"O Erro do Magnata: Uma Noite para Sempre" Capítulo 5: Gravidez?
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Ela fugiu sem saber por quanto tempo. Dentro de um táxi, Jasmine vagava pela cidade, sentindo-se perdida. Não sabia para onde ir.
Voltar para casa? Para qual casa? Seu noivo apenas a entregaria novamente para outra pessoa, e Isabella a questionaria por ter voltado tão cedo. Se voltasse agora, as consequências seriam previsíveis: por medo de ofender Vitor, sua família provavelmente a enviaria de volta para ele mais uma vez.
Naquela noite, ela não teve coragem de retornar. Alugou um quarto em uma pequena e simples pousada para passar a noite, esperando escapar desse pesadelo.
A noite era de chuva e a capital estava agitada sob as sombras. Envolvendo a figura mais poderosa do mundo dos negócios, diversos lugares da cidade foram revirados em uma busca frenética. Inúmeras pessoas se produziam impecavelmente, tentando encontros casuais com a esperança de se tornarem substitutas da mulher dos sonhos do Sr. Holanda.
Mas tudo o que acontecia no centro da capital não chegava àquela pequena pousada em um subúrbio distante. Eram mundos opostos que não se cruzavam.
Após uma noite de sobressaltos, Jasmine finalmente relaxou um pouco ao meio-dia do dia seguinte. Sua família não ligou uma única vez; pelo visto, Ricardo não sabia sua identidade e não havia procurado os Almeida ou os Diego.
Ela sentiu um alívio súbito. Talvez tivesse exagerado na preocupação e a pessoa que Ricardo procurava nem fosse ela. Caso contrário, com o poder que ele tinha, não seria difícil descobrir quem estava no hotel naquela noite. A menos que ele não desse a mínima para o que aconteceu.
Diziam que o Sr. Holanda procurava por sua "mulher dos sonhos". Teria ele mobilizado tanta gente apenas por tê-la visto de relance? De qualquer forma, nada disso importava agora. O assunto com Vitor parecia ter acabado, ela finalmente estava fora de perigo e podia voltar para casa normalmente.
Ao cruzar a porta de casa, foi recebida pela Sra. Almeida, que trazia uma tigela de água com açúcar mascavo.
— Jasmine, você se esforçou muito ontem à noite.
A mão delicada e bem cuidada da Sra. Almeida segurou suavemente a mão de Jasmine, convidando-a a se sentar.
— Beba um pouco para aquecer o corpo.
Aquele gesto de carinho, há tanto tempo ausente, fez os olhos de Jasmine arderem. Ela segurou a tigela, com a garganta apertada e os lábios comprimidos. Em suas lembranças de infância, a Sra. Almeida ocasionalmente era gentil, como quando ela tirava o primeiro lugar na escola e recebia essa mesma bebida.
Embora a Sra. Almeida não fosse sua mãe biológica, era a mãe em quem ela confiara desde pequena. Seria esse o fim de todo o sofrimento? Por ter ido ver Vitor no lugar de Isabella, seus pais pareciam menos ressentidos. Talvez agora pudessem tratá-la melhor. Haveria a possibilidade de voltarem a vê-la como filha?
Com esse pensamento, a dor em seu corpo e em seu coração pareceu diminuir. Afinal, ela era apenas uma recém-formada que desejava um lar seguro e estável. Se a família pudesse aceitá-la novamente, talvez ela pudesse encontrar uma chance de pedir para não se casar com Diego.
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Jasmine ergueu os olhos, olhando para a Sra. Almeida com hesitação e esperança, encontrando aquela doçura de outrora. No entanto, no segundo seguinte, esse olhar gentil voltou-se para Isabella.
A Sra. Almeida franziu a testa profundamente, segurando a mão de Isabella com uma preocupação exagerada.
— Ai, meu Deus! Como você queimou a mão desse jeito? Está tudo vermelho!
— Foi o que eu achei que deveria fazer pela minha irmã — disse Isabella, olhando para Jasmine com uma expressão de sacrifício e resiliência.
A Sra. Almeida correu para pegar a caixa de primeiros socorros, incapaz de dar bronca na filha biológica. Ao se virar para Jasmine, seu olhar estava carregado de censura.
— Sua irmã preparou essa bebida pessoalmente para você, veja só como ela se queimou por causa disso. Beba logo, não desperdice o esforço dela. Jasmine, você precisa se lembrar da bondade da sua irmã e tratá-la bem de agora em diante, sem mais birras.
Ela continuou resmungando e, após aquele olhar de desaprovação, não olhou mais para Jasmine, concentrando-se totalmente em cuidar do ferimento de Isabella.
Jasmine ficou sentada à mesa, paralisada. Olhando para a tigela de água com açúcar, ela não conseguia mais beber uma gota sequer. Então, nem mesmo a bebida tinha sido feita pela mãe? Ela não sabia o que sentir, até ouvir a próxima frase da Sra. Almeida:
— Depois de beber, volte com o Diego. Diego, venha logo para baixo!
