"O Erro do Magnata: Uma Noite para Sempre" Capítulo 38: Descontrole sob o Efeito do Álcool
PUBLICIDADE
No caminho, Jasmine levava Ethan no colo, dando-lhe inúmeras recomendações.
— Quando entrarmos no quarto, você diz: "Papai, beba água".
— Papai, beba água — Ethan repetiu com sua vozinha doce.
Atrás deles, a Tia Wang não parava de elogiar:
— O Ethan é realmente muito esperto. Não existem muitas crianças nessa idade tão obedientes e ajuizadas.
Jasmine sentia o mesmo. Ela detestava Ricardo, mas Ethan era o único tesouro que Ricardo lhe deixara. Mesmo que corresse em suas veias o sangue de um homem odioso, Ethan, desde pequeno, era completamente diferente de seu pai indiferente.
Jasmine afagou a cabeça do filho e, após ensiná-lo mais duas vezes, chegaram ao terceiro andar. Era a primeira vez que ela subia; a porta do escritório estava firmemente fechada, com um brilho tênue escapando pelas frestas. Ela não sabia com o que Ricardo estava ocupado. Desde que voltara para casa ao meio-dia, ele se trancara ali e não saíra mais. O cronograma combinado perdera a validade; ele não seguia mais nada à risca. Provavelmente seria assim com frequência de agora em diante, e ela teria que estar sempre pronta para se esquivar.
Jasmine sentiu um pouco de frustração. Ela ergueu a mão preparada para bater à porta, mas subitamente ouviu o som de vidro colidindo lá dentro. Ela estancou, e logo em seguida, um aroma suave de álcool atingiu seu nariz.
Ricardo não estava trabalhando no escritório; ele estava bebendo. Jasmine tencionou o corpo inteiro imediatamente; as lembranças do comportamento terrível daquele homem quando embriagado estavam vívidas em sua mente. Ela não podia deixar que Ethan entregasse a água. Jamais permitiria que ele maltratasse o filho.
Jasmine imediatamente puxou a criança para se retirar. No entanto, o pequeno Ethan, sem entender a gravidade da situação, continuou a repetir o que aprendera como um passarinho:
— Papai, beba água.
Sua voz atravessou a porta com clareza. "Que droga!", pensou ela.
A porta abriu-se de súbito. Contra a luz, a silhueta do homem era sombria como nanquim; ombros largos que se estreitavam em uma cintura fina, lábios cerrados em uma linha afiada. Ele era de uma beleza que chegava a ser um insulto aos deuses e homens. Se não fosse pelo forte cheiro de álcool, ele não pareceria nem um pouco embriagado, mantendo a aparência daquela mesma pessoa fria e controlada de sempre.
Mas ele definitivamente não estava normal. Seus dedos apertavam com força uma pulseira de pérolas familiar. Ele aplicava tanta força que a ferida em sua palma gotejava sangue, manchando as pérolas com um vermelho vívido e alarmante.
O coração de Jasmine disparou ao vê-lo naquele estado. O Ricardo sob efeito do álcool transformava-se em outra pessoa; quanto mais austero ele era sóbrio, mais implacável e difícil tornava-se bêbado. Sem pensar em mais nada, ela pegou Ethan no colo para fugir dali, mas sua mão foi agarrada com violência.
A força de Ricardo era assustadora. Ele a puxou de volta para seus braços quase com frenesi, curvando sua coluna para abraçá-la com um aperto sufocante. O aroma exclusivo de Jasmine preencheu suas narinas. E na nuca nívea dela, a borboleta negra rastejava em agonia, exatamente como anos atrás.
PUBLICIDADE
Ricardo estava perdendo a razão. Com os olhos injetados de sangue, ele enterrou o rosto no ombro dela de forma quase obsessiva. Sem deixar o menor espaço entre eles, ele saqueava tudo com ganância, decidido a nunca mais deixá-la partir. Ele não gostava de beber, mas apenas sob o efeito do álcool conseguia vê-la. Imagens tão reais e profundas... apenas nesses momentos sua amada parecia pertencer verdadeiramente a ele.
Aquele líder da família Holanda, visto pelo mundo como um homem gélido e implacável, revelava ali uma face raramente vista de vulnerabilidade.
A Tia Wang observava a cena em total choque. O Sr. Ricardo, quando embriagado, nunca permitia que ninguém chegasse perto, proibindo qualquer aproximação. E agora, ele segurava a Srta. Jasmine sem soltá-la. Seria a indiferença habitual apenas uma fachada? Realmente, as intenções de tais personalidades eram insondáveis. Não se podia julgar pela atitude cotidiana; quem ele mantinha ao lado no final era, de fato, a favorita. Comovida e sem querer interrompê-los, ela pegou a criança e desceu as escadas imediatamente.
