"Destino Trocado: O CEO e a Garota Misteriosa" Capítulo 41: O Filho
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Graças aos esforços incansáveis de Léo, a porta finalmente se abriu.
O rubor no rosto de Alice ainda não tinha desaparecido, e seus olhos carregavam vestígios de uma paixão não dissipada. Suas roupas estavam um pouco desalinhadas, revelando metade da clavícula, o que fez Léo congelar no lugar por um instante.
Alice segurava a porta, puxando a gola da blusa de volta para o lugar. O olhar que ela lançou a ele estava carregado de uma aura assassina.
— É bom que você tenha um motivo muito sério.
— Eu...
Léo olhou para Alice, com os olhos oscilando. — Cristal, eu nunca soube que você era tão... bonita.
Alice: “...”
PÁ—
De repente, um barulho veio de dentro da casa, interrompendo os pensamentos de Léo. Ele tentou olhar por cima do ombro de Alice.
— O que foi isso? Ouvi um barulho aí dentro.
Alice, sem mudar a expressão, puxou a porta para mais perto, bloqueando a visão de Léo com o próprio corpo. — Nada demais. Você sabe, a casa é pobre, deve ser algum rato ou algo assim.
Léo exclamou: — Meu Deus, um rato! Cristal, como uma garota tão frágil como você pode morar num lugar desses? Ouça o que eu digo, mude-se logo daqui.
Onde será que a assassina mais famosa do mundo é "frágil"?
Alice tocou o canto da boca que ainda ardia um pouco, sem paciência para atuar com ele.
— É mesmo? Vou considerar. Mais alguma coisa? Se não, eu vou tirar minha soneca da tarde.
Léo segurou a porta que ela tentava fechar. — Cristal, ouvi dizer que você deu à luz. Vim especialmente para te ver.
Uma coisa tão privada... quem será que andou espalhando?
— Dei, sim. Um garotão rechonchudo. Mãe e filho passam bem. Agora estou no resguardo e preciso muito dormir. Se não for nada urgente, vou deitar.
Léo segurou a porta novamente. — Cristal, eu sei que o Diogo partiu seu coração. Comparado a ele, eu realmente tenho muitas falhas, mas se você permitir, estou disposto a substituí-lo e cuidar de vocês dois.
PÁ—
Outro barulho veio de dentro do quarto.
Alice massageou as têmporas, sentindo o começo de uma dor de cabeça. — Entendi. Vou considerar. Vá para casa e espere minha resposta.
— Cristal... — Léo bloqueou a porta pela enésima vez. — Você não vai me convidar para entrar? Eu ainda não vi o bebê que acabou de nascer.
Não havia bebê nenhum naquela casa, apenas um "amante" escondido e um cachorro dormindo profundamente.
Alice forçou um sorriso: — Outro dia, sim? Hoje realmente não é conveniente.
— Que tal você vir amanhã?
— Cristal...
O rapaz de cabelos brancos ficou parado, olhando para ela fixamente.
Alice perdeu a paciência de vez: — Já disse que não é conveniente! Você não entende a língua dos humanos? Sabe o que "não é conveniente" significa?
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O corpo do rapaz na porta começou a ficar rígido, mas seus olhos continuavam fixos em Alice, repetindo mecanicamente: — Cristal, você não vai me convidar para entrar? Eu ainda não vi o bebê que acabou de nascer.
Lá vem...
O sistema deu pau de novo.
Alice desistiu de resistir, soltou o batente da porta e deu passagem para ele entrar. Ela apontou para o Brutamontes, que estava encolhido num canto dormindo: — Vem, você não queria ver? Aí está o filho que eu carreguei por dez meses.
Léo entrou. Seguindo a direção do dedo dela, ele viu o Brutamontes no canto. Por um instante, a expressão em seu rosto se contorceu de forma bizarra; após a distorção, parece que um novo comando foi inserido em seu sistema, e ele começou a sorrir lentamente.
— Cristal, este é o seu filho com ele?
Alice olhou para o rosto dele (que parecia normal agora) e depois para o Brutamontes, que abrira os olhos e os observava. Ela hesitou: — Pode-se dizer que... sim.
Léo agachou-se diante do cachorro e colocou a mão em sua testa.
— Veja, os olhos dele são iguais aos seus. As sobrancelhas também. Dá para ver de longe que é seu filho.
