"Destino Trocado: O CEO e a Garota Misteriosa" Capítulo 8: O Limite da Dignidade
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Ding!
【Cristal não esperava que tivesse entrado no banheiro errado e, para piorar, encontrasse Dom Diogo logo ali. Relembrando as "cenas de ação" daquela noite, seu rosto empalideceu instantaneamente.】
【Felizmente, ele não a reconheceu. O homem fechava o zíper calmamente, com uma aura de quem domina o mundo, mas as palavras que saíram de sua boca foram... simplesmente... simplesmente...】
Arthur encarou Alice por alguns segundos antes de baixar o olhar: — Você... você é um pervertido.
— Ei... — Alice protestou. — Por que está me xingando? Arthur respondeu sem expressão: — Está escrito na placa.
Alice suspeitou seriamente que ele estava usando a placa como desculpa para se vingar.
Vendo o rosto fechado dela, Arthur pensou um pouco e respondeu à pergunta anterior: — Estou satisfeito. Muito satisfeito. E ficaria ainda mais se você cuidasse bem "dele".
Alice: "..."
Arthur terminou de fechar o zíper para ela com todo cuidado, levantou-se e abriu a torneira para lavar as mãos. — Pronto.
Da próxima vez, não tenha tanta pressa. Posicione tudo antes de puxar o fecho, senão acaba prendendo a pele. Já que não é seu, você devia...
Antes que ele terminasse a frase, foi puxado bruscamente. Suas costas bateram contra a parede de mármore e, no segundo seguinte, o corpo imponente de Dom Diogo se inclinou sobre ele, prendendo seu queixo.
— Heh! Entrar de fininho no banheiro não foi justamente para atrair minha atenção? Agora que conseguiu o que queria, por que continua fingindo essa timidez na minha frente? — Ah... — suspirou Alice, incorporando o papel. — Que gatinha mais deplorável.
A "gatinha" Arthur: "..."
Que saco. Sério.
Alice nunca imaginou que seu próprio rosto pudesse fazer uma expressão tão "farta do mundo", como se desejasse que a Terra explodisse e todos morressem no segundo seguinte.
Os dedos de Arthur (em Alice) ainda seguravam o queixo dele; as pontas dos dedos eram levemente ásperas e a pele de Alice era delicada, o que o deixava com cócegas.
Arthur olhou fixamente para a mão que prendia seu queixo por um tempo e disse calmamente: — Você não lavou as mãos.
Alice: "..." Alice: "!!!"
Eu estou suja! Ahhhhh!
Ela soltou o queixo dele imediatamente e empurrou o rosto de Arthur em direção à pia: — Lava logo esse rosto!
Nesse instante, a força de Alice foi surpreendente. Arthur tentou resistir, mas não conseguiu e acabou levando um banho de água fria no rosto.
Ele se apoiou na borda da pia e endireitou as costas; a água escorria por seu rosto, descendo pelo pescoço e encharcando a camisa. Aquela camisa branca estava oficialmente arruinada.
Alice aproveitou que ele estava distraído para pegar um pouco de sabonete líquido e esfregar no queixo dele:
— Deixa eu desinfetar isso aqui. Culpa minha, não devia ter tocado sem lavar as mãos. O que eu faria se estragasse esse meu rostinho lindo?
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Arthur: "..."
Sério, ninguém vai se preocupar se EU estou vivo ou morto?
Só depois de esfregar o queixo de Arthur até ficar vermelho é que Alice se deu por satisfeita e se curvou para lavar as próprias mãos.
Arthur ficou observando a cena. Ela estava seguindo rigorosamente a técnica de lavagem de mãos em sete passos, sem deixar passar nem o cantinho das unhas.
Naquele momento, Arthur sentiu um turbilhão de emoções.
Quando foi que o herdeiro da família Arthur, sempre tratado como um príncipe, fora alvo de tanto desprezo?
Se fosse em outra situação, ele teria discutido, mas agora ele só queria encontrar um caixão e se deitar em paz. Viver não fazia mais sentido. Sério.
Mas a placa à sua frente, com bordas vermelhas e letras pretas em negrito, não o deixaria em paz.
As letras eram tão grandes que pareciam prontas para furar seus olhos, forçando-o a dizer as falas.
Ele respirou fundo, torceu a barra da camisa encharcada e assumiu um olhar determinado, como se estivesse prestes a ir para uma guerra.
— Eu admito, Dom Diogo, você é o homem mais poderoso do mundo, mas nem todo mundo está aos seus pés. Eu sou apenas uma garçonete comum que entrou no banheiro errado por engano. Não estou tentando nenhum joguinho de sedução com você.
— É mesmo?
Alice tirou do bolso um pacote de lenços de papel do tamanho da palma da mão, pegou um para secar as mãos e lançou um olhar para o peitoral dele, visível sob a camisa úmida.