Jasmine também queria partir, mas, para seu desespero, não conseguia se soltar. O que a deixou ainda mais paralisada foi que Ricardo começou a morder sua nuca de forma desenfreada. O pescoço de Jasmine era extremamente sensível; ela estremeceu com o contato, mas logo ficou atônita. Embora fosse um comportamento estranho, por um momento ela teve uma sensação de familiaridade.
Parecia que, no passado, alguém também gostava de beijar seu pescoço daquela forma. E depois de beijar, tinha o hábito instintivo de segurar sua mão e dar algumas mordidas, como um jovem "com temperamento de cão" marcando seu território.
Assim que essa memória sem sentido surgiu, a mão branca e macia de Jasmine foi apertada com força, e a pulseira de pérolas foi colocada em seu pulso. As pérolas, já de cor especial, ficaram excepcionalmente belas em seu braço, adornadas pelas gotas de sangue que caíam. Ricardo ajoelhou-se e, de repente, deu uma mordida ali. A força não era grande, mas ele começou a lamber de forma desordenada, deixando Jasmine exausta com o suplício.
Instintivamente, ela tentou afastar a mão e, quase por reflexo, afagou a cabeça dele. Seus movimentos foram tão naturais e habilidosos, como se aquilo já tivesse acontecido inúmeras vezes. No instante em que terminou o afago, ambos congelaram.
O coração de Jasmine deu um solavanco. "Céus, como ousei acariciá-lo como se fosse um cachorrinho?". Aquele era Ricardo Holanda. A textura do cabelo preto sob sua palma não era tão rígida quanto imaginara. Jasmine tentou recolher a mão, mas foi segurada com firmeza. Ricardo ergueu a cabeça lentamente, e o desejo de posse em seu olhar explodiu instantaneamente.
— É você! — Ele perdeu completamente o juízo.
Em meio aos gritos de susto de Jasmine, ele a carregou para dentro do escritório. Roupas cobriram as garrafas de vinho espalhadas, impregnando-se com o aroma úmido do álcool. Jasmine foi atormentada a noite inteira, sentindo-se incapaz de suportar. Embora, para ser justa, o físico e o rosto de Ricardo fossem de primeira classe, a personalidade dele era péssima.
PUBLICIDADE
Ela não ousava imaginar quão furioso ele ficaria ao acordar e descobrir o que acontecera. Ele era o tipo de homem que desprezava até o cobertor que ela usava e que a proibira de vestir verde por puro asco. Se soubesse que haviam tido relações novamente, não se sabia do que ele seria capaz. Comparado a Isabella, a pessoa que Jasmine realmente temia sempre fora Ricardo.
Com o corpo mole, ela reuniu forças para se levantar do sofá. Felizmente, Ricardo apagara completamente. Ela soltou um suspiro de alívio. Enquanto ele ainda tinha um pouco de consciência, ele a segurava sem soltar; felizmente, após o desmaio alcoólico, ele caíra em um sono profundo. Parecia que ele realmente não tolerava bem o álcool, e ela não entendia por que ele insistia em beber tanto.
Jasmine sentia-se grata por ele não aguentar a bebida. Pelas experiências anteriores, parecia que Ricardo sofria uma mudança radical de personalidade após beber e depois tinha um "apagão", esquecendo-se de tudo. Se ela arrumasse a bagunça do escritório, talvez conseguisse ocultar o ocorrido.
Ela forçou-se a levantar para limpar o local. Já tendo certa experiência, foi rápida na tarefa. No entanto, ao se preparar para sair, a barra de sua roupa foi segurada. Ricardo acordara, em um estado de semiconsciência. Seu corpo esguio estava afundado no sofá, e seus olhos baixos demonstravam algo quase humilde e suplicante.
Era a primeira vez que Jasmine via Ricardo com uma expressão tão vulnerável. Ela tentou soltar a mão dele por instinto, mas ouviu um pedido acompanhado de um tom de choro:
— Não vá.
— Não morra.
— Por favor.
Jasmine ficou estática. Ao olhar para trás, percebeu que Ricardo já havia caído novamente em um sono pesado, como se tudo o que acabara de ouvir fosse apenas uma ilusão. Esqueça, talvez ela tivesse ouvido errado. Como um homem tão soberano quanto Ricardo Holanda poderia implorar a alguém?
Ela correu para o quarto para tomar um banho. Depois, ficou olhando para a pulseira de pérolas em seu pulso, meio perdida em pensamentos. Como é que ela acabara trazendo a pulseira consigo também?