Alice encarou os olhos redondos do cachorro, sem entender o que os olhos dela tinham a ver com olhos de um husky.
Ela se aproximou e agachou-se ao lado de Léo: — Você não acha que tem algo de... errado com essa criança?
Léo segurou a mão dela. — Cristal, não se preocupe. Contanto que você aceite ficar comigo, mesmo que este seja o filho dele, estou disposto a tratá-lo como se fosse meu próprio filho de sangue.
Alice: “...”
PÁ—
Outro barulho veio do quartinho de bagunça.
Alice soltou uma tosse pesada e puxou sua mão de volta. — Agradeço sua bondade. O que eu quis dizer é: você não acha que a aparência dessa criança está meio... estranha?
Léo soltou um "hunf". — O que tem de errado? Veja como as sobrancelhas e os olhos são idênticos aos do Diogo. É a cara dele, chega a dar azar só de olhar!
Alice ficou sem fala. Um segundo atrás os olhos eram dela, agora eram do Arthur. Pelo visto, o cachorro compartilha os olhos com os dois.
Ela continuou testando: — Você acha que ele se parece... com um ser humano?
Léo olhou para ela com estranheza: — Se não parece um humano, parece o quê?
Alice deu uma risada nervosa: — Haveria a possibilidade de ele parecer um... cachorro?
Léo disse em tom professoral: — Cristal, eu sei que você está sofrendo. Mesmo que você odeie o Diogo com todas as suas forças, este ainda é seu filho. Você não pode dizer que ele parece um cachorro.
Alice: “...”
Léo lançou um olhar cheio de ternura para o rosto do cão: — Que gracinha. Ele sabe que a vida da mãe não é fácil; mesmo acordado, fica quietinho, sem chorar, para não dar trabalho.
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Alice: “...”
Léo levantou-se: — Cristal, você mesma me mandou uma mensagem pedindo para vir. Por que agora que eu chego você quer me expulsar?
Alice: — Você tá viajando! Quando foi que eu te mandei mensa...
Seu olhar subiu para o teto e ela travou ao ver o Roteiro flutuando.
【Após dar à luz ao Real... Real Brutamontes, o fruto de sua união com aquele homem cruel, Cristal deveria ter sentido repulsa pela criança. No entanto, ao olhar nos olhos do bebê, seu coração subitamente amoleceu.】
【A criança era inocente. Ela não podia odiar um ser inocente por causa dele.】
【O nascimento de uma nova vida fez o coração endurecido de Cristal amolecer novamente. Ela sabia que, naquele momento, não era mais uma assassina implacável, mas sim uma mãe. Por isso, ela tomou uma decisão...】
Alice assistiu àquilo boquiaberta e olhou para Léo com um olhar de pura piedade.
Léo ficou confuso com aquele olhar: — O que foi, Cristal?
Alice recompôs sua expressão e, ao levantar o rosto novamente, assumiu um ar de profunda tristeza.
— Léo, eu te chamei aqui para te contar uma coisa. Eu...
Ela parecia ter dificuldade em falar, e uma lágrima escorreu pelo canto do olho. — Naquela época, o Diogo partiu meu coração e eu senti que a vida não tinha mais esperança. Por isso, fechei meu coração para o amor e pedi para entrar na organização mais cruel do mundo, a "Scythe". Mas, conforme minha barriga crescia, eu sentia a pequena vida lá dentro. Até que ele nasceu. Eu o vi sorrir para mim... o sorriso dele é tão lindo que não quero mais viver essa vida de crimes e perigos.
— Por isso... — As lágrimas de Alice caíram com mais força. — Eu te chamei para dizer que decidi: vou sair da "Scythe". Vou voltar para o mundo comum. De agora em diante, a assassina "Sombra" não existe mais, nem a Cristal Real. Existe apenas uma mãe comum chamada Yasmin.
Resumindo: a personagem entrou na organização criminosa enquanto estava grávida, foi sustentada e protegida por eles para fugir do protagonista, e agora que o bebê nasceu e ela deveria começar a trabalhar de verdade...
Ela resolveu se aposentar.
Nem o maior capitalista do mundo seria tão esperto.
Mas, para variar, o tonto do Léo não viu problema nenhum; pelo contrário, segurou a mão de Alice, emocionado.
