"Destino Trocado: O CEO e a Garota Misteriosa" Capítulo 21: Herói Salva a Bela
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Alice deu um passo à frente, permanecendo firme diante de Aurora, sem qualquer intenção de recuar.
— Primeiro, eu não escolhi onde nasci, então é muita falta de educação me chamar de "filha ilegítima" assim. Segundo, eles são pessoas com personalidades independentes; você não tem o direito de restringir com quem eles se relacionam.
— Você...! Aurora, furiosa, ergueu a mão para dar um tapa nela, mas seu pulso foi agarrado no ar. Alice olhou para cima e deu de cara com uma cabeleira branca platinada. Era Yan, o "Príncipe Yan".
Ao ver a cena, a Princesa Aurora (a de cabelo rosa) ficou ainda mais possessiva:
— Yan, você gosta tanto assim dessa garota? O rapaz de cabelo branco disse calmamente: — Aurora, independentemente de eu gostar dela ou não, você não deveria intimidar uma colega em público.
— Yan... — Aurora parecia não acreditar. — Você não era assim. Antes, você ficava do meu lado incondicionalmente. Que tipo de feitiço ela jogou em você para te transformar nessa pessoa que eu nem reconheço?
— Não é isso, Aurora — disse Yan. — Ela não jogou feitiço nenhum; pelo contrário, ela me ensinou muitas coisas. Ela é bondosa, forte e encara a vida com um sorriso mesmo diante das dificuldades. Se as pessoas têm almas, a de Cristal certamente é a mais pura. Eu nunca conheci uma garota tão angelical e maravilhosa.
— Yan... você mudou... — Aurora recuou dois passos, e lágrimas começaram a cair de seus olhos, transformando-se instantaneamente em pétalas de cerejeira que flutuavam pelo ar. — Você esqueceu o nosso juramento? Prometemos que nós oito nunca nos separaríamos, que seríamos para sempre as oito estrelas mais brilhantes. E agora, por causa dela, você quebra nossa promessa.
— Aurora... — Yan mostrou uma expressão de sofrimento profundo.
Alice: “...”
Socorro... será que eu deveria dizer algo agora?
Ela olhou para cima, mas o "letreiro invisível" do roteiro estava em branco, sem nenhuma dica.
— É... então... — Alice começou a falar timidamente naquele clima tenso. — Na verdade, eu não vim para separar vocês, eu vim para me juntar ao grupo. Podemos ser os anjos da guarda uns dos outros e ser as nove estrelas mais brilhantes. Afinal, nove é o número da sorte, né?
A garota de cabelo rosa travou, sentindo que algo naquela lógica estava errado, mas não conseguia processar o quê. Já Yan olhou para ela comovido: — Cristal... você realmente aceitaria ser nosso anjo da guarda?
Alice também fingiu estar emocionada: — Eu aceito! Se isso fizer vocês ficarem bem, eu faço qualquer coisa. Sabe, eu sou o tipo de pessoa que desvia de uma formiga para não pisar nela. Se eu fizesse vocês brigarem por minha causa, eu seria uma criminosa. Minha mente, minha cabeça e meu coração me condenariam a cada segundo, me fazendo sofrer horrores.
Yan segurou as mãos dela: — Cristal, eu sabia. Você é realmente a garota mais pura e maravilhosa deste mundo. Ninguém mais me tocaria tanto assim. Agora... — Ele se ajoelhou sobre um joelho, olhando-a com devoção. — Eu, Yan Xichen, declaro aqui que serei o único cavaleiro guardião de Cristal. Quem quiser machucá-la terá que passar por cima do meu cadáver!
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— Yan... — Alice beliscou a própria coxa com força, e as lágrimas quase caíram de tanta emoção (e dor). — Eu... — Ela abriu a boca, mas antes de falar, as lágrimas rolaram. Gotas cristalinas escorreram por suas bochechas e, ao atingirem o chão, transformaram-se em pérolas puras e brilhantes.
