"A Noiva Substituta do Magnata" Capítulo 4: Grupo Qin
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Capítulo 4: Grupo Qin
À tarde, Alice voltou para a mansão dos Qin.
— A Jovem Madame voltou — cumprimentou o Sr. Wu, o mordomo, com entusiasmo.
Alice ainda não estava acostumada com o título e apenas assentiu em silêncio. Ao entrar no pátio, viu Dona Helena podando plantas. Helena amava jardinagem; o imenso jardim da mansão era repleto das mais variadas flores.
— Mãe, cadê o Tiaguinho?
— Ah, a Raquel levou o pequeno para a casa da família Lin.
Raquel havia se casado com outra linhagem influente da cidade e geria, junto ao marido, os negócios da família Lin.
— Madame, o patrão ligou agora pouco. Disse que vai viajar para a França a negócios nos próximos dias e não voltará por enquanto — informou o mordomo.
— O quê? — Dona Helena largou a tesoura e franziu a testa. — Viajar logo após o casamento? Esse moleque... Alice, querida, não ligue para isso. O Arthur é apenas ocupado demais.
Alice assentiu. Se ele estava realmente ocupado ou apenas a evitando de propósito, não importava. Ela só queria focar em seus próprios planos.
— Mãe, eu gostaria de procurar um emprego.
Alice hesitou por um momento antes de expor a ideia. Primeiro porque, desde que saíra da faculdade, nunca havia trabalhado formalmente e queria testar suas habilidades. Segundo que, embora os Qin estivessem pagando o hospital, ela não sabia quanto o tratamento futuro custaria; ter o próprio dinheiro lhe trazia segurança para o futuro.
Dona Helena segurou a mão dela e as duas se sentaram.
— Eu sei que vocês, jovens, não conseguem ficar parados. É bom ter um trabalho. Que tal ir para o Grupo Qin? Vou ligar para o RH agora mesmo e organizar tudo. Não se preocupe, não revelarei sua identidade para evitar fofocas desnecessárias.
Helena pensava que, trabalhando na mesma empresa, Alice e Arthur teriam mais chances de se aproximar. Alice concordou, sentindo que Dona Helena era muito atenciosa. Além disso, trabalhar no Grupo Qin era uma oportunidade de ouro; as exigências de contratação lá eram rigorosas, exigindo doutorado para a maioria dos cargos.
Na manhã seguinte, após o café, Alice se preparou para sair.
— Alice, espere um pouco. Vou pedir para o motorista te levar — disse Dona Helena.
— Não precisa, mãe. Vou de táxi, é tranquilo.
— Então tome cuidado no caminho.
— Pode deixar.
Alice sorriu. O carinho de Helena a tocava profundamente; às vezes parecia sua própria mãe.
O edifício do Grupo Qin ficava na área mais valorizada da cidade. A torre era imponente e majestosa, com vidros espelhados que refletiam o céu de forma deslumbrante. O gerente do RH, Sr. Wang, já a esperava na entrada. Ao vê-la, aproximou-se rapidamente.
— Jovem Ma... — Alice lançou-lhe um olhar e ele corrigiu-se imediatamente. — Senhorita Jiang, vou levá-la ao Departamento de Design para se apresentar. Por favor, acompanhe-me.
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No elevador, o gerente falava sem parar, tentando ganhar pontos com a "Jovem Madame". Ao chegarem ao setor, ele indicou o lugar dela.
— Senhorita Jiang, sua mesa é aquela perto da janela. Se houver qualquer incômodo, fale comigo imediatamente.
— Está ótimo, muito obrigada, Gerente Wang.
Alice entrou no setor. O departamento era composto majoritariamente por mulheres, que já começavam a cochichar sobre a novata.
— Ei, souberam? Ela foi contratada ontem de repente, sem processo seletivo nem nada.
— Com certeza tem as costas quentes...
— Mas ela é bem bonita, não é?
Beatriz chutou a própria cadeira e jogou uns documentos na mesa com um estrondo.
— Beleza não serve de nada se for só fachada. Nossa diretora é famosa por ser implacável. Se ela não trabalhar direito, vai ser chutada daqui rapidinho!
Beatriz era a mais insatisfeita. Ela vinha se esforçando há tempos para conseguir a vaga de assistente da diretora. Ver uma novata surgir do nada e ocupar o cargo a deixou furiosa, a ponto de nem conseguir dormir direito. As outras colegas, percebendo o mau humor dela, silenciaram para não virarem alvos.
Alice ignorou o clima e foi direto à sala da diretora. Após bater na porta, ouviu uma voz firme:
— Entre.
Mariana, a diretora de design, era uma das melhores do país. Bonita, competente e extremamente rigorosa, era o exemplo perfeito de mulher de negócios.
— Você é a Alice? — Mariana a avaliou. Alice parecia uma funcionária comum, sem arrogância. Originalmente, Mariana temia que o RH estivesse lhe empurrando algum parente mimado de algum executivo, algo que ela detestava. Mas a primeira impressão de Alice foi positiva.
— De agora em diante, você será minha assistente. Sua função é lidar com as tarefas que eu lhe passar, entendeu?
— Entendido, diretora — respondeu Alice.
Ao voltar para sua mesa, Alice usou o celular para pedir rodadas de chá com leite para a equipe. Mesmo sem experiência corporativa, ela sabia que em ambientes com muitas mulheres, um agrado inicial ajudava a suavizar as resistências.
De repente, Beatriz surgiu com uma pilha de documentos e os jogou na mesa de Alice.
— Você é a Alice, certo? Já que parece estar com tempo sobrando, digite todos esses arquivos no computador e me envie até o meio-dia.
Alice olhou para a pilha e depois para Beatriz, confusa.
— Por que eu deveria fazer o seu trabalho?
Beatriz travou, surpresa com a resposta direta.
— Ora, colegas não devem se ajudar? Você vai se recusar a um favorzinho desses?
Alice puxou apenas uma das pastas e empurrou o restante de volta.
— Vou te ajudar apenas com esta. O restante você mesma resolve.
Alice só aceitou para não parecer que estava sem fazer nada, caso contrário, não teria pego nenhuma.
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