— Cristal, eu não sabia que você era tão bondosa e maravilhosa. Você tem noção do que significa renunciar à sua identidade de "Sombra"?
Alice não tinha a menor ideia, e nunca vira quão "poderosa" era essa identidade.
— Léo! Eu não quero que meu filho seja como eu. Só quero que ele cresça em paz e segurança. O resto não importa mais.
Ela se abaixou e pegou o Brutamontes, que estava mordendo um brinquedo no chão. — Veja como ele sorri feliz. Tenho certeza de que ele não quer saber que a mãe dele é uma assassina, certo?
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O Brutamontes, sem entender nada, olhou para Alice: —
Auuuu?
— Léo! — Alice disse com determinação. — Minha decisão está tomada, não tente me impedir. Hoje, eu lavo minhas mãos e anuncio minha retirada deste mundo de crimes!
Léo pareceu assustado com a determinação dela e recuou dois passos. — Cristal, você pensou bem mesmo?
Alice segurou o cachorro com um ar heroico: — Minha decisão é definitiva. Ninguém pode me convencer do contrário!
Assim, Alice completou seu "ritual de aposentadoria" na pequena sala de estar. Ela limpou as mãos e acariciou a cabeça do Brutamontes: — De agora em diante, seremos apenas nós dois, mãe e filho, um pelo outro.
O Brutamontes esticou a língua e lambeu os dedos dela. O rosto de Alice escureceu na hora e ela puxou a orelha dele: — Eu acabei de te ver revirando o lixo, e você ainda ousa me lamber?
Léo observou aquela cena de "amor maternal" e sorriu, satisfeito.
Arthur só conseguiu sair do quartinho de bagunça uma hora depois.
A primeira coisa que fez foi arrastar Alice para o banheiro para lavar as mãos. Antes que ela pudesse dizer uma palavra, já estava sendo puxada, deixando o homem espalhar o desinfetante em suas mãos.
— Eu te pergunto, Jovem Mestre Arthur, por que essa cara amarrada?
Arthur estava de cabeça baixa, esfregando as mãos dela com minúcia. Ao ouvir a pergunta, respondeu: — Para ele ver.
"Ele", obviamente, era o Léo.
Alice soltou uma risadinha: — Grande mestre, ele é só um NPC. Você está com ciúmes até de um NPC?
Arthur lavou as mãos dela por dentro e por fora até sentir-se minimamente melhor. Ele pegou uma toalha para secá-las e lançou um olhar de soslaio para ela.
— Por que? Não posso? Ele queria ficar com você e ainda por cima criar o meu filho.
Ele se conteve muito para não sair dali e dar uma lição no sujeito.
Alice cruzou os braços e encostou no batente da porta, observando-o. — Quem te viu, quem te vê, Arthur. Eu achei que você fosse um cordeirinho inocente.
Arthur sabia ao que ela se referia. Ele pendurou a toalha de volta no lugar e disse: — Minha mãe disse: um homem deve ser proativo, não pode esperar que a mulher tome todas as iniciativas.
Alice comentou: — Tudo é "minha mãe disse"? Você é um filhinho da mamãe, por acaso?
— Não — respondeu Arthur. — As frases da minha mãe foram publicadas em um livro que fica pendurado na sala da minha casa. Todos os homens da família devem ler e memorizar o conteúdo completo.
Alice: “...”
— E quem seriam os "homens da família"? — perguntou ela.
— Eu e meu pai.
Alice: “...”
Arthur continuou: — Minha mãe também disse que, se alguém se casar e entrar na nossa família no futuro, as falas dessa pessoa também serão publicadas em um livro para ser pendurado na sala, e os homens da casa também deverão ler e memorizar tudo.
Alice: “...”
Alice o empurrou: — Vamos logo, se não a gente vai perder o voo de verdade.
Arthur foi empurrado para fora contra a vontade. Ele parou na porta e perguntou: — Alice, você realmente não tem a intenção de publicar um livro?
A mão de Alice, que segurava o braço dele, apertou de repente. Seu coração saltou uma batida. Ela piscou e abriu um sorriso.
— Por que pergunta tanto? Primeiro vamos pensar em como sair daqui. Você não percebeu que a frequência com que esses NPCs dão pau está cada vez maior?
Arthur olhou para o céu. O dia que estava ensolarado momentos antes agora começava a ficar coberto por nuvens negras.
— Está perto — disse ele. —
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