"Amor de Infância, Destino de Adulto-Gabriel Martinelli" Capítulo 31
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@amanda.napolix;
Gol do Brasil.... Era em Doha que não podia LGBT???? Putaria? Demonstração de amor em público?O TABU QUEBRANDO...
@
antony00
@ana.cmacedo
Curtido por gabriel.martinelli,
antony00
,
vinijr e outras 345 pessoas
@gabriel.martinelli:
mas o que é isso? É a Ana? Puta merda.|Eu beijei ela, ela beijou o Antony. Sai daqui menino nem te conheço.|Eu tô chegando.... Sua louca!
@
antony00
:
QUANDO VOCÊ TIROU ESSA FOTO? MEU DEUS, GAROTA eu vou parar em site de fofoca|Gol do Brasil.
@ana.cmacedo:
Dia 1 sendo presa no Catar....|Vou botar o Antony pra te mamar sua puta
• •
P
oint of View — Ana Gabriela
A música vibrava no corpo inteiro.
Eu dançava com Antony, deixando o ritmo me levar, enquanto as mãos dele deslizavam com intimidade demais para alguém que ainda não tinha certeza de nada comigo.
Os dedos passaram pela minha cintura, subiram devagar… demoraram um segundo a mais do que deveriam.
Quando senti a intenção mudar, segurei o pulso dele.
— Gol primeiro — falei, me afastando o suficiente para encará-lo.
Ele riu, daquele jeito convencido.
— Você complica tudo.
— Eu deixo interessante — retruquei.
— Vou chamar a Amanda — ele provocou.
Arqueei a sobrancelha.
— Isso foi uma ameaça?
Dei um tapa leve no peito dele, arrancando outra risada.
— Você não era assim — ele comentou, me puxando de volta. — Essa sua amiga tá te desviando.
Revirei os olhos, mas não tive tempo de responder.
Os gritos vieram do outro lado da pista.
Olhei e vi os meninos comemorando a chegada de alguém.
Martinelli.
Sozinho.
— Até que enfim! — Neymar gritou. — Cachaça pra ele!
Ele apenas revirou os olhos e seguiu até a área das mesas… exatamente onde eu e Antony estávamos.
Assim que nos viu, fez uma careta.
— É sério isso?
Ignorei o comentário.
— Cadê a Isa?
— Dor de cabeça — ele respondeu, pegando o copo que estava na mesa sem nem perguntar.
Antes que Antony abrisse a boca, já levei a mão até ele.
— Nem pensa.
Martinelli riu.
— Eu já tentei resolver — disse, dando de ombros.
Antony fez uma cara indignada e me apertou pela cintura, balançando a cabeça.
— Injustiça isso aqui.
— MARTINELLI!
Amanda surgiu do nada.
Literalmente.
E completamente alterada.
Ela estava vermelha, rindo sozinha, com aquele olhar de quem já tinha ultrapassado todos os limites possíveis.
— Meu Deus… — Martinelli se afastou instintivamente. — Oi.
— Cadê sua namorada perfeita? — ela perguntou, sem filtro nenhum.
Eu já levei a mão ao rosto.
— Amanda…
— Ana — ela me interrompeu, rindo — eu preciso te contar sobre o Jesus…
Ela simplesmente se jogou na mesa, rindo sozinha.
Não precisei perguntar.
Eu sabia.
— Você não tem jeito — falei, rindo.
— Não sabia que o filho de Deus era assim — ela comentou, olhando pra mim. — E você… Totony… quando vai levar minha amiga pro céu?
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— Ela tá bem? — Martinelli perguntou, desconfiado.
— Infelizmente, sim — respondi.
Amanda ficou encarando Gabriel como se estivesse analisando ele.
Ele ignorou.
E eu preferi puxar Antony de volta para a pista.
---
Point of View — Gabriel Martinelli
— Você.
A voz dela veio do nada.
De novo.
— Tem algo estranho em você.
— A única coisa estranha aqui é você — respondi, me afastando.
Ela riu.
— Eu pelo menos me divirto.
Cruzei os braços, desviando o olhar.
Mas, inevitavelmente… ele voltou.
Antony.
E Ana.
Juntos.
Suspirei, pegando o copo da ruiva sem pedir.
Dei um gole.
— Você gosta dela — ela falou, como se fosse óbvio.
Revirei os olhos.
— Para de viajar.
— Seu olho entrega — ela continuou, se aproximando demais. — Tá brilhando. E isso aí… é ciúmes.
Travei o maxilar.
— Você não bate bem.
— Fiz um cursinho de análise corporal — ela respondeu, orgulhosa. — Mão fechada, respiração pesada… você tá segurando coisa aí.
Olhei para as minhas mãos.
Fechadas.
Tensas.
Soltei o ar devagar.
Droga.
— O que você quer? — perguntei, irritado.
Ela me encarou, dessa vez mais séria.
— A verdade.
Por um segundo, pensei em negar.
Mas não consegui.
— Eu não sei.
Ela me olhou por mais um instante.
E então…
— Vai se ferrar — disse, se levantando. — Garoto chato.
E saiu.
Fiquei ali, parado, tentando ignorar o que ela tinha falado.
Não deu.
Fui até o bar.
Bebi.
E fiquei.
Até ver Ana se aproximar.
Sozinha.
— Não liga pra Amanda — ela disse, sentando ao meu lado. — Ela fala sem filtro.
— Percebi.
Ela pediu uma bebida.
Quando levou o copo à boca, segurei a mão dela sem pensar.
— Quantas você já bebeu?
— Relaxa — ela respondeu, tranquila. — Eu tô bem.
Soltei.
Ela virou a bebida de uma vez.
— Antony foi atrás dos meninos — ela comentou. — Então agora…
Ela sorriu.
— Você vai se divertir.
— Ana—
Não deu tempo.
Ela já estava me puxando de volta para a pista.
A luz batia nela de um jeito perigoso.
O vestido preto… justo demais, curto demais, chamativo demais.
E ela parecia saber exatamente o efeito que causava.
Começou a dançar.
Eu fiquei parado.
Ela me olhou, impaciente.
— Vem.
Pegou minhas mãos e colocou na cintura dela.
— Você sabe fazer isso — provocou. — Não é difícil.
— Eu não danço.
— Hoje dança.
Ela virou de frente pra mim.
Perto demais.
Meu olhar caiu… sem permissão.
E subiu de novo.
Merda.
O que eu tô fazendo?
Ela deu um passo pra trás, como se tivesse percebido.
E sorriu.
— Algumas coisas não mudam.
Antes que eu respondesse, Amanda apareceu de novo.
E puxou Ana.
As duas começaram a dançar juntas, sem nenhuma vergonha.
E, por algum motivo…
Eu não conseguia parar de olhar.
Talvez a ruiva estivesse certa.
Talvez eu estivesse ferrado.
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