"Amor de Infância, Destino de Adulto-Gabriel Martinelli" Capítulo 14
PUBLICIDADE
Point of View — Gabriel Martinelli
Uma semana depois.
Tem semanas que passam devagar, arrastadas, como se o tempo estivesse zombando de você.E tem outras… que simplesmente desaparecem.
Essa foi assim.
Entre treinos, exames e a obsessão da Ana em me transformar numa máquina perfeita, eu mal percebi os dias passando. Ela me fez repetir testes, refazer avaliações, treinar até o corpo pedir arrego. Em alguns momentos, eu realmente considerei a possibilidade de estar doente e ninguém ter me contado.
Ou pior: que o clube estava escondendo alguma coisa.
Mas, no fundo, eu sabia.Ela só estava tentando me deixar pronto.
Para hoje.
Minha mãe tinha vindo para Londres. Disse que queria "me dar sorte", mas eu sabia que ela também estava nervosa. Talvez até mais do que eu.
Era sexta-feira.Dia da convocação.
E, mesmo tentando manter a calma, eu sentia meu corpo inteiro em alerta. As mãos suadas, o coração acelerado, a mente indo longe demais.
A esperança era pequena.Mas existia.
Isabella fez de tudo pra ficar comigo, mas tinha prova na faculdade. Eu entendi. Ou pelo menos tentei entender. Ainda assim… eu queria que ela estivesse ali.
Respirei fundo, encostado no sofá, e disquei.
— Vai, Ana… — resmunguei quando ela atendeu — vem ver a convocação comigo, por favor.
Minha mãe me olhou de lado.
— Gabriel… — o tom dela já veio carregado — eu conheço esse sorriso.
Revirei os olhos.
— Ih, mãe, para com isso. Nem durmo direito.
Ela soltou uma risada baixa, claramente sem acreditar.
Vinte minutos depois, a campainha tocou.
Ana entrou já em chamada de vídeo.
— Fala, vagabundo — Antony apareceu na tela, sorrindo — bença, tia.
— Deus te abençoe, meu filho — minha mãe respondeu, divertida.
— VAI COMEÇAR! — Antony gritou.
Na mesma hora, o silêncio tomou conta da sala.
Ana ajeitou o celular, se sentou ao meu lado… e foi ali que eu senti.
Minha perna não parava.Meu coração parecia querer sair do peito.
Eu estava prestes a descobrir.
— Relaxa… — ela sussurrou, segurando minha mão.
E aquilo… aquilo só piorou tudo.
— Os atacantes… — a voz do técnico ecoou.
Sem pensar, escondi o rosto no pescoço dela. Eu não conseguia olhar.
— Neymar… Richarlison… Vinícius Júnior… Raphinha… Antony…
Levantei a cabeça no mesmo segundo.
No celular, Antony estava em choque.Segundos depois, ele começou a gritar.
— PARABÉNS! — Ana comemorou.
Mas a lista ainda não tinha acabado.
— Pedro… Gabriel Jesus…
Meu coração travou.
— Gabriel Martinelli… Rodrygo Goes.
Silêncio.
Um silêncio absurdo, pesado, impossível de descrever.
Eu não conseguia respirar.
— Gabriel Martinelli… — repeti, quase sem voz — sou eu… né?
Minha mãe sorriu, com os olhos brilhando.
— É você, filho. Só existe um.
Eu pisquei.
Uma vez.Duas.
E então tudo veio de uma vez.
— Eu fui convocado… — olhei para Ana, que já sorria como se fosse uma vitória dela também — EU FUI CONVOCADO!
PUBLICIDADE
Arranquei o celular da mão dela.
— ANTONY! A GENTE FOI! A GENTE VAI PRA COPA!
Nós dois surtamos. Sem dignidade nenhuma. Pulando, gritando, rindo como duas crianças que tinham acabado de ganhar o mundo.
Porque, de certa forma… a gente tinha.
Desliguei a chamada e abracei minha mãe com força.
Depois, Ana.
Ela pulou em mim, e eu a segurei no ar, rindo.
— Eu vou pra Copa… — murmurei, ainda incrédulo — eu vou jogar uma Copa do Mundo.
— Você vai — ela respondeu, abraçada em mim — eu sabia.
Fechei os olhos por um segundo.
— Obrigado por estar aqui, minha pretinha… — sussurrei — te amo tanto.
