"A Sobrevivente Imortal: Jogando no Modo Deus" Capítulo 6: Fingindo ser "Novata" para Explodir a Abominação?
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Capítulo 6: Fingindo ser uma Novata para Explodir Entidades?
E foi a mais tediosa de todas.
No momento crucial, o pergaminho que Alice vira em sua
Precognição
materializou-se diante de seus olhos. A Regra 4 estava realmente ali. Se essa regra permanecesse incompleta, eles jamais teriam a chance de sair.
Alice arregalou os olhos e esticou o braço desesperadamente para agarrar o pergaminho. Apesar da distância parecer de apenas alguns centímetros, sua mão não conseguia alcançá-lo.
— Não brinca comigo! Eu admito que errei, tá legal? — ela rosnou entre dentes.
Para conseguir a regra, ela não via problema em ceder por um momento. Enquanto ela lutava lá dentro, os que ficaram do lado de fora estavam com o coração na mão.
PAFT!
Sem que ninguém o tocasse, o livro negro caiu no chão. As páginas se fecharam sozinhas e um silêncio sepulcral dominou a biblioteca. Os três jogadores encaravam o livro caído, mas nenhum deles tinha a menor intenção de pegá-lo. A convicção era unânime: quem tocar, morre.
As consequências de quebrar as regras eram simples assim: ser devorado sem deixar rastro ou chance de luta. Esse era o princípio fundamental do jogo. Nele, a morte era sempre fulminante.
O tempo passava e eles não tinham luxo de imaginar se seriam os próximos; restava apenas continuar a busca pela saída da Regra 4, tratando-a como a única rota de sobrevivência.
Muitos minutos depois, uma risada diabólica ecoou de dentro do livro negro: — Hahahahahahaha!
A atenção do grupo foi desviada instantaneamente. Leo e Júlia caminharam das profundezas das estantes até o centro do saguão.
— O que está acontecendo?
— O som parece vir dali — disse Júlia, apontando com o dedo trêmulo para o livro.
Leo engoliu em seco, aterrorizado. — Não pode ser... algo vai sair de lá de novo.
Acabaram de eliminar o Faxineiro; que tipo de abominação apareceria agora? Antes que pudessem raciocinar, a voz entusiasmada de Helena veio de trás deles:
— Achei! Eu achei a saída!
Helena veio correndo e agarrou o braço de Júlia, radiante. — Eu encontrei a saída. Escutem!
Júlia franziu o rosto e fechou os olhos com força, lembrando-se da Regra 2. Percebendo o perigo iminente, Helena tentou convencê-los: — Vamos logo, antes que o que quer que esteja aí dentro saia!
— Não podemos. A Regra 4 está incompleta, a saída pode não ser real.
E se aquela saída fosse um caminho sem volta para a morte? O único pensamento de Júlia era encontrar o restante da Regra 4. Ela ajudara na busca apenas para provar que não era um peso morto, pois sabia que, no jogo, veteranos costumavam descartar quem não servia para nada.
Ao ouvir isso, a vontade de Leo de partir vacilou. — Vá você primeiro, eu vou daqui a pouco — disse ele rapidamente.
As entidades eram velozes demais. Ele temia ser pego pelo que estava no livro antes de alcançar a porta. Era melhor seguir a Regra 2: esperar a entidade desaparecer para só então fugir.
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VUUUSH!
O livro negro se abriu violentamente. Desta vez, os tentáculos não surgiram. Em vez disso, uma mão coberta por um líquido escarlate emergiu, cravando os dedos nas bordas da capa. O braço estava repleto de queimaduras corrosivas e marcas de mordidas. Logo em seguida, uma cabeça "rastejou" para fora das páginas, com os cabelos grudados por sangue e sujeira.
Um medo avassalador tomou conta do ambiente. Helena olhou para os dois "certinhos" que seguiam a Regra 2 e depois para a coisa que terminava de sair do livro.
— Façam o que quiserem. Vou morrer de qualquer jeito mesmo.
Talvez a saída fosse a única vida. Helena não quis mais saber deles e dobrou o corredor de uma estante; a saída estava logo ali. Já fizera sua parte avisando-os.
Assim que Helena entrou, os dois que sobraram contaram até dez e abriram os olhos cautelosamente. O que viram foi Alice caída ao chão. Suas roupas estavam em frangalhos, sua pele coberta por estranhas runas negras e sua face estava pálida como papel. Estranhamente, seus lábios estavam de um vermelho vivo e ela ofegava pesadamente. A cada respiração, pequenas bolhas de sangue surgiam em sua boca.
Em sua mão direita, ela apertava com força um pergaminho.
Os dois sentiram um misto de choque e alegria, e o instinto foi de correr para ajudá-la. Contudo, pararam no meio do caminho, recuando vários passos por puro medo.
— Ela é humana ou... uma entidade?
— E eu vou saber?
— Por que você não vai lá testar?
— Por que eu?
— Porque a ideia foi sua!
Leo ficou sem palavras. Quem disse que quem sugere tem que se sacrificar? Ele discordava totalmente. Enquanto pensava, sentiu um empurrão nas costas e, por inércia, tropeçou até parar diante de Alice.
— Você não tem honra! — protestou Leo para trás.
— Neste jogo, honra não existe. O importante é sobreviver — pensou Júlia.
Sem saída, Leo tomou coragem e perguntou: — Você... é humana ou entidade?
Júlia balançou a cabeça, descrente. — Alguma entidade diria que é entidade?
Era ridículo. Se monstros fossem honestos, não haveria casos de criaturas se infiltrando entre jogadores. Alice levantou-se em silêncio e cheirou o sangue em suas roupas, fazendo uma careta de desgosto.
— Você já viu alguma entidade encontrar regras? — ela respondeu com outra pergunta.
O tom debochado e despreocupado... era a Alice de sempre.
— Você achou a Regra 4? — Leo avançou animado, quase colando em Alice, sem qualquer sinal do medo de segundos atrás.
Alice assentiu e balançou o papel no ar como prova. A velocidade com que esses dois mudavam de atitude era impressionante. Júlia aproximou-se rapidamente; a Regra 4 estava escondida dentro da Regra 3. Que armadilha traiçoeira. O sistema colocara a saída no lugar mais perigoso para garantir que ninguém a achasse. Olhando para o estado de Alice, o mundo dentro do livro não deve ter sido nada agradável.
— Pode aparecer agora — gritou Alice para a biblioteca vazia, antes de mostrar o conteúdo do papel. Regras eram mais divertidas quando lidas em conjunto. Faltando um, perdia-se o elemento surpresa.
— Quem deve aparecer? — perguntou Leo, confuso.
Júlia estacou, compreendendo subitamente a quem ela se referia. — O sexto jogador que desapareceu.
A essa altura, Júlia percebera que todas as ações suicidas de Alice foram testes calculados. Desde atrair o Faxineiro até ser engolida pelo livro para achar a regra, tudo parecia planejado. Aquilo não era o comportamento de uma
Novata
.
Será que ela estava fingindo ser iniciante apenas para explodir o cenário? Júlia lançou um olhar enviesado para Alice.
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