"A Noiva Substituta do Magnata" Capítulo 29: A Sra. Jiang acordou
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Capítulo 29: A Sra. Jiang acordou
Nos meses seguintes, Alice frequentou a Academia pontualmente todos os dias, sem perder uma única aula. Conforme o curso avançava, o conteúdo tornava-se cada vez mais complexo, mas a densidade dos estudos não abalou a confiança de Alice; pelo contrário, despertou nela um desejo ainda maior de aprender.
Seus dias eram frenéticos: aulas durante o dia, design e esboços no computador à noite. Ela ainda reservava tempo para pesquisas de mercado, muitas vezes trabalhando até altas horas.
Arthur era quem mais estava insatisfeito com essa rotina. Ele se arrependia amargamente de tê-la enviado para a escola. Agora, via-se obrigado a esperar pela esposa na cama todas as noites, muitas vezes caindo no sono antes de ela chegar. Alice passava horas a fio diante do computador; às vezes, Arthur não aguentava vê-la assim, pegava-a no colo e a levava à força para descansar.
No escritório, Arthur presidia uma reunião de diretoria quando seu telefone tocou. Sua primeira intenção foi recusar, pois nunca atendia ligações em reuniões. No entanto, ao ver o nome na tela, hesitou por um segundo e atendeu. A voz de Hugo soou do outro lado:
— Arthur! Traga a Alice para o hospital agora mesmo!
Arthur sentiu um aperto imediato no peito.
— O quadro dela piorou?
Embora estivesse psicologicamente preparado, a lembrança do sofrimento anterior de Alice fez seu coração doer. Mas a voz de Hugo transbordava uma emoção contida:
— Não! Não piorou, a Sra. Jiang acordou! É um milagre, Arthur! Venham logo!
Arthur desligou o telefone e saiu da sala sem dizer uma palavra, deixando os membros da diretoria completamente confusos. Pouco depois, o Sr. Zhang entrou na sala com um sorriso diplomático:
— O Presidente declarou a reunião cancelada. Outros assuntos serão tratados quando ele retornar.
Enquanto descia as escadas, Arthur ligou para Alice.
— Alice, estou indo te buscar para irmos ao hospital.
Alice estava em uma aula prática, cortando tecidos com uma tesoura. Ao ouvir a palavra "hospital", um medo súbito a invadiu. O pesadelo que carregava por tanto tempo parecia sufocá-la. Sua mão tremeu violentamente e a lâmina atingiu a ponta de seu dedo. O sangue começou a fluir, mas ela não sentiu dor alguma, deixando que o líquido rubro pingasse no chão. Sua voz tremia imperceptivelmente:
— Minha mãe... ela...
— A Sra. Jiang acordou.
Alice saiu correndo da sala de aula.
Na estrada, o Rolls-Royce voava em direção ao hospital. Arthur segurou a mão dela e seu olhar escureceu.
— O que aconteceu com o seu dedo?
— Ah? Nada, devo ter esbarrado em algo sem querer.
No meio do pânico, ela nem sequer percebeu como se machucara. Sua expressão estava estática, os olhos fixos no horizonte e os dedos contraídos, tentando esconder a ansiedade. Arthur não disse mais nada, apenas limpou e cuidou do ferimento dela com delicadeza.
Ao chegarem, Alice mal esperou o carro parar e correu para o andar superior, com Arthur logo atrás para protegê-la de esbarrões. Ela entrou no quarto num fôlego só. A mulher na cama estava extremamente magra, pálida, com os olhos suavemente fechados. Alice diminuiu o passo e aproximou-se da cama. Lágrimas caíram como pérolas sobre o lençol branco. Percebendo a presença, a Sra. Jiang abriu os olhos lentamente. Alice segurou sua mão com força, a voz rouca:
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— Mãe...
Aos poucos, o soluço contido transformou-se em um choro convulsivo. Alice debruçou-se sobre a mãe, desabafando todo o sofrimento acumulado. Seus ombros tremiam como os de uma gatinha ferida. Arthur, parado à porta, cerrou os punhos com força.
A Sra. Jiang afagou o ombro da filha enquanto as lágrimas escorriam silenciosamente. Ela sabia que seu estado trouxera fardos demais para Alice. Houve momentos em que pensou em desistir, mas a vontade de ver a filha casada e feliz a manteve lutando contra a morte. Foi Alice quem a sustentou para vencer a doença.
— Bobinha, por que chorar? Eu estou bem — a Sra. Jiang limpou as lágrimas da filha e ajeitou uma mecha de cabelo atrás de sua orelha. — Você emagreceu, Alice.
Depois de um tempo, Alice se recompôs. Ela sorria, mas as lágrimas teimavam em cair. Vendo a exaustão da mãe, ela ajeitou as cobertas.
— Mãe, descanse. Eu vou ficar aqui com você.
A Sra. Jiang assentiu e fechou os olhos. No escritório médico, Hugo abraçou Arthur pelos ombros.
— Arthur, você me deve uma grande. Se eu não tivesse trazido o Professor Li, ela não teria acordado tão cedo.
Arthur o afastou com desdém. Sabia que Hugo aproveitaria para extorqui-lo.
— Diga logo, o que você quer?
— Sabe aquele novo empreendimento que o Grupo Qin lançou? Ouvi dizer que a vista é ótima e estou querendo um lugar para relaxar.
O
Top Hill Gardens
era o lançamento mais luxuoso do Grupo Qin, na zona nobre de Haishi. Um lugar cercado por montanhas e águas, com jardins privativos e avaliado em centenas de milhões. Ter dinheiro não garantia uma unidade ali.
— Vá escolher um apartamento quando tiver tempo.
— Sério? Não vale voltar atrás! Vou lá amanhã mesmo! — Hugo esfregou as mãos, radiante.
Arthur massageou as têmporas, fingindo não conhecer aquele "louco". Ele voltou ao quarto. Alice estava sentada à beira da cama, olhando para o vazio. A mãe dormia profundamente. Alice lembrava-se do cabelo preto e brilhante da mãe; agora, metade dele estava grisalho, e ela parecia muito mais velha. Em poucos meses, tudo havia mudado. Alice suspirou.
Arthur a abraçou por trás, inclinando-se para beijar o canto de seus olhos inchados.
— Vá para casa descansar, está bem? Eu deixo alguém cuidando de tudo aqui.
Alice segurou a mão dele.
— Não quero ir. Quero esperar ela acordar de novo. Pode ir, eu sei que você tem muito trabalho na empresa.
Arthur hesitou, mas a apertou mais um pouco no abraço.
— Então eu venho te buscar à noite. Vou avisar na Academia que você não irá hoje.
— Tudo bem. — Alice assentiu docemente.
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