"Nunca Mais Serei a Esposa Invisível" Capítulo 12
PUBLICIDADE
Henrique estava parado no centro da cozinha, o reflexo gélido da bancada de mármore emoldurando seu rosto sombrio.
Lúcia permanecia ao lado, com as mãos entrelaçadas, mal ousando respirar.
"Então... durante esses seis anos, ela fez tudo isso em silêncio e nunca disse uma palavra?", perguntou ele com a voz rouca.
Lúcia assentiu cautelosamente: "A patroa nunca nos deixava intervir. Ela dizia... dizia que o estômago do senhor era sensível, que os chás de ressaca de fora eram muito fortes, e que ela precisava vigiar o fogo pessoalmente."
Os dedos de Henrique tamborilaram involuntariamente na bancada.
Seis anos inteiros. Toda vez que ele voltava de um compromisso, não importa quão tarde fosse, sempre havia uma tigela morna esperando por ele na mesa de jantar.
Ele jamais imaginara que aquilo era o resultado de Clarice velando o sono até a madrugada.
"Senhor, quer que eu tente...", o mordomo começou a sugerir timidamente.
"Não é necessário", Henrique virou-se em direção à escada. "Vão todos descansar."
Ao passar pela suíte master, ele ouviu a respiração compassada de Isabela.
Em seu sono, ela se virou, e o lençol de seda emitiu um leve farfalhar.
Henrique parou à porta e, por algum motivo, lembrou-se subitamente de Clarice—
No início do casamento, ele não queria sequer olhar para aquela mulher que fora imposta por uma aliança comercial. Por isso, inventava todo tipo de desculpa para sair e frequentemente passava a noite fora.
Mas não importava a hora em que voltasse, ele sempre a encontrava na sala, esperando silenciosamente por sua chegada.
Clarice tinha o sono leve e despertava com qualquer ruído.
Às vezes, quando ele chegava no meio da noite, a encontrava encolhida no sofá, dormindo com a televisão ligada no volume mínimo.
Naquela época, ele simplesmente não gostava dela. Mesmo vendo-a naquela situação, ele sequer lhe dirigia um segundo olhar antes de seguir para o quarto.
No entanto, ela repetiu esse gesto por muitos anos.
Até que, tempos depois, ele finalmente começou a parar por ela e até chegava a cobri-la com uma manta.
Quando foi que tudo começou a mudar? Parecia ter sido exatamente após o retorno de Isabela.
Como ele frequentemente saía para resolver os problemas de Isabela, suas idas para casa tornaram-se cada vez mais raras.
Houve uma vez em que Isabela expressou o desejo de ver as crianças, e ele as levou até ela.
Parecia que, a partir daquele momento, o contato entre as crianças e Isabela aumentou drasticamente; eles passaram a maior parte do tempo juntos.
Clarice não deixou de questionar. Ela disse, furiosa:
"Você é meu marido. Vitor e Alice são meus filhos biológicos. Por que você passa os dias mimando e cuidando de outra pessoa?"
Ela hesitou, como se as palavras lhe custassem, e seus olhos se encheram de lágrimas.
"Do jeito que vocês agem, eu já não sei mais quem vocês consideram como esposa e como mãe."
Mas, naquela época, ele só tinha olhos para Isabela, que acabara de voltar ao país. Ao ouvir o questionamento, ele apenas a achou irracional.
Ele chegou a dizer friamente: "Você se esqueceu... que se você não tivesse interferido..."
"...A Isabela é quem deveria ser a dona desta casa?"
Clarice paralisou no lugar, olhando para ele com uma decepção indescritível.
Naquele momento, ao ver o olhar de dor e incredulidade dela, ele sentiu um leve abalo emocional.
Contudo, como Isabela era o seu verdadeiro amor, ele ignorou Clarice parada ali e virou as costas sem hesitar.
Depois disso, Clarice nunca mais tocou no assunto, como se aquela conversa jamais tivesse existido.
Ele se sentiu satisfeito, pensando que ela finalmente estava sendo compreensiva.
Lembrando-se disso agora, ele, impulsionado por um impulso estranho, abriu a porta do quarto das crianças.
Vitor e Alice dormiam profundamente, com as cabecinhas encostadas uma na outra.
No porta-retrato ao lado da cama, havia uma foto deles com Isabela, todos com sorrisos radiantes. A foto de Clarice fora removida em algum momento que ele não percebeu.
Olhando para aquele espaço vazio onde antes ficava a imagem de Clarice...
Por algum motivo, ele sentiu um vazio no próprio peito.
Ele não voltou para a suíte principal; foi para o quarto de hóspedes sozinho.
Pela janela, o luar entrava frio e pálido.
Henrique pegou uma garrafa de uísque do bar e deu um gole direto da garrafa.