Aquelas pérolas pareciam queimar o coração de Yan. — Não! Cristal! — Ele segurou a cabeça, sofrendo. — Suas lágrimas me causam uma dor insuportável. A culpa é minha, eu não deveria ter feito você chorar. Ver você sofrer faz meu coração sangrar!
— Não é sua culpa! — Alice continuava beliscando a coxa, fingindo soluços de tristeza profunda. — É que eu estou muito emocionada. Nunca vivi algo tão tocante. Sem você, meu mundo perderia a cor; foi você quem trouxe o arco-íris para minha vida. Agora, por favor, deixe-me chorar essas lágrimas de gratidão!
— Yan! — gritou Aurora. — Você vai ser o cavaleiro dela? E eu? O que eu sou para você?
— Aurora... — Yan disse com pesar. — Sinto muito, mas ela é perfeita demais, eu não consigo resistir. Hoje, que a luz desta manhã enterre nossas memórias. De agora em diante, eu sou o Yan que pertence à Cristal.
— Não! — gritou Alice de forma lancinante. — Vocês não podem romper por minha causa! Eu sou apenas uma pequena borboleta, não deveria cobiçar a floresta inteira. Eu não deveria ter o que não me pertence, pois sei que os sonhos mais lindos um dia terminam em despertar.
Yan respondeu: — Mas você, em toda sua beleza, merece cada sonho.
Alice começou a encenar um colapso: segurou a cabeça, chorou, contorceu-se e agiu de forma histérica:
— Não diga isso, Yan! Eu não sou perfeita. O que você vê agora é apenas minha sub-personalidade. Minha personalidade principal está escondida; ela é um Anjo Negro indiferente. Se eu a invocar, a frieza dela vai te machucar, e eu não quero que você sofra! Por isso... — Ela segurou a mão dele. — Volte para sua... er... er... Princesa Rosa. Eu não valho a pena.
— Aurora... — Yan olhou para a garota de cabelo rosa. Mas ela apenas lhe dirigiu um olhar gélido: — Yan, se é para amar, que seja profundo. Se não for para amar, deixe ir. — E saiu dali com determinação.
Na mansão luxuosa, Dom Diogo (Arthur) banhava-se na luz da manhã, apreciando um café gourmet. No conforto daquele sol, ele finalmente encontrou o sentido da vida. Então, seu celular tocou. Ele pegou o aparelho e viu as mensagens de Alice. Seus olhos doeram com a tela cheia de "Hahahahaha...", a ponto de ele quase esquecer como se lia a palavra. Ele digitou apenas um ponto de interrogação.
【?】
【Hahahahahahahaha...】
【?】
【Arthur, você por acaso já trabalhou limpando peixe em mercado? Por que seu coração é tão frio? Por que você não sabe rir?】
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【Você não ri porque nasceu assim ou é por opção?】
【Como você consegue ser tão sério?】
【...】
【Hahahahahaha... não aguento, vou ficar rica de tanto rir.】
Arthur guardou o celular, decidido a levar Alice a um psicólogo assim que ela voltasse. O aparelho continuou apitando sobre a mesa, mas ele fechou os olhos exaustos, tentando ignorar. Dois minutos depois, ele pegou o celular discretamente e, entre os "kkkkk", conseguiu achar uma mensagem útil.
【O que você andou fazendo com o Yan e o Diego nestes últimos dois dias?】
【?】
【Você virou um ponto de interrogação ambulante?】
【... De quem você está falando?】
Alice: “...” Ela leu aquelas cinco palavras várias vezes antes de aceitar o fato de que Arthur realmente não sabia quem eram os famosos Príncipes Yan e Diego. Que audácia; ele deveria ser levado ao carrasco.
【Os famosos Príncipes Yan e Diego, ora!】
【Ah, o de cabelo branco e o de cabelo preto. Dois emos bizarros.】
【...】
【Só almocei com eles duas vezes.】
【E por que, do nada, você resolveu almoçar com eles?】
Conhecendo o temperamento do Jovem Mestre Arthur, como ele aceitaria sentar para comer com dois "emos"?