E foi aí que a porta abriu.
Eu me afastei no mesmo instante.
Isabella estava parada ali.
— Já foi a convocação? — ela perguntou.
Engoli seco.
— Eu vou pra Copa.
Ela sorriu, correu até mim e me beijou.
— Parabéns, meu amor!
Por cima do ombro dela, vi Ana se afastar, abraçando minha mãe.
E, por algum motivo… aquilo pesou.
• •


PUBLICIDADE
@gabriel.martinelli e @
antony00
:
Convocados ????????
Curtido por dejesusoficial,
neymarjr
,
lucaspaqueta
e outras 100.568 pessoas.
@
isabellarrousso
:
Meus meninos <3
|
@gabriel.martinelli
: te amo
@ana.cmacedo:
vocês merecem o mundo. Amo vocês.
|
@antony00
: obrigada minha gata, te amo
@
lucaspaqueta
:
parabéns moleques, vejo vocês em Doha.
• •
---
Mais tarde, eu quis comemorar.
Chamei todo mundo pra jantar.Minha mãe, Isabella… e Ana.
Ela recusou.
Disse que era momento de família.
Eu quase fui atrás dela só pra obrigar a ir.
— A Ana não vem mesmo? — Isabella perguntou, já sentada no restaurante.
— Não — respondi seco — vamos pedir, tô com fome.
O jantar foi tranquilo. Leve, até. Eu estava feliz demais pra deixar qualquer coisa estragar aquilo.
Mas minha mãe…
Minha mãe me observava.
E aquilo me incomodava mais do que deveria.
Em casa, Isabella foi dormir quase imediatamente. Exausta.
Eu fui para a cozinha.
Abri o vinho.
Precisava de um tempo.
— Gabriel.
Quase derrubei a taça quando minha mãe apareceu.
— Eu já te vi bebendo — ela disse, rindo — deixa de teatro.
Suspirei, peguei outra taça e servi pra ela.
— Quer?
Ela aceitou.
Ficamos em silêncio por alguns segundos.
— Posso te perguntar uma coisa? — ela disse.
— Claro.
— Você gosta da Ana?
A pergunta me atingiu como um soco.
— Ficou maluca? — respondi rápido demais — ela é minha amiga. Quase uma irmã.
Minha mãe me olhou… daquele jeito que sempre me desmontava.
— Você sempre chamou de amizade — ela disse — porque era mais fácil.
Meu peito apertou.
— Vou dormir.
— Gabriel…
— Eu não gosto dela — cortei, irritado — e não sei por que todo mundo resolveu inventar isso agora. Vocês vão acabar estragando minha amizade com ela.
Ela não elevou a voz.
— Não é agora, filho.
Silêncio.
— Com dezoito anos, você conseguia disfarçar. Era fase, confusão… dava pra acreditar nisso.
Ela deu um gole no vinho.
— Mas agora você tem vinte e um.
Engoli seco.
— E você ainda olha pra ela do mesmo jeito.
Levantei o olhar, encarando minha mãe.
— Eu amo a Isabella.
E eu não estava mentindo.
— Então me deixa viver isso em paz.
Ela assentiu devagar.
— A Isa é uma boa menina.
Pausa.
— Mas ela é mulher.
Aquilo gelou meu corpo.
— Uma hora, ela vai perceber.
Silêncio.
— E vai doer.
Eu não respondi.
Não tinha resposta.
Me levantei, dei um beijo na bochecha dela e saí dali.
Porque, naquele momento…
Eu não sabia mais o que era verdade.