PUBLICIDADE
você pode gostar
-
TerminadoCapítulo 11
MENINA DÁ METADE DO LANCHE A UM MENINO SEM-TETO... 25 ANOS DEPOIS, ELE VOLTA MILIONÁRIO
Aos nove anos, Gabriel Costa vivia nas ruas de São Paulo e esperava todos os dias diante do portão de uma escola particular. Foi ali que conheceu Valentina Almeida, uma menina rica que passou a dividir escondida metade do próprio almoço com ele. Quando Gabriel foi adotado por uma família de Curitiba, fez uma promessa antes de partir: "Quando eu crescer… eu volto para te buscar." Vinte e cinco anos depois, Valentina enfrenta a doença do pai, a falência do Grupo Almeida e um noivado que esconde interesses perigosos. É então que Gabriel retorna a São Paulo — não mais como o menino faminto do portão, mas como um empresário cuja fortuna ultrapassa R$ 950 milhões.Moderno13.8 mil palavras5 180 -
TerminadoCapítulo 11
MILIONÁRIO CHEGA MAIS CEDO À CASA DE CAMPO... E QUASE DESMAIA COM O QUE VÊ
Milionário chega mais cedo à casa de Campo e quase desmaia com o que vê. Alejandro para no jardim sem acreditar. Léo, seu filho, ri alto nos braços de Helena, a faxineira. O menino que diziam ser incapaz de sentir emoção, agora gargalha como nunca. Pela manhã, Carla insistiu em aumentar os sedativos, dizendo que Léo era um caso perdido. Mas ali, diante dos olhos do pai, a verdade aparece. Não era doença, era medo. Helena tenta soltá-lo, assustada, mas Léo se agarra a ela como proteção. Quando o carro de Carla surge na entrada, o sorriso some, o corpo do menino trava. Alejandro entende tudo naquele instante. Ele manda Helena agir normalmente e decide observar em silêncio. Aquela risada muda tudo. Naquela noite, ele jura proteger o filho, descobrir quem mentiu e acabar com o terror escondido dentro da própria casa. A guerra começa ali, no quintal, com um riso que salvou uma vida.Moderno13.7 mil palavras5 123 -
TerminadoCapítulo 12
Eles Pensavam Que Eu Era Uma Boneca Frágil… Até Ouvirem o Som do Gatilho
Na alta sociedade de São Paulo, Christian von Stock e Victória de Medeiros pareciam o casal perfeito: ele, um titã corporativo brilhante e irretocável; ela, uma herdeira gélida e deslumbrante. Mas o conto de fadas durou apenas até o momento em que a porta da imponente mansão se fechou. No segundo em que o último flash da imprensa sumiu, Christian revelou ser o seu pior pesadelo. Dono de uma mente brilhante e sádica, ele confiscou o passaporte, o celular e as contas de Victória, transformando-a em uma prisioneira na própria casa. Para garantir a obediência absoluta, ele escolheu a única fraqueza dela: Camila, sua irmã caçula com síndrome de down, agora vigiada de perto como refém. Aos olhos do mundo, eles eram a imagem da felicidade conjugal, com sorrisos ensaiados e jantares de gala. Entre quatro paredes, era uma guerra psicológica diária onde a respiração de Victória era controlada e a liberdade, uma lembrança distante. Christian acreditava ter quebrado o espírito de sua esposa, transformando-a em uma boneca dócil. O que ele não sabia era que, sob a pele da mulher acuada, Victória contava cada segundo, memorizava cada código de segurança e aguardava pacientemente o momento certo. Ela fingiu submissão. Ela jogou o jogo dele. E, quando o monstro finalmente cometeu o erro de subestimá-la, a frágil esposa sumiu. No lugar dela, emergiu a lâmina afiada pronta para destruir o império dele de dentro para fora. Uma mente brilhante, uma gaiola de ouro e um jogo de gato e rato onde a única regra é sobreviver para ver quem quebra primeiro.Outras|Aventura|Moderno15.3 mil palavras5 148 -
TerminadoCapítulo 10
Minha Mãe Deixou Minha Esposa Desmaiada no Chão
Arthur voltou de viagem dois dias antes e encontrou a mesa cheia, o filho de oito dias chorando e Elena desacordada no tapete. A mãe dele continuava cortando o jantar. Se você encontrasse sua esposa nessa situação e descobrisse que alguém da sua própria família havia falsificado sua assinatura, qual seria sua primeira atitude? Leia até o fimModerno10.3 mil palavras5 130 -
TerminadoCapítulo 11
Mostraram Suas Verdadeiras Faces… Sem Saber Que Eu Fingia Estar Paralisada
