"A Noiva Substituta do Magnata" Capítulo 28: A Academia de Design
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Capítulo 28: A Academia de Design
Ao amanhecer, a luz do sol filtrava-se pela janela e Alice abriu os olhos lentamente. O braço de Arthur ainda envolvia sua cintura; ela moveu a mão dele com cuidado, tentando levantar-se. Mas Arthur a puxou de volta para o seu abraço.
Seus lábios finos estavam levemente cerrados, e as pálpebras baixas escondiam seus olhos penetrantes. O hálito quente soprava perto da orelha dela, causando um formigamento suave que subia pelo pescoço. Alice não resistiu e deu um leve beliscão na bochecha dele.
— Querido, eu tenho aula hoje, não posso me atrasar.
Era o primeiro dia de Alice na Academia de Design. Arthur massageou as têmporas, mas ainda se recusava a soltá-la. Sem alternativa, Alice teve que arrastá-lo para fora da cama e levá-lo quase à força para o banheiro.
No carro, Arthur segurou a mão dela com firmeza.
— Eu venho te buscar à noite. Se acontecer qualquer coisa, me ligue.
Pensar em passar o dia inteiro longe da esposa o deixava genuinamente relutante.
— Eu sei! Não sou mais criança — Alice deu um beijo rápido no rosto dele. — Vou entrar agora, tchau!
Arthur acenou em despedida. A Academia era imensa, com um jardim central servindo de ponto de simetria para os prédios antigos que a rodeavam. A arquitetura, uma mistura do estilo ocidental com o oriental, harmonizava-se perfeitamente com as árvores seculares. Como o departamento de design de joias onde Alice estudara antes ficava em outro campus, este lugar era um ambiente totalmente novo para ela.
Seguindo o mapa do campus, ela logo encontrou sua sala. Os outros alunos pensaram que ela era apenas uma estudante transferida comum e não deram muita atenção. A academia era uma instituição de elite com mensalidades altíssimas, frequentada por muitas herdeiras de famílias ricas, e Alice não pretendia interagir muito com elas.
As aulas começaram. A primeira foi de padrões básicos e desenho de anatomia humana. O professor explicava com vivacidade e Alice ouvia absorta. Logo o dia passou. Ela até fez uma nova amiga chamada Vivian, sua nova colega de carteira, uma garota muito fofa.
No entanto, quando Alice arrumava suas coisas para encontrar seu "chefão", algo inesperado aconteceu. Vivian entregou o celular para Alice com uma expressão estranha. Alice pegou o aparelho, confusa, e viu que a tela exibia o "Mural de Confissões" da academia. Sua foto estava em destaque no topo do mural!
Alice levou um susto. "Não pode ser! Primeiro dia de aula e já me acontece isso? Eu nem passei maquiagem hoje!". Ela olhou mais de perto e confirmou que era ela mesma. O post dizia algo como:
"Confissão para essa beldade, alguém tem o WeChat dela?"
.
Alice cobriu o rosto em desespero. Que confusão! Se Arthur descobrisse, o problema seria enorme...
— Vivian, tem como apagar esse post?
Vivian deu de ombros.
— Não. Só os administradores podem apagar. E quem postou foi o Felipe; ele é o "galã" da nossa escola. É melhor você tomar cuidado.
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— Por quê?
— Porque muita gente vai ficar com inveja de você.
Alice suspirou, desamparada. Por que era tão difícil apenas querer estudar em paz?
Ao entrar no carro, Alice sentiu imediatamente que a atmosfera não estava boa. Arthur estava com os lábios comprimidos e o rosto sombrio. Alice tocou a mão dele.
— O que foi?
Arthur fixou o olhar nela e franziu a boca.
— Você não tem nada para me contar?
Alice sentiu um suor frio. "Será que ele já sabe do Mural de Confissões?".
— Não... não tenho nada para dizer... — Ela planejava se fazer de boba para contornar a situação.
Arthur levantou o celular.
— Então, o que é isso aqui?
Na tela aparecia o mural da escola e, naquele curto intervalo, dezenas de novos comentários haviam surgido. Alice entrou em pânico e fechou o celular dele rapidamente. Como ele conseguia ser tão onipresente? Até isso ele rastreava.
— Desde quando você segue isso? Não olhe mais, eu sou uma mulher séria. Você tem tão pouca confiança em mim? Fique tranquilo, amanhã eu vou esclarecer tudo. E veja só — Alice levantou a mão, e em seu dedo fino, um anel de diamante refletia as cores do arco-íris sob a luz do sol. — Eu estou usando a aliança. Assim, mesmo que eu não diga, eles saberão que sou casada.
Arthur arqueou as sobrancelhas.
— Não precisa se explicar. Eu terei o meu próprio jeito de deixá-los saberem.
— O que você vai fazer?
Arthur piscou.
— Adivinha.
Alice engoliu em seco. Por algum motivo, um pressentimento estranho surgiu em seu coração.
E, de fato, na saída da aula do dia seguinte, Arthur apareceu na porta da sala de Alice. Ele estava encostado na parede de forma relaxada, imponente e com um olhar gélido, fazendo um sinal com o dedo para Alice se aproximar.
Vivian ficou estática, demorando a processar a cena. Não esperava ver um "deus" daquela beleza na escola; ele era muito mais bonito que o galã oficial do campus. Ela balançou o braço de Alice:
— Alice, quem é aquele homem na porta?
Alice deu um sorriso forçado, sentindo um gosto amargo de "ciúmes antecipado" pelo alvoroço que ele causaria.
— Meu marido.
Vivian ficou boquiaberta. Alice pegou sua bolsa e aproximou-se dele.
— Esse é o seu "jeito"?
Arthur segurou a mão dela.
— Vamos. Vamos almoçar.
A presença de Arthur incendiou o interesse das alunas. A notícia correu tão rápido que estudantes de outros anos correram para ver. No caminho até o refeitório, formaram-se círculos de curiosos; Alice quase podia ver as "bolhas cor-de-rosa" flutuando nos olhos das garotas.
Arthur, ao notar as estudantes se aproximando, demonstrou impaciência. Ele detestava contato próximo com estranhos — Alice, claro, era a exceção.
No refeitório, o Sr. Zhang já havia preparado as bandejas e esperava por eles. Arthur não parava de colocar comida no prato de Alice, mas ela não tinha apetite. Com tantas garotas ao redor cobiçando a beleza do seu homem, como ela poderia ter fome? Alice largou os talheres com o rosto fechado de ciúmes.
— Não estou com fome.
Arthur sorriu de canto.
— Tem que comer, você está muito magra.
Alice inclinou-se e sussurrou no ouvido dele:
— Querido, você pode não vir mais aqui? Olhe para elas, não param de te encarar! Você não se importa, mas eu fico brava! Perdi totalmente o apetite! — Ela fez um biquinho de insatisfação.
Arthur percebeu o ciúme dela e arqueou as sobrancelhas.
— Não.
— Por que não? Eu prometo que não deixo mais nada acontecer no Mural de Confissões! Além disso, depois de hoje, todo mundo já sabe que eu tenho marido!
Alice segurou o braço dele e o balançou, usando um tom manhoso. Arthur afagou a cabeça dela.
— Está bem. Agora coma.
Ao ver que ele cedera, o humor de Alice melhorou. Após o almoço, Arthur voltou para a empresa; ele tinha muito trabalho e viera apenas naquele intervalo.
Na sala de aula, o olhar de todas as garotas para Alice mudou completamente. Havia quem tentasse bajulá-la e até quem pedisse para ser apresentada a algum amigo do marido. Alice não sabia se ria ou se chorava.
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