PUBLICIDADE
você pode gostar
-
TerminadoCapítulo 11
MENINA DÁ METADE DO LANCHE A UM MENINO SEM-TETO... 25 ANOS DEPOIS, ELE VOLTA MILIONÁRIO
Aos nove anos, Gabriel Costa vivia nas ruas de São Paulo e esperava todos os dias diante do portão de uma escola particular. Foi ali que conheceu Valentina Almeida, uma menina rica que passou a dividir escondida metade do próprio almoço com ele. Quando Gabriel foi adotado por uma família de Curitiba, fez uma promessa antes de partir: "Quando eu crescer… eu volto para te buscar." Vinte e cinco anos depois, Valentina enfrenta a doença do pai, a falência do Grupo Almeida e um noivado que esconde interesses perigosos. É então que Gabriel retorna a São Paulo — não mais como o menino faminto do portão, mas como um empresário cuja fortuna ultrapassa R$ 950 milhões.Moderno13.8 mil palavras5 180 -
TerminadoCapítulo 11
MILIONÁRIO CHEGA MAIS CEDO À CASA DE CAMPO... E QUASE DESMAIA COM O QUE VÊ
Milionário chega mais cedo à casa de Campo e quase desmaia com o que vê. Alejandro para no jardim sem acreditar. Léo, seu filho, ri alto nos braços de Helena, a faxineira. O menino que diziam ser incapaz de sentir emoção, agora gargalha como nunca. Pela manhã, Carla insistiu em aumentar os sedativos, dizendo que Léo era um caso perdido. Mas ali, diante dos olhos do pai, a verdade aparece. Não era doença, era medo. Helena tenta soltá-lo, assustada, mas Léo se agarra a ela como proteção. Quando o carro de Carla surge na entrada, o sorriso some, o corpo do menino trava. Alejandro entende tudo naquele instante. Ele manda Helena agir normalmente e decide observar em silêncio. Aquela risada muda tudo. Naquela noite, ele jura proteger o filho, descobrir quem mentiu e acabar com o terror escondido dentro da própria casa. A guerra começa ali, no quintal, com um riso que salvou uma vida.Moderno13.7 mil palavras5 123 -
TerminadoCapítulo 12
Eles Pensavam Que Eu Era Uma Boneca Frágil… Até Ouvirem o Som do Gatilho
Na alta sociedade de São Paulo, Christian von Stock e Victória de Medeiros pareciam o casal perfeito: ele, um titã corporativo brilhante e irretocável; ela, uma herdeira gélida e deslumbrante. Mas o conto de fadas durou apenas até o momento em que a porta da imponente mansão se fechou. No segundo em que o último flash da imprensa sumiu, Christian revelou ser o seu pior pesadelo. Dono de uma mente brilhante e sádica, ele confiscou o passaporte, o celular e as contas de Victória, transformando-a em uma prisioneira na própria casa. Para garantir a obediência absoluta, ele escolheu a única fraqueza dela: Camila, sua irmã caçula com síndrome de down, agora vigiada de perto como refém. Aos olhos do mundo, eles eram a imagem da felicidade conjugal, com sorrisos ensaiados e jantares de gala. Entre quatro paredes, era uma guerra psicológica diária onde a respiração de Victória era controlada e a liberdade, uma lembrança distante. Christian acreditava ter quebrado o espírito de sua esposa, transformando-a em uma boneca dócil. O que ele não sabia era que, sob a pele da mulher acuada, Victória contava cada segundo, memorizava cada código de segurança e aguardava pacientemente o momento certo. Ela fingiu submissão. Ela jogou o jogo dele. E, quando o monstro finalmente cometeu o erro de subestimá-la, a frágil esposa sumiu. No lugar dela, emergiu a lâmina afiada pronta para destruir o império dele de dentro para fora. Uma mente brilhante, uma gaiola de ouro e um jogo de gato e rato onde a única regra é sobreviver para ver quem quebra primeiro.Outras|Aventura|Moderno15.3 mil palavras5 148 -
TerminadoCapítulo 10
Minha Mãe Deixou Minha Esposa Desmaiada no Chão
Arthur voltou de viagem dois dias antes e encontrou a mesa cheia, o filho de oito dias chorando e Elena desacordada no tapete. A mãe dele continuava cortando o jantar. Se você encontrasse sua esposa nessa situação e descobrisse que alguém da sua própria família havia falsificado sua assinatura, qual seria sua primeira atitude? Leia até o fimModerno10.3 mil palavras5 130 -
TerminadoCapítulo 11
Mostraram Suas Verdadeiras Faces… Sem Saber Que Eu Fingia Estar Paralisada