— E o que é isso, então? Ou será que todos os funcionários deste hotel são tão liberais a ponto de fazerem strip-tease para os convidados? — Ela jogou o lenço no lixo e comentou consigo mesma: — Esses homens... são tão autoconfiantes. Acham que tudo o que fazemos é para atrair o interesse deles.
A sobrancelha de Arthur tremeu.
Não pelas palavras dela, mas pela surpresa de como alguém conseguia dizer falas tão cafonas sem um pingo de vergonha e ainda ter tempo para criticar o roteiro.
O banheiro luxuoso estava silencioso, com um perfume de incenso caro pairando no ar, o que ajudou Arthur a recuperar um pouco de seu instinto de sobrevivência. Ele sentiu que precisava agir. Aproximou-se de Alice.
— Acredite se quiser. Se eu te incomodei, peço desculpas. Agora vou dar o fora daqui. — (Sussurrando): —
Olá, Arthur aqui. Você também é do mundo real, certo?
Alice parou e se aproximou também. — Heh! Depois de me ver, você acha que pode simplesmente ir embora? Acha que a vida é fácil assim? — (Sussurrando): —
Olá, Alice. Pelo visto, sim.
Arthur: — O que você pretende fazer? — (Sussurrando): —
Qual é a situação? Podemos trocar de volta? O que é essa placa?
Alice: — O que eu pretendo? O que você acha? — (Sussurrando): —
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Não tenho certeza, mas a placa me disse que se seguirmos o roteiro até o fim, poderemos voltar.
— O quê? — Arthur ficou chocado, esquecendo até as falas. — Por que ela não me disse isso?
A placa: "..." (
Você não perguntou.
) Borda preta (versão "Rancorosa").
Vendo as letras ficarem cada vez mais vermelhas, Arthur apressou-se: — Você é um homem feito, não vai morrer porque eu te vi. Além disso, já pedi desculpas, o que mais você quer? — (Sussurrando): —
Vamos seguir o roteiro por enquanto e depois planejamos o resto.
Alice: — Heh, é tão difícil admitir que isso é um plano seu para me conquistar?
Antes que Arthur pudesse responder, um paletó de terno caiu sobre sua cabeça, cobrindo-o. Logo em seguida, um grito ecoou na porta.
— Senhor Diogo! O que está acontecendo aqui?!
Arthur ajustou o paletó para cobrir o corpo e olhou para a porta. Lá estava o assistente de vinte e poucos anos, com uma expressão de choque total.
— Eu não saí da porta por um segundo! De onde surgiu essa mulher?!
Arthur pensou:
Ele está mentindo descaradamente.
Quando ele entrou, não havia ninguém na porta. Se ele fosse o CEO, demitiria esse assistente na hora.
Mas a fala obrigatória era outra: — Eu apenas entrei no banheiro errado por engano. Vou dizer pela última vez: não tenho o menor interesse no seu chefe. Não ache que todas as mulheres do mundo o amam; ele é narcisista demais.
Alice soltou outro "Heh". Arthur franziu a testa ao ouvir aquele riso cínico.
— Garota, você é a primeira pessoa que ousa falar comigo desse jeito!
Arthur: "..."
Quando é que esse mundo vai acabar?
Alice olhou para o próprio rosto na frente dela, que parecia ter desistido da humanidade, e não aguentou. Virou o rosto e soltou uma risadinha baixa. Arthur ouviu. Ele olhou para ela.
Aquele era o rosto que ele via no espelho há mais de vinte anos, mas ele nunca o vira fazer aquela expressão. Por causa de sua família, as expectativas sobre ele sempre foram altas. Ele era o único herdeiro, o investidor implacável. Ele tinha que medir cada palavra e gesto — em suma, ele tinha uma "imagem" a zelar.
O grande herdeiro Arthur sempre saía de casa com cada fio de cabelo milimetricamente posicionado. Jamais ousaria rir daquela forma tão relaxada e genuína. Aqueles olhos de fênix estavam levemente semicerrados, com o brilho da diversão transbordando pelos cantos.
Ao notar que ele a observava, Alice tentou esconder o riso, mas falhou miseravelmente. O brilho em seus olhos era como a primavera refletida em um lago. Foi como se uma brisa suave soprasse sobre a irritação de Arthur, acalmando-o um pouco.
Arthur desviou o olhar, em silêncio. Alice se recompôs e acenou para o assistente: — Leve-a para conseguir roupas limpas. Quero ver até onde ela consegue levar esse teatrinho.
Arthur seguiu o assistente. Na porta, ele parou e olhou para Alice por alguns segundos, hesitante.
Alice: "??"
Arthur apertou o paletó preto contra o corpo, pensou bem e, incapaz de conter seu lado perfeccionista, disse seriamente para Alice:
— Eu aceito que você use esses lencinhos de papel... mas eu tenho um pedido: você poderia trocar a embalagem por uma preta?
Vendo a cara de confusão de Alice, ele completou, fazendo um sacrifício:
— Se... se você realmente gosta de rosa... poderia, pelo menos, usá-los escondido?
"Escondido" era, definitivamente, o limite final de sua dignidade.
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