"A Noiva do Irmão Mais Novo" Capítulo 21
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Beatriz tentou descobrir o caminho todo qual era a surpresa, mas Gabriel não abriu o bico. Assim que desceram do carro, ele cobriu os olhos dela e a guiou para dentro de casa.
Ao retirar as mãos e ver quem estava na sala, Beatriz sentiu como se estivesse sonhando. Sua mãe estava sentada no sofá, observando-a em silêncio. Sobre a mesa, repousavam as duas certidões de casamento.
Ela não conseguia acreditar. Ficou encarando a figura à sua frente sem sequer piscar, temendo que a mãe desaparecesse se fechasse os olhos por um segundo. Até que a mulher no sofá falou, com a voz ainda fraca:
— Bia, você não reconhece mais a sua própria mãe?
Aquelas palavras atingiram o coração de Beatriz com tanta força que ela perdeu o equilíbrio. Entre lágrimas, aproximou-se cautelosamente para tocar a mão da mãe.
— Mamãe... é você mesma?
Ela perguntou hesitante, e ao ser envolvida em um abraço caloroso, desabou em prantos. Gabriel sentou-se ao lado delas em silêncio, ouvindo Beatriz desabafar todos os anos de sofrimento, sentindo os próprios olhos arderem.
— A culpa é minha, querida. Eu demorei muito para acordar e deixei você passar por tudo isso sozinha.
Beatriz finalmente processou a informação e olhou para Gabriel, soluçando tanto que mal conseguia articular as palavras:
— Como ela acordou? A medicação... a Soraia tinha quebrado a ampola. Como você conseguiu outra?
Gabriel limpou as lágrimas de Beatriz, mas foi o assistente dele quem respondeu, não aguentando o silêncio do patrão:
— Enquanto o Sr. Gabriel estava no exterior, ele focou no mercado internacional. Aquela ampola estava nas mãos de um de seus maiores concorrentes. Para consegui-la, ele abriu mão de quase toda a sua influência e ativos lá fora. Se não fosse por isso, teria sido muito mais fácil derrubar o Sr. Henrique aqui.
Beatriz, tomada pela gratidão, lançou-se nos braços de Gabriel, agradecendo sem parar. Ele apenas a olhou com os olhos brilhantes e perguntou:
— Você está feliz agora?
Beatriz assentiu vigorosamente, e o sorriso dele se alargou.
— Se você está feliz, então todo o sacrifício valeu a pena. Mas peço que espere só mais um pouco. Vou tomar tudo o que resta do Henrique e dar o golpe final.
Beatriz sentia-se a pessoa mais afortunada do mundo. Naquela noite, ela nem conseguiu dormir. Após postar uma foto das certidões de casamento em suas redes sociais, Henrique finalmente reagiu: ele ligou 99 vezes seguidas, mas ela recusou todas.
Em seguida, vieram as mensagens:
"Beatriz! Atenda esse telefone agora! Você não cansou desse teatrinho? Sabe quanto as ações da minha empresa caíram por causa desse post? Se você parar com essa loucura agora, eu ainda aceito me casar com você!"
Beatriz apenas riu da audácia e bloqueou o número dele.
Do outro lado, Henrique encarava o aviso de bloqueio, furioso. Ele ainda se recusava a acreditar que Beatriz estava realmente com seu irmão bastardo. Sem conseguir pregar o olho, ele foi ao cartório logo cedo na manhã seguinte, mostrando a foto de Beatriz e Gabriel para todos os funcionários.
A funcionária do guichê lembrou-se deles imediatamente.
— Sim, eles estiveram aqui há dois dias! Que casal adorável, transbordavam amor. Trabalho aqui há anos e raramente vejo duas pessoas que combinem tanto.
Enquanto falava, ela pegou algo na gaveta e entregou a Henrique.
— Eles foram muito generosos. Deram tantos bem-casados e doces de festa que eu ainda nem consegui comer tudo.
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