"Amor de Infância, Destino de Adulto-Gabriel Martinelli" Capítulo 49
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Point of View Of Ana Gabriela
— Tinha que ser, sempre o Martinelli — ele disse, a voz carregada de frustração. — Quem te garante que ele falou a verdade?
— Eu conheço o Gabriel — respondi firme. — Não faz disso culpa dele. Não vou jogar na sua cara, só… não acho certo ignorarmos esse fato.
— Porra, Ana! Eu sempre te amei e cuidei de você quando estávamos juntos. Não tem por que…
— Só me diz por que você fazia isso — pedi, a voz firme.
— Porque eu odiava o Martinelli — ele se levantou, a raiva clara nos olhos. — E não mudou muito agora. Você era só um meio de atingi-lo, nunca foi pessoal, eu juro. Mas eu também juro que, quando te conheci de verdade, passei a te amar. Muito.
Balancei a cabeça.
— Eu sei. Obrigada — me levantei também. — Só precisava dizer minha verdade sobre o que aconteceu no Catar… e ouvir a sua.
Tentei passar por ele, mas ele segurou meu braço.
— Eu posso não merecer você, mas o Martinelli também não. Acha que vai ser mil maravilhas viver com alguém que não sabe lidar com os próprios sentimentos?
Soltei-me e saí. No caminho, alguns jogadores do Palmeiras me encararam.
— LUGAR DE CORINTHIANA NÃO É AQUI, NÃO EIN! — gritou um deles.
— E SE EU FICAR AQUI? VAI FAZER O QUÊ? — respondi, irritada.
Eles avançaram. Encarei o que havia gritado.
— Eu já entrei em um campo de futebol e enfrentei o time inteiro do Flamengo para defender o Corinthians — falei, com o peito estufado. — Tá achando que vou abaixar a cabeça pra você? Se liga.
— ANA GABRIELA! — Amanda surgiu gritando. — Puta merda, vamos embora!
Ela me puxou para o carro, e eu quase surtei de alívio.
— Quando você cita a briga com meu precioso Flamengo, é sinal de que a coisa tá feia — disse ela, me enfiando no carro. — Apesar disso, achei lindo você apontando o dedo na cara do Gabigol e dizendo: "não encosta no meu Guedes".
Ri quando o carro começou a andar.
— Deus, nunca mais quero ver o Higor — murmurei.
— Não tem que ver mesmo, temos Guedes, Antony e Gabriel… Jesus e Martinelli, vamos pontuar, por favor.
— Aliás, preciso ir no Grava ver meu calvo e o Albertinho — falei, e ela concordou.
Point of View Of Gabriel Martinelli
Dois dias depois…
Sabe quando você toma uma decisão completamente louca, com altíssimo risco de dar merda? Pois é… eu estava nesse momento.
Mobilizei todo mundo: Paquetá e a família viriam para Londres; Antony já estava na minha casa com Lorenzo; mandei uma mensagem discreta para Roger Guedes para ele aparecer também.
O motivo? Pedir Ana em namoro. Talvez eu levasse um belo NÃO. Talvez. Mas foda-se.
A ideia era uma imitação de arena Neo Química, com hino do Corinthians, fogos vermelho e preto… e se desse certo, Roger Guedes perguntando a ela se namoraria comigo enquanto Paquetá trazia as alianças.
Tentei arrumar uma função para Gabriel Jesus, mas o máximo que consegui foi fazê-lo levar Ana até o estádio.
— Você me paga por isso — Paquetá saiu do portão de desembarque com Benício nos braços e Filippo com Duda.
— Faço o que você quiser depois, contanto que finalmente consiga namorar aquela mulher — ri, abraçando-o. — Obrigado por vir.
— De nada, irmão. Quando ela volta?
— Daqui três dias, no fim de semana. Vou tentar no sábado, porque não tenho certeza se o Guedes consegue chegar na sexta sem ela desconfiar.
— Ele vai vir?
— Tem jogo amanhã, mas depois tá livre. Talvez venha antes ou depois dela.
— Como pretende esconder você, Duda e Antony? — Paquetá perguntou enquanto eu ia abraçar Duda.
— Tenho um apartamento, geralmente minha mãe fica lá. Mas vou enfiar vocês lá.
Ele concordou. Fomos para minha casa. Lorenzo e os filhos de Paquetá resolveram "destruir" tudo enquanto eu tentava explicar o plano.
— Espera, como você vai fechar um estádio para isso? — Antony perguntou.
— O estádio do Fulham. Sabe o Reinier Jesus? Jogou com a gente em Tóquio… Era do Flamengo, enfim, pedi pra ele me ajudar. Já tá fechado.
— Entendi — Paquetá disse. — E se o Guedes não conseguir vir?
— Coloco você no lugar dele pra falar.
— E você? Vai fazer o quê? — Duda me olhou.
— Vou me concentrar em não desmaiar — fui sincero. — Por isso dei uma função pra cada um; não sei se tenho psicológico pra isso.
Duda riu.
— Vai dar certo, Martinelli, vai dar certo — ela me abraçou.
E assim, o plano estava traçado. Agora só faltava a chegada dela.
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Continua...
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