Jasmine apertou as mãos com força ao ver Diego descendo do segundo andar, olhando para ela com uma cortesia artificial.
— Jasmine, vamos para casa. Pare de criancice. Suba e escolha um vestido para me acompanhar ao banquete do Diretor Nian.
Diego era considerado um homem atraente entre os herdeiros do círculo social. Mas, comparado a Ricardo Holanda, ele perdia em absolutamente todos os aspectos.
Jasmine permaneceu imóvel. Ela queria dizer que não queria ir ao banquete. Queria dizer que Diego era perverso e pretendia vendê-la. Mas os três pares de olhos à sua volta a encaravam fixamente. Suas pupilas escuras pareciam abismos, como tigres prontos para devorar sua presa. Não havia compaixão, não havia interesse em saber se ela fora ferida por Vitor. Todos olhavam para ela, mas ninguém parecia se importar com ela.
A pequena centelha de calor que sentira foi arrancada brutalmente, deixando um silêncio mortal em seu peito. Ela se levantou e balançou a cabeça.
— Marquei de ver uma amiga, não vou agora.
— Amiga? — Diego bloqueou o caminho dela imediatamente, agarrando seu pulso com força. — Pare de bobagem, sua amiga não tem tempo para você agora.
O tom era suave, mas a ação era agressiva e dominante. Jasmine não conseguia se soltar. Ao lado, a Sra. Almeida não fez menção de intervir, enquanto Isabella sorria vitoriosa por trás das mãos.
Jasmine baixou o olhar e disse em voz baixa:
— Alguém da família Holanda me chamou.
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Ao mencionar esse sobrenome, a sala mergulhou em um silêncio absoluto. O sorriso de Isabella congelou. Ela sentiu inveja ao pensar que Jasmine realmente conseguira fisgar Vitor, mas logo começou a rir internamente. Vitor não era alguém em quem se pudesse confiar; Jasmine provavelmente estava apenas sendo chamada para ser usada novamente, sem nenhum benefício ou status. "Quem sabe quantos dias ela vai levar para conseguir andar desta vez", pensou.
A Sra. Almeida e Diego ficaram sem palavras por um momento. Jasmine olhou para Diego e perguntou calmamente, com sua habitual obediência:
— Eu posso ir?
Diego ousaria recusar um pedido dos Holanda? Jasmine percebeu que precisava encontrar uma maneira de sair daquela situação, caso contrário, seria vendida indefinidamente.
Um lampejo de irritação passou pelos olhos de Diego. Antes, Vitor havia pedido especificamente por Isabella e não conhecia Jasmine, por isso ele ousara enviá-la para outra pessoa. Mas agora que Vitor a conhecia e a chamava nominalmente, ele não arriscaria a própria vida impedindo-a.
"Tanto faz", pensou ele, "ela é minha noiva e não tem para onde fugir. Os Almeida dependem de nós, ela estará sob meu controle mais cedo ou mais tarde. Quando Vitor se cansar dela, que proteção ela terá?"
— Vá — disse ele, soltando o pulso dela e observando com ganância a silhueta curvilínea de Jasmine. Com aquele corpo, ela nascera para ser desejada; não era de se admirar que Vitor estivesse tão impaciente. — Volte cedo.
Jasmine sentiu um peso sair de seus ombros. Ela fugiu para a casa de sua melhor amiga, Mariana, onde ficou por vários dias.
Os negócios da família de Mariana não chegavam nem perto dos Almeida. A mãe dela falecera cedo e o pai se casara novamente, tendo um filho. Mariana fora casada às pressas com um herdeiro inútil e levava uma vida infeliz. Antigamente, quando Jasmine era a verdadeira herdeira, muitos queriam sua amizade. Depois que sua identidade foi revelada, mais pessoas a procuravam, mas com segundas intenções. Apenas Mariana continuava a mesma. Ela era a única pessoa próxima de Jasmine agora.
Jasmine não contou a Mariana sobre as humilhações recentes; apenas ficou ali para fazer companhia à amiga solitária. Durante esses dias, Diego foi procurá-la uma vez e ligava várias vezes ao dia insistindo para que ela voltasse. Mas, como aquela não era a casa dela e Diego prezava muito pela sua imagem, ele não ousou levá-la à força.
Jasmine teve alguns dias de paz rara. Hoje, ela acordou cedo. Mariana saiu do banheiro segurando um teste de gravidez, soltando um suspiro de alívio profundo.
— O que foi? — perguntou Jasmine.
— Que sorte, eu não estou grávida!
Mariana não queria de jeito nenhum ter um filho daquele marido imprestável; seu único desejo era esperar que ele se cansasse dela para pedir o divórcio. Como não podia evitar as relações, estava radiante com o resultado.
— Que susto. Da última vez que ele voltou, eu esqueci de tomar o remédio uma vez. Que sorte que não aconteceu nada.
Ao ouvir isso, Jasmine estacou. Um suor frio começou a escorrer por seu corpo.
— Tem que tomar remédio toda vez?
Ela havia comprado o remédio no caminho para casa ao sair do hotel, mas... será que já era tarde demais?
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