【Ué, eles disseram que pagariam a conta.】
【???】
【Como você sabe, eu tenho uma mãe doente em estado terminal. Vender-me para o CEO não foi o suficiente, tenho que trabalhar dia e noite. Naturalmente, eu comia a comida mais barata do refeitório.】
【O de cabelo branco ficou com pena e disse que me pagaria lagosta e caviar. Vi que ele estava bem-intencionado e aceitei o convite.】
Arthur soltou um longo suspiro.
【Engordei meio quilo em três dias. Acho que exagerei na nutrição.】
Alice: “...” Por que aquilo parecia um absurdo e, ao mesmo tempo, algo que o Arthur faria perfeitamente? Ela olhou para o professor falando sem parar na frente da sala e continuou digitando escondida.
【A propósito, você passou a pomada que os empregados compraram?】
Arthur olhou para o tubo de pomada descansando na mesa lateral.
【Sim, passei.】
Ontem, quando a alergia atacou, era tarde demais e o médico não tinha remédio para coceira; ele teve que aguentar até de manhã. Arthur estava acostumado a suportar a dor e planejava apenas ignorar.
Não esperava que Alice desse ordens aos empregados logo cedo para comprar o remédio. Quando ele desceu após o banho, o tubo estava em um lugar impossível de não ver.
Ele estava acostumado a dar ordens, não a recebê-las, mas, estranhamente, aquilo não foi desagradável. Naquele momento, sentiu algo diferente, como se uma corda fina tivesse sido dedilhada em seu coração — um toque leve, mas impossível de ignorar.
【Que bom. Lembre-se de passar três vezes ao dia para recuperar seu rosto bonitão logo.】
Do outro lado, Arthur sorriu ao ler a mensagem.
Ele tinha dormido tarde e o sol da manhã o deixava sonolento.
Encostado na poltrona, ele perguntou: 【Como estão as coisas por aí? Alguém está te incomodando?】
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Alice respondeu animada:
【Ninguém me incomoda, está muito divertido! Bem mais legal do que quando eu era CEO. Ah, e eu colhi um pote cheio de pérolas. Por sermos parceiros de sofrimento, vou dividir metade com você quando eu voltar.】
Arthur digitou lentamente um "?".
【São minhas lágrimas! São de ótima qualidade, acho que dá para vender por um bom preço.】
Por que Arthur conhecia cada palavra, mas juntas elas não faziam sentido?
【Como assim "suas lágrimas"?】
【Ué, você não sabia? Quando eu choro, minhas lágrimas viram pérolas.】
【...】
Em todas as noites em que Cristal (Arthur no corpo dela) estava triste, ele manteve o princípio de que "homem de verdade não chora". Suportou as tempestades e as tristezas rangendo os dentes, sem deixar cair uma única lágrima. (Exceto quando o "roteiro" o obrigava). E agora, depois de finalmente destrocar de corpo, ele descobre que cada noite em que ele não chorou foi uma fortuna em pérolas perdida? Por que seu coração doeu de repente?
De acordo com o roteiro de Cristal, Alice teria que trabalhar em um bar à noite, mas, infelizmente, ela sofreu assédio.
No ambiente de luzes difusas do bar, Alice encarava o homem de meia-idade, gorduroso e barrigudo, com vontade de tacar o salto alto na cara dele.
Mas ela não era Alice ali, era a Cristal que precisava de dinheiro. Ela teve que suportar o olhar lascivo do homem. — Minha jovem, você sabe que eu sou um homem bondoso. Não quero te dificultar as coisas. Que tal o seguinte: se você beber esta garrafa, eu te deixo ir.
Alice olhou para a garrafa: teor alcoólico altíssimo. Com a resistência dela, se bebesse aquilo, não sairia nem engatinhando.
Seguindo as falas do roteiro, ela recuou e disse trêmula: — Eu sou apenas a garçonete que veio entregar a bebida. Por favor, deixe-me ir. — Ir? — O homem riu. — Eu não disse que não pode ir. Sou membro VIP deste bar, gasto pelo menos este valor aqui todo mês... — Ele fez um sinal com os dedos. — Se eu ficar de mau humor e disser que você me ofendeu, quanto tempo você acha que dura nesse emprego?