Fingi Estar Paralisada Por 10 Dias… Meus Filhos Disputaram Minha Fortuna, Mas A “Intrusa” Ficou... Aos 66 anos, Beatriz Montenegro Sampaio construiu um dos maiores impérios imobiliários de São Paulo. Rica, poderosa e acostumada a controlar tudo, ela acreditava conhecer os próprios filhos. Até ser envenenada durante sua festa de aniversário. Ao descobrir que sobreviveria sem sequelas permanentes, Beatriz toma uma decisão perigosa: fingir que ficou paralisada e sem conseguir falar para descobrir quem permaneceria ao seu lado quando ela não pudesse mais oferecer poder, dinheiro ou proteção.Moderno15.1 mil palavras5 352 -
TerminadoCapítulo 11
“Ela Não É Minha Filha”… Até o DNA Revelar Um Segredo Pior
No aniversário da pequena Sofia, Isabela presencia uma cena que muda para sempre sua relação com a poderosa família Montenegro. Mas o golpe mais cruel vem do próprio marido, Alexandre, que olha para a menina e declara diante de todos: "Ela não é minha filha." Isabela, porém, já conhece a verdade. Um exame de DNA confirma que Sofia é filha biológica de Alexandre com 99,9998% de probabilidade. Só que existe uma segunda página no resultado — e ela revela algo ainda mais devastador... Até onde sua própria mãe foi capaz de ir para proteger os segredos da família Montenegro?Moderno13.4 mil palavras5 287 -
TerminadoCapítulo 11
O Chefe da Máfia Mais Temido Viu Minhas Mãos Tremendo… E Fez Uma Única Pergunta
Isabela Oliveira Martins só queria sobreviver a mais um turno em um restaurante sofisticado nos Jardins, em São Paulo. Mas, ao servir a mesa 17, suas mãos começaram a tremer diante do homem que todos no salão pareciam temer: Dante Vasconcelos Montenegro, um poderoso e misterioso chefe da máfia. Quando Dante percebe as marcas no pulso da garçonete, segura sua mão e pergunta baixinho: "Quem fez isso com você?" Isabela não consegue responder. Porque o homem de quem está fugindo é Marcelo Ferraz, seu ex-namorado controlador, alguém que parece sempre saber onde ela está. O que Isabela ainda não sabe é que seu encontro com Dante está longe de ser uma coincidência do destino. Uma investigação começa a revelar que Marcelo se aproximou dela por causa de Antônio, seu pai, morto quinze anos antes em circunstâncias nunca esclarecidas. E quanto mais Isabela procura respostas, mais descobre que os Ferraz e os Montenegro escondem um passado construído sobre dinheiro, traições e silêncio. Até Dante guarda um segredo sobre a noite em que Antônio morreu. Agora, Isabela terá que descobrir em quem pode confiar — sem permitir que outro homem decida seu destino. Porque talvez seu pai não tenha morrido apenas por descobrir um crime.Bilionário|Máfia|Moderno14.3 mil palavras5 4105 -
TerminadoCapítulo 10
Três Dias Após o Funeral, Ouvi Meu Marido Planejar Minha Herança
Três dias depois de enterrar a mãe, Eliza ouviu o marido dizer ao telefone: “Assim que eu acessar as contas, a gente venceu.” Ela não desceu a escada nem exigiu explicações. Apertou o botão de gravar. Na manhã seguinte, o último vídeo de Margaret revelou que Garrett pesquisava a herança antes mesmo do casamento — e que Sienna, irmã de Eliza, havia aberto a primeira porta.Moderno9.7 mil palavras5 197 -
TerminadoCapítulo 10
A Menina Que Entrou Molhada no Baile
Com fome e encharcada, Lívia, de nove anos, entra escondida no baile beneficente do Hotel Imperial procurando a mãe. Helena Albuquerque, viúva de uma das famílias mais ricas de São Paulo, joga água no rosto da menina e a acusa de roubo. Quando Lívia cai, um colar de safira se solta de seu pescoço. Dentro da pedra existe uma fotografia que Helena não vê há vinte anos — e a prova de que a criança humilhada diante da elite é a neta que ela nunca soube que tinha.Moderno10.0 mil palavras5 110 -
TerminadoCapítulo 10
A Menina Deu Seu Último Remédio ao Temido Homem
Uma reação alérgica derruba Adrian Moretti dentro da própria mansão. Ellie Carter, filha de uma funcionária e portadora de alergia severa, usa nele seu último autoinjetor de epinefrina. Quando Adrian voltou a respirar, descobriu que aquela era a última dose dela. Minutos depois, a menina disse algo ainda mais impossível: viu um velho colocar “lágrimas azuis” no vinho. O que começou com uma injeção levou a uma chave costurada dentro de um coelho, ao assassinato encoberto de David e à filha que Adrian acreditava ter enterrado.Moderno|Romance10.1 mil palavras5 127