O líquido ardente queimou sua garganta, mas não foi capaz de apagar aquela irritação inexplicável que consumia sua mente.
PUBLICIDADE
você pode gostar
-
TerminadoCapítulo 11
MENINA DÁ METADE DO LANCHE A UM MENINO SEM-TETO... 25 ANOS DEPOIS, ELE VOLTA MILIONÁRIO
Aos nove anos, Gabriel Costa vivia nas ruas de São Paulo e esperava todos os dias diante do portão de uma escola particular. Foi ali que conheceu Valentina Almeida, uma menina rica que passou a dividir escondida metade do próprio almoço com ele. Quando Gabriel foi adotado por uma família de Curitiba, fez uma promessa antes de partir: "Quando eu crescer… eu volto para te buscar." Vinte e cinco anos depois, Valentina enfrenta a doença do pai, a falência do Grupo Almeida e um noivado que esconde interesses perigosos. É então que Gabriel retorna a São Paulo — não mais como o menino faminto do portão, mas como um empresário cuja fortuna ultrapassa R$ 950 milhões.Moderno13.8 mil palavras5 180 -
TerminadoCapítulo 11
MILIONÁRIO CHEGA MAIS CEDO À CASA DE CAMPO... E QUASE DESMAIA COM O QUE VÊ
Milionário chega mais cedo à casa de Campo e quase desmaia com o que vê. Alejandro para no jardim sem acreditar. Léo, seu filho, ri alto nos braços de Helena, a faxineira. O menino que diziam ser incapaz de sentir emoção, agora gargalha como nunca. Pela manhã, Carla insistiu em aumentar os sedativos, dizendo que Léo era um caso perdido. Mas ali, diante dos olhos do pai, a verdade aparece. Não era doença, era medo. Helena tenta soltá-lo, assustada, mas Léo se agarra a ela como proteção. Quando o carro de Carla surge na entrada, o sorriso some, o corpo do menino trava. Alejandro entende tudo naquele instante. Ele manda Helena agir normalmente e decide observar em silêncio. Aquela risada muda tudo. Naquela noite, ele jura proteger o filho, descobrir quem mentiu e acabar com o terror escondido dentro da própria casa. A guerra começa ali, no quintal, com um riso que salvou uma vida.Moderno13.7 mil palavras5 123 -
TerminadoCapítulo 12
Eles Pensavam Que Eu Era Uma Boneca Frágil… Até Ouvirem o Som do Gatilho
Na alta sociedade de São Paulo, Christian von Stock e Victória de Medeiros pareciam o casal perfeito: ele, um titã corporativo brilhante e irretocável; ela, uma herdeira gélida e deslumbrante. Mas o conto de fadas durou apenas até o momento em que a porta da imponente mansão se fechou. No segundo em que o último flash da imprensa sumiu, Christian revelou ser o seu pior pesadelo. Dono de uma mente brilhante e sádica, ele confiscou o passaporte, o celular e as contas de Victória, transformando-a em uma prisioneira na própria casa. Para garantir a obediência absoluta, ele escolheu a única fraqueza dela: Camila, sua irmã caçula com síndrome de down, agora vigiada de perto como refém. Aos olhos do mundo, eles eram a imagem da felicidade conjugal, com sorrisos ensaiados e jantares de gala. Entre quatro paredes, era uma guerra psicológica diária onde a respiração de Victória era controlada e a liberdade, uma lembrança distante. Christian acreditava ter quebrado o espírito de sua esposa, transformando-a em uma boneca dócil. O que ele não sabia era que, sob a pele da mulher acuada, Victória contava cada segundo, memorizava cada código de segurança e aguardava pacientemente o momento certo. Ela fingiu submissão. Ela jogou o jogo dele. E, quando o monstro finalmente cometeu o erro de subestimá-la, a frágil esposa sumiu. No lugar dela, emergiu a lâmina afiada pronta para destruir o império dele de dentro para fora. Uma mente brilhante, uma gaiola de ouro e um jogo de gato e rato onde a única regra é sobreviver para ver quem quebra primeiro.Outras|Aventura|Moderno15.3 mil palavras5 148 -
TerminadoCapítulo 10
Minha Mãe Deixou Minha Esposa Desmaiada no Chão
Arthur voltou de viagem dois dias antes e encontrou a mesa cheia, o filho de oito dias chorando e Elena desacordada no tapete. A mãe dele continuava cortando o jantar. Se você encontrasse sua esposa nessa situação e descobrisse que alguém da sua própria família havia falsificado sua assinatura, qual seria sua primeira atitude? Leia até o fimModerno10.3 mil palavras5 130 -
TerminadoCapítulo 11
Mostraram Suas Verdadeiras Faces… Sem Saber Que Eu Fingia Estar Paralisada
