havia bolinhos e tiras de frango frito. Arthur sentava-se à frente dela, observando-a comer com prazer. Ele não era nada acostumado com aquele tipo de comida. Ao ver Alice tão feliz, Arthur pegou um lenço e limpou o canto da boca dela.
— Coma devagar, por que a pressa?
Alice estava radiante; fazia muito tempo que não comia essas coisas e estava morrendo de vontade. Ela ofereceu um espetinho de bolinho de peixe para Arthur e começou a falar sem parar:
— Querido, experimenta este aqui, é muito bom.
Arthur ficou imóvel, com a resistência estampada no rosto.
— Só um pedacinho, garanto que você vai amar!
Vencido pela insistência dela, Arthur pegou o espetinho e, franzindo levemente o cenho, deu uma mordida. Bem... o gosto não era ruim. Mas ele apenas deu uma mordida e deixou o restante de lado.
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