Fingi Estar Paralisada Por 10 Dias… Meus Filhos Disputaram Minha Fortuna, Mas A “Intrusa” Ficou... Aos 66 anos, Beatriz Montenegro Sampaio construiu um dos maiores impérios imobiliários de São Paulo. Rica, poderosa e acostumada a controlar tudo, ela acreditava conhecer os próprios filhos. Até ser envenenada durante sua festa de aniversário. Ao descobrir que sobreviveria sem sequelas permanentes, Beatriz toma uma decisão perigosa: fingir que ficou paralisada e sem conseguir falar para descobrir quem permaneceria ao seu lado quando ela não pudesse mais oferecer poder, dinheiro ou proteção.Moderno15.1 mil palavras5 352 -
TerminadoCapítulo 11
“Ela Não É Minha Filha”… Até o DNA Revelar Um Segredo Pior
No aniversário da pequena Sofia, Isabela presencia uma cena que muda para sempre sua relação com a poderosa família Montenegro. Mas o golpe mais cruel vem do próprio marido, Alexandre, que olha para a menina e declara diante de todos: "Ela não é minha filha." Isabela, porém, já conhece a verdade. Um exame de DNA confirma que Sofia é filha biológica de Alexandre com 99,9998% de probabilidade. Só que existe uma segunda página no resultado — e ela revela algo ainda mais devastador... Até onde sua própria mãe foi capaz de ir para proteger os segredos da família Montenegro?Moderno13.4 mil palavras5 287 -
TerminadoCapítulo 11
O Chefe da Máfia Mais Temido Viu Minhas Mãos Tremendo… E Fez Uma Única Pergunta
Isabela Oliveira Martins só queria sobreviver a mais um turno em um restaurante sofisticado nos Jardins, em São Paulo. Mas, ao servir a mesa 17, suas mãos começaram a tremer diante do homem que todos no salão pareciam temer: Dante Vasconcelos Montenegro, um poderoso e misterioso chefe da máfia. Quando Dante percebe as marcas no pulso da garçonete, segura sua mão e pergunta baixinho: "Quem fez isso com você?" Isabela não consegue responder. Porque o homem de quem está fugindo é Marcelo Ferraz, seu ex-namorado controlador, alguém que parece sempre saber onde ela está. O que Isabela ainda não sabe é que seu encontro com Dante está longe de ser uma coincidência do destino. Uma investigação começa a revelar que Marcelo se aproximou dela por causa de Antônio, seu pai, morto quinze anos antes em circunstâncias nunca esclarecidas. E quanto mais Isabela procura respostas, mais descobre que os Ferraz e os Montenegro escondem um passado construído sobre dinheiro, traições e silêncio. Até Dante guarda um segredo sobre a noite em que Antônio morreu. Agora, Isabela terá que descobrir em quem pode confiar — sem permitir que outro homem decida seu destino. Porque talvez seu pai não tenha morrido apenas por descobrir um crime.Bilionário|Máfia|Moderno14.3 mil palavras5 4105 -
TerminadoCapítulo 10
Três Dias Após o Funeral, Ouvi Meu Marido Planejar Minha Herança
Três dias depois de enterrar a mãe, Eliza ouviu o marido dizer ao telefone: “Assim que eu acessar as contas, a gente venceu.” Ela não desceu a escada nem exigiu explicações. Apertou o botão de gravar. Na manhã seguinte, o último vídeo de Margaret revelou que Garrett pesquisava a herança antes mesmo do casamento — e que Sienna, irmã de Eliza, havia aberto a primeira porta.Moderno9.7 mil palavras5 197 -
TerminadoCapítulo 10
A Menina Que Entrou Molhada no Baile
Com fome e encharcada, Lívia, de nove anos, entra escondida no baile beneficente do Hotel Imperial procurando a mãe. Helena Albuquerque, viúva de uma das famílias mais ricas de São Paulo, joga água no rosto da menina e a acusa de roubo. Quando Lívia cai, um colar de safira se solta de seu pescoço. Dentro da pedra existe uma fotografia que Helena não vê há vinte anos — e a prova de que a criança humilhada diante da elite é a neta que ela nunca soube que tinha.Moderno10.0 mil palavras5 110 -
TerminadoCapítulo 10
A Menina Deu Seu Último Remédio ao Temido Homem
Uma reação alérgica derruba Adrian Moretti dentro da própria mansão. Ellie Carter, filha de uma funcionária e portadora de alergia severa, usa nele seu último autoinjetor de epinefrina. Quando Adrian voltou a respirar, descobriu que aquela era a última dose dela. Minutos depois, a menina disse algo ainda mais impossível: viu um velho colocar “lágrimas azuis” no vinho. O que começou com uma injeção levou a uma chave costurada dentro de um coelho, ao assassinato encoberto de David e à filha que Adrian acreditava ter enterrado.Moderno|Romance10.1 mil palavras5 127