Fingi Estar Paralisada Por 10 Dias… Meus Filhos Disputaram Minha Fortuna, Mas A “Intrusa” Ficou... Aos 66 anos, Beatriz Montenegro Sampaio construiu um dos maiores impérios imobiliários de São Paulo. Rica, poderosa e acostumada a controlar tudo, ela acreditava conhecer os próprios filhos. Até ser envenenada durante sua festa de aniversário. Ao descobrir que sobreviveria sem sequelas permanentes, Beatriz toma uma decisão perigosa: fingir que ficou paralisada e sem conseguir falar para descobrir quem permaneceria ao seu lado quando ela não pudesse mais oferecer poder, dinheiro ou proteção.Moderno15.1 mil palavras5 352 -
TerminadoCapítulo 11
“Ela Não É Minha Filha”… Até o DNA Revelar Um Segredo Pior
No aniversário da pequena Sofia, Isabela presencia uma cena que muda para sempre sua relação com a poderosa família Montenegro. Mas o golpe mais cruel vem do próprio marido, Alexandre, que olha para a menina e declara diante de todos: "Ela não é minha filha." Isabela, porém, já conhece a verdade. Um exame de DNA confirma que Sofia é filha biológica de Alexandre com 99,9998% de probabilidade. Só que existe uma segunda página no resultado — e ela revela algo ainda mais devastador... Até onde sua própria mãe foi capaz de ir para proteger os segredos da família Montenegro?Moderno13.4 mil palavras5 287 -
TerminadoCapítulo 11
O Chefe da Máfia Mais Temido Viu Minhas Mãos Tremendo… E Fez Uma Única Pergunta
Isabela Oliveira Martins só queria sobreviver a mais um turno em um restaurante sofisticado nos Jardins, em São Paulo. Mas, ao servir a mesa 17, suas mãos começaram a tremer diante do homem que todos no salão pareciam temer: Dante Vasconcelos Montenegro, um poderoso e misterioso chefe da máfia. Quando Dante percebe as marcas no pulso da garçonete, segura sua mão e pergunta baixinho: "Quem fez isso com você?" Isabela não consegue responder. Porque o homem de quem está fugindo é Marcelo Ferraz, seu ex-namorado controlador, alguém que parece sempre saber onde ela está. O que Isabela ainda não sabe é que seu encontro com Dante está longe de ser uma coincidência do destino. Uma investigação começa a revelar que Marcelo se aproximou dela por causa de Antônio, seu pai, morto quinze anos antes em circunstâncias nunca esclarecidas. E quanto mais Isabela procura respostas, mais descobre que os Ferraz e os Montenegro escondem um passado construído sobre dinheiro, traições e silêncio. Até Dante guarda um segredo sobre a noite em que Antônio morreu. Agora, Isabela terá que descobrir em quem pode confiar — sem permitir que outro homem decida seu destino. Porque talvez seu pai não tenha morrido apenas por descobrir um crime.Bilionário|Máfia|Moderno14.3 mil palavras5 4104 -
TerminadoCapítulo 10
Três Dias Após o Funeral, Ouvi Meu Marido Planejar Minha Herança
Três dias depois de enterrar a mãe, Eliza ouviu o marido dizer ao telefone: “Assim que eu acessar as contas, a gente venceu.” Ela não desceu a escada nem exigiu explicações. Apertou o botão de gravar. Na manhã seguinte, o último vídeo de Margaret revelou que Garrett pesquisava a herança antes mesmo do casamento — e que Sienna, irmã de Eliza, havia aberto a primeira porta.Moderno9.7 mil palavras5 197 -
TerminadoCapítulo 10
A Menina Que Entrou Molhada no Baile
Com fome e encharcada, Lívia, de nove anos, entra escondida no baile beneficente do Hotel Imperial procurando a mãe. Helena Albuquerque, viúva de uma das famílias mais ricas de São Paulo, joga água no rosto da menina e a acusa de roubo. Quando Lívia cai, um colar de safira se solta de seu pescoço. Dentro da pedra existe uma fotografia que Helena não vê há vinte anos — e a prova de que a criança humilhada diante da elite é a neta que ela nunca soube que tinha.Moderno10.0 mil palavras5 110 -
TerminadoCapítulo 10
A Menina Deu Seu Último Remédio ao Temido Homem
Uma reação alérgica derruba Adrian Moretti dentro da própria mansão. Ellie Carter, filha de uma funcionária e portadora de alergia severa, usa nele seu último autoinjetor de epinefrina. Quando Adrian voltou a respirar, descobriu que aquela era a última dose dela. Minutos depois, a menina disse algo ainda mais impossível: viu um velho colocar “lágrimas azuis” no vinho. O que começou com uma injeção levou a uma chave costurada dentro de um coelho, ao assassinato encoberto de David e à filha que