"A Sobrevivente Imortal: Jogando no Modo Deus" Capítulo 3: Provocando a Criatura
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As luzes da biblioteca piscavam freneticamente, e um som de algo sendo arrastado ecoava entre as estantes.
— Finalmente ele chegou — sussurrou Alice, com os olhos brilhando de antecipação enquanto encarava a escuridão profunda entre os corredores.
Os outros jogadores, tomados pelo pavor, correram em busca de esconderijos. Apenas ela permaneceu imóvel, como se esperasse pelo início de um espetáculo há muito aguardado. Em um estalo, a luz falhou de vez, mergulhando a biblioteca em uma escuridão absoluta e infinita.
Qual seria a consequência de quebrar as regras? Punição? Ou a completa aniquilação?
Eles prendiam a respiração por Alice, acreditando que ela seria o próximo cordeiro sacrificado após a morte do homem robusto. Passos desorientados cercavam o grupo, acompanhados por rosnados roucos que pareciam vir de todos os lados.
— Não se escondam... eu já achei vocês... hehehe...
Ao ouvirem aquela risada sinistra, Leo, Helena e Júlia sentiram um calafrio percorrer a espinha.
Não venha atrás de nós! Não fomos nós que fizemos barulho! Vá atrás de quem causou a bagunça!
, imploravam em silêncio.
A tensão durou menos de dois minutos. Quando a luz retornou fracamente, uma silhueta surgiu ao lado da Terceira Estante. Era uma criatura humanoide vestindo um uniforme cinza puído, segurando uma vassoura enferrujada. No lugar onde deveria haver um rosto, havia apenas uma massa de carne pulsante coberta por dezenas de globos oculares de tamanhos variados, que giravam freneticamente até travarem em Alice.
— Ruído... eliminar... — a voz saiu como bolhas estourando em um líquido viscoso.
A vassoura arrastava-se pelo chão com um som estridente, deixando um rastro negro e pegajoso que exalava o odor insuportável de carne podre. Helena sentiu o estômago revirar e começou a ter ânsia de vômito. Era asqueroso demais.
Alice, porém, sorria. No momento em que batera na mesa, uma visão aterradora do futuro a invadira: ela vira a vassoura atingir sua cabeça e liberar milhares de fios metálicos enferrujados, como vermes famintos, perfurando seu crânio, olhos e boca, dissolvendo seu corpo em uma polpa escura em questão de segundos. Em seguida, a criatura estenderia uma língua roxa e espinhosa para lamber cada gota do chão, deixando-o impecável.
— Então "limpar" não significa varrer, significa digerir! — murmurou Alice para si mesma.
— Por que ela não corre? — perguntou Júlia, trêmula.
— Por que você não vai lá perguntar? — retrucou Leo, sarcástico.
— Não sou burra. Ir lá agora é pedir para morrer.
Alice deu um passo à frente, desafiadora: — Venha me pegar! Não era você que queria limpar o barulho?
— Acho que ela viveu demais e está procurando adrenalina — comentou Leo, chocado com o que parecia ser um comportamento suicida. Ele nunca vira uma garota tão audaciosa a ponto de provocar uma entidade daquelas.
Alice não apenas ficou parada; achando a criatura lenta demais, ela correu em direção ao perigo. No último segundo antes do golpe da vassoura cair, ela esquivou-se com uma agilidade perfeita.
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— Acho que você não leva jeito para ser faxineiro. Por que não se aposenta? — Alice zombou, passando por ele e contornando suas costas.
— Louca... ela é completamente louca — disse Helena, recomposta do vômito. Nunca vira um jogador rir de um monstro e sugerir que ele se aposentasse.
Aproveitando que a criatura estava distraída com Alice, os outros três começaram a buscar a saída mencionada na Regra 4. Mesmo quando faziam pequenos ruídos, o "Faxineiro" não mudava o alvo. Leo notou, pela primeira vez, uma "fidelidade" bizarra em um monstro: ele só tinha olhos para Alice.
BUM!
Alice chutou uma estante baixa, derrubando dezenas de livros pelo chão. O Faxineiro soltou um urro de fúria e acelerou, determinado a eliminá-la. Por onde a vassoura passava, a madeira apodrecia e os livros viravam cinzas instantaneamente. Alice notou que certas áreas, especialmente ao redor da Terceira Estante, pareciam imunes a esse efeito de decomposição.
Cinco minutos depois, em um canto fora da visão dos outros, ela parou subitamente. A vassoura desceu impiedosamente, atravessando o corpo de Alice de cima a baixo antes de atingir o solo. A criatura sacudiu o corpo em uma espécie de celebração macabra.
— Você achou que isso bastaria para me matar? Que pena, vou ter que te decepcionar.
O corpo de Alice, que fora dividido ao meio, começou a se fundir novamente. Ao se tornar inteira de novo, ela exibiu um sorriso de admiração. O poder daquela vassoura era incrível; se pudesse tomá-la para si, seria perfeito.
Todos os olhos no rosto do Faxineiro se arregalaram. Ele não conseguia processar o que via: ela estava ilesa! Inconformado, ele a golpeou de novo, e de novo. O ciclo se repetiu seis vezes até que a criatura entrou em colapso nervoso, soltando urros de frustração.
Alice estendeu a mão e cutucou um dos olhos da criatura. O globo ocular se retraiu para dentro da carne antes de saltar para fora, furioso.
— Agora que já brincamos, é a minha vez.
O Faxineiro pareceu estático.
Brincamos?
Alice virou as costas e caminhou calmamente em direção à Terceira Estante. O monstro soltou um rugido que fez toda a biblioteca tremer, mas, apesar do ódio, ele não a seguiu além daquele ponto.
Alice olhou por cima do ombro, provocando: — Entre aqui. Venha me pegar! Você não estava bravo comigo? Por que parou aí fora?
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