"Amor de Infância, Destino de Adulto-Gabriel Martinelli" Capítulo 30
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Amanda Napoli, 21 anos, morava no rio mas se mudou para SP, Faz faculdade de fisioterapia mas o maior sonho é ser tatuadora. Torcedora do flamengo, amiga de Ana, louca pelo Gabriel Jesus.

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Dessa vez, decidi ir para a torcida.
E o motivo tinha nome: Amanda.
Ela era completamente imprevisível. Do tipo que, em um dia comum, podia arrumar confusão suficiente para ser expulsa de qualquer lugar. Em um estádio… as chances só aumentavam.
Quando a vi chegando, já senti o pressentimento de dor de cabeça.
A ruiva apareceu carregando uma caixa de som, cantando alto, sem qualquer preocupação com o ambiente ao redor. E, automaticamente, uma lembrança surgiu na minha cabeça.
Richarlison.
Nota mental: apresentar os dois. Talvez fosse a combinação perfeita… ou um desastre completo.
— Cheguei! — ela anunciou, pulando ao meu lado como se estivesse entrando em uma festa.
— Cadê meu marido, Jesus?
Revirei os olhos, já prevendo o que viria.
— Aquecendo, ali — apontei para o campo.
Estávamos na área VIP, próxima das famílias dos jogadores. Um lugar que, definitivamente, não combinava com Amanda.
— VAI, ANA, TORCIDA! — ela gritou, chamando atenção de metade das pessoas ao redor. — GABRIEL JESUS, VEM...
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— Cala a boca! — tapei a boca dela rapidamente, sentindo o rosto esquentar. — Ele não vai nada. Amanda, pelo amor de Deus, a gente tá em um país conservador.
Ela fez uma careta, se soltando de mim.
— Ai, que saco…
E sentou, contrariada.
Respirei fundo, tentando manter a calma, quando notei Isabella se aproximando. Nós ainda não tínhamos tido uma conversa de verdade.
— Oi, Ana — ela sorriu, gentil.
— Oi — respondi, a abraçando. — Como você tá?
— Tô bem… — ela disse, mas parecia um pouco tensa. — O Gabriel tá feliz de você estar aqui.
— Ele falou — sorri de leve.
Ela hesitou por um segundo, claramente indecisa.
— Posso te perguntar uma coisa? Eu tô… com isso entalado.
— Claro.
Ela respirou fundo.
— Você e o Antony…
Suspirei.
— Não. Eu fiz besteira, eu sei. Mas não chegou a esse ponto. A gente nem chegou a se beijar.
Olhei para ela com sinceridade.
— Foi impulso. E eu me arrependo. Porque custou o meu namoro.
Isabella soltou o ar, aliviada.
— Ainda é errado, eu sei… mas eu pensei tanta coisa — ela fez uma careta leve. — Não mudaria muito, considerando tudo que ele já fez… mas mesmo assim.
— Não precisa se explicar — falei, com um sorriso pequeno.
— Quem é? — Amanda apareceu do nada, analisando Isabella sem nenhum filtro. — Nossa… ela é tão padrão que me dá dor de cabeça. Você quer fazer uma tatuagem?
Isabella riu, surpresa.
— Amanda — suspirei. — Essa é a Isabella, namorada do Martinelli.
— Ah, então ele tem namorada… interessante — ela comentou, já perdendo o interesse. — OLHA LÁ, VAI COMEÇAR!
— GABRIEL, GOSTOSO!
Isabella franziu a testa.
— Gabriel?
— Jesus — respondi, segurando o riso.
E, por um momento, tudo ficou leve.
Se eu disser que prestei atenção no jogo, seria mentira.
Passei os noventa minutos tentando impedir Amanda de falar algo absurdo para qualquer pessoa que passasse perto de nós.
O jogo terminou em 1 a 0 para o Brasil, com gol do Casemiro.
E o pós-jogo?
Ideia do Neymar, obviamente.
— Balada — ele anunciou, animado, enquanto saíamos. — A gente tá num lugar cheio de luxo… imagina as festas daqui.
Alguns hesitaram. Eu, inclusive.
Mas, no fim, fomos.
Amanda já tinha feito amizade com metade do elenco antes mesmo de chegarmos. Quando notei, ela já estava dançando com Richarlison como se se conhecessem há anos.
Martinelli foi buscar Isabella, e ficou de nos encontrar depois.
Assim que entramos na boate, Amanda me puxou pela mão.
— Hoje você vai dançar — ela decretou.
E me arrastou para a pista.
Depois de um tempo, já mais solta, vi Antony se aproximar, com duas bebidas na mão.
— Olha aí… o motivo do término da Ana — Amanda soltou, rindo.
Senti o impacto da frase, mas mantive a expressão neutra.
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— Ela não tem filtro, né? — Antony riu.
— Nenhum — respondi.
— Prazer, Amanda.
— Eu sei quem você é — ela respondeu, direta. — E também sei que vocês nem se beijaram.
Ela virou a bebida de uma vez.
— Você não era atacante? Porque, sinceramente…
Eu e Antony começamos a rir.
— Não ri — ela cruzou os braços. — Quer ajuda?
— Pra quê? — ele provocou.
— Pra beijar direito.
Ele riu, olhando para mim.
— Eu aceito.
Antes que eu pudesse protestar, Amanda já estava me puxando.
Fomos até uma das mesas.
— Presta atenção — ela disse, assumindo um tom sério que não combinava com ela. — Só vou mostrar uma vez.
Ela se sentou e me puxou pela cintura, me fazendo cair em seu colo.
Balancei a cabeça, rindo.
— Amanda…
— Fica quieta — ela respondeu. — Primeiro: postura.
Ela ajustou minhas mãos, minha posição.
— Agora, confiança.
O olhar dela mudou, mais intenso.
Por um segundo, o mundo ao redor pareceu desaparecer.
Ela aproximou o rosto do meu.
E me beijou.
Não era novidade. Já tinha acontecido antes, em festas, em momentos impulsivos.
Mas ainda assim…
Era sempre intenso.
Ela me afastou logo depois, com um sorriso satisfeito.
— Viu? — disse, se levantando. — Agora aprende.
E saiu, como se nada tivesse acontecido.
Fiquei ali, um pouco sem reação.
Antony riu baixo.
— Então… você também gosta?
— Achei que fosse óbvio.
Ele se aproximou, sentando ao meu lado.
— Isso torna tudo mais interessante.
— Não se empolga — respondi.
Ele sorriu.
— Eu beijo bem.
— É o que você diz.
Ele me puxou com calma, aproximando nossos rostos.
O toque foi leve no começo. Quase um teste.
Mas, quando o beijo aconteceu de verdade…
Foi diferente.
Mais firme. Mais seguro.
Sua mão deslizou pela minha cintura, subindo devagar pelas minhas costas.
Eu perdi o ar por um segundo.
Quando nos afastamos, ele ainda estava sorrindo.
— Problema — ele disse. — Agora eu vou ter que fazer um gol.
Ergui uma sobrancelha.
— Pra quê?
— Pra te convencer.
Soltei uma risada baixa.
— Então faz valer a pena.
Ele inclinou a cabeça, confiante.
— Pode deixar.
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