Os asseclas ao lado gritavam:
— Você sabe quanto custa essa garrafa? O Sr. Wang está te dando a honra de beber com ele, não seja mal-agradecida! Alice rangeu os dentes. Se ela estivesse no comando total, aquele velho já estaria no hospital. Antigamente, ela era a lendária mulher que mandou seu primeiro chefe para a UTI. Mas, ao tentar reagir, sentiu que não controlava o próprio corpo. Viu-se forçada a mostrar uma expressão de pavor, recuando até encostar na parede. Sua voz soou como se estivesse prestes a chorar: — Por favor, me poupe... eu... eu não sei beber.
— Hahaha! — Todos no camarote riram. — Não sabe beber e vem trabalhar em um bar? Ela tentou escapar pelo cerco, indo em direção à porta. Mas no instante em que sua mão tocou a maçaneta, foi puxada de volta, e uma garrafa gelada foi encostada em seu rosto. — Olha só, tentando fugir? O Sr. Wang deu permissão?
Ela gritou no meio deles: — Soltem-me! Não me toquem! Vocês sabem quem eu sou? O homem soltou uma fumaça de cigarro no rosto dela: — Quem? Cristal, a filha bastarda da família real? Adivinha por que eu te cerquei aqui hoje? Alice pensou que talvez fosse armação do "pai" de Cristal, mas não conseguia retomar o controle para perguntar. Só podia chorar e esperar por misericórdia. Alice conhecia bem esse tipo de gente; esperar por misericórdia era inútil, o melhor era esperar por um herói.
Espera!
Um herói?
No momento em que a bebida ia ser forçada goela abaixo, a porta do camarote foi aberta com um chute violento.
Alice virou o rosto e viu, entre as sombras, o homem parado contra a luz. Ele era alto, vestia um sobretudo preto longo até os joelhos, e uma máscara cobria metade de seu rosto, deixando apenas olhos de fênix estreitos e frios à mostra. Ele emanava uma aura de autoridade absoluta.
O homem barrigudo estremeceu, tentando identificar o intruso. Ele não conhecia aquele homem, mas a aura que ele exalava era aterrorizante.
O rosto do Sr. Wang empalideceu, pois ele sabia: se ele nunca tinha visto um homem com tanta presença, só havia uma explicação: ele não tinha nível suficiente para conhecer tal pessoa. — Quem é você? — perguntou o Sr. Wang. — Entrar assim sem avisar exige uma explicação.
O homem, que parecia ter uma presença de dois metros de altura, estava na verdade com o olhar um pouco vago.
Ele encarou o "letreiro" acima de sua cabeça por alguns segundos, respirou fundo, tentou dar um sorriso malicioso, lembrou que estava de máscara e relaxou os lábios. — Heh. Quem eu sou não importa. Mas vocês mexeram com a pessoa errada. Preparem-se para enfrentar minha fúria.
Assim que ele terminou, o assistente que estava atrás dele deu um passo à frente.
Quando os agressores viram o rosto do assistente, todos empalideceram em uníssono. — É... é o assistente de Dom Diogo! — Então... aquele é... o lendário Dom Diogo?
O Sr. Wang ficou branco como papel. Nunca imaginou que Cristal estaria sob a proteção de Dom Diogo.
— Patrão, deixe-me explicar! Foi um mal-entendido! Só queríamos oferecer um brinde à Srta. Cristal, ela deve ter entendido errado...
Infelizmente, o CEO não queria ouvir baboseiras. Sob a máscara, seus lábios se curvaram em um sorriso composto por 30% de charme, 40% de frieza e 30% de crueldade. — Homens mortos não têm direito de falar comigo. — Ele acenou para Alice no canto: — Mulher, venha aqui.
Alice correu para ele como uma criança e, sem a menor cerimônia, agarrou o braço dele, sussurrando no ouvido:
— Patrão, você ficou muito gato bancando o herói agora. O CEO, totalmente coberto para esconder a alergia, ficou com a ponta da orelha vermelha.
Então, a voz irritada de Arthur soou sobre a cabeça dela:
— Alice, cala a boca!
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