"Amor de Infância, Destino de Adulto-Gabriel Martinelli" Capítulo 51 (FINAL)
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Point of View Of Ana Gabriela
Quando subimos no estádio, eu quis matar o Jesus. O lugar estava escuro e vazio, e parecia que nada iria acontecer.
— Puta que me pariu, Gabriel, você errou o lu… — comecei a reclamar, mas fui interrompida.
De repente, os alto-falantes do estádio começaram a tocar o hino do Corinthians. Meus olhos se encheram de água antes mesmo de eu conseguir reagir; eu simplesmente não tinha maturidade emocional para o hino do meu time.
Jesus me puxou pela mão até a parte mais baixa das arquibancadas, e o estádio, antes escuro, começou a se iluminar em um show de luzes vermelho e preto. Tudo se apagou de novo, exceto uma luz única no meio do campo, formando o escudo do Corinthians. E então ele surgiu: Gabriel Martinelli, ali, só para mim.
— QUE PORRA É ESSA?! — gritei, já sentindo as lágrimas caírem.
Ele me chamou com a mão, e eu desci correndo, entrando no campo.
— Tenho quase certeza de que não é meu aniversário para ganhar tantos mimos do meu timão — falei, encarando-o. Ele também vestia uma blusa do Corinthians.
— Eu sei, mas prometi um pedido de namoro grandioso. É para você… não existe nada maior que o Corinthians, né? — ele riu.
De repente, ouvi uma voz familiar:
— Fala, pirralha!
Virei e vi Roger Guedes, o calvo, ali. Corri até ele e o abracei.
— Vim aqui para Londres ajudar o moleque ali — apontou para Gabriel. — Ele disse que você não teria coragem de dizer não. Então lá vai: tá escrito na testa dele que ele te ama. Ana Gabriela, você aceita namorar com o Martinelli?
Eu ri, olhando para Gabriel, que sorria todo sem jeito.
— Sério que você trouxe o Guedes pra me pedir em namoro? — perguntei, incrédula.
— Sim, e trouxe o Paquetá para entregar as alianças — disse, e Paquetá surgiu junto com Duda e as crianças.
As pequenas figuras correram até mim.
— Oi, tia! — gritaram, rindo.
— Oi, meus amores! — respondi, sorrindo.
— E então? — Paquetá cruzou os braços. — Responde o Guedes aí, menina. Daqui a pouco o Martinelli infarta!
— Diz para o Gabriel que eu aceito — falei, emocionada.
Paquetá foi até Gabriel e entregou a caixinha da aliança. Ele suspirou aliviado, pegou minha mão e cuidadosamente colocou a aliança no meu dedo.
Benício e Filippo correram para a arquibancada, e meu olhar encontrou Antony, Lorenzo, Reinier e Amanda ali, assistindo à cena.
— Aquilo ali faz parte ou é só plateia? — perguntei a Gabriel.
— Dá pra deixar meu pedido de namoro continuar? — ele reclamou. — Não terminou ainda.
— Tá bom.
Lorenzo, Benício e Filippo vieram correndo para o campo com sinalizadores. Uma fumaça preta e branca surgiu, e então fogos coloridos começaram a explodir. Eu sorri e encarei Gabriel.
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— Olha pra cima! — ele disse, e eu levantei os olhos, maravilhada.
— Eu te amo! — gritei, abraçando-o. — Te amo muito, muito, muito…
Ele riu, e logo depois Guedes e Paquetá se juntaram ao abraço.
— Até que enfim, viu! — Paquetá riu. — Puta merda, demorou uma copa inteira pra isso.
— Demorou seis anos, irmão — Gabriel falou, com um sorriso bobo. — Seis anos!
— Puta merda, qual é a neura em esconder sentimentos, ein? — Guedes falou dessa vez.
— Em minha defesa, só comecei a sentir algo concreto por ele quando fui para o Catar — me defendi.
— Joga a culpa em mim mesmo — reclamou Gabriel, e eu ri.
Antony, Amanda e Reinier se aproximaram. As crianças, já cansadas dos sinalizadores, vieram junto.
— Tia! — Lorenzo me chamou. Peguei o pequeno no colo. — Agora, você namora o tio Gabi Tinelli?
— Sim, Enzo — Gabriel respondeu, bagunçando os cabelos do afilhado.
O pequeno riu e me abraçou. Encarei Antony.
— Que foi? — perguntei.
— O moleque gostava de vocês dois juntos antes de você, eu lá sedento querendo te pegar… e ele falando "por que tia Ana não namora o tio Tinelli?" Sinceramente, viu — Antony riu, cruzando os braços.
— Cadê o Jesus? — Gabriel perguntou de repente.
Verifiquei que todos estavam ali: Paquetá, Duda, crianças, Antony, Reinier…
— Cadê a Amanda? — questionei.
Gabriel fez uma careta, e eu ri.
— Tadinho do meu amigo Malvadeza — Paquetá comentou.
— Amanda é meio doida, né? — Reinier falou. — Ela me ameaçou para voltar pro Flamengo.
— Ela não tentou te pegar, né? — perguntei, rindo.
— Não — ele respondeu. — Ela realmente implorou para eu voltar.
Eu ri alto, lembrando como Reinier era um dos poucos ídolos de Amanda que ela não tinha vontade de beijar.
— Acho que era isso — Gabriel concluiu. — Fiz toda uma mobilização para te pedir em namoro, você aceitou… e agora?
— Vocês vão pra casa se pegar — Paquetá brincou, batendo no ombro de Gabriel. — Eu, Guedes e Antony vamos para o aeroporto.
— Obrigada, meninos! — abracei todos. — Foi tudo lindo!
— Reinier, prazer em conhecer você — me aproximei e o abracei. — Obrigada por ajudar nessa loucura também.
— Não foi nada — ele riu. — Só odiei você sendo Corinthiana. Seria mais bonito sendo flamenguista. Aliás, lembro de uma história sua e do Gabigol…
— Nossa, não! — ri. — Verdade, você ainda jogava lá quando eu fui defender o Guedes.
— Que história? — perguntei curiosa.
— Ela invadiu o campo porque o Gabigol fez falta no Guedes. Apontou o dedo na cara dele e tudo — Reinier riu. — Mas enfim, parabéns. A gente se encontra.
Aos poucos, ficou só eu e Gabriel no estádio.
— Vamos embora? — perguntei.
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— Uhum — ele respondeu. Abracei-o e o beijei. — Você é incrível, Gabriel Martinelli.
— Você também é incrível, Ana Gabriela Macedo — ele sorriu. — Agora preciso planejar um pedido de casamento grandioso… Será que consigo fechar a Neo Química e chamar o time do Corinthians todo?
— Vamos embora — puxei sua mão, rindo.
E assim, aquele foi o fim de uma fase e o início de um namoro. Uma certeza: eu e Gabriel seríamos muito felizes juntos. Mas uma coisa eu aprendi: amigos nunca olham para amigos da mesma maneira que eu e Gabriel nos olhávamos.
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@
gabriel.martinelli:
Ela disse sim. ????????????
Curtido por lucaspaqueta, dudafournier, antony00, rogerguedes23, Corinthians e outras 120.897 pessoas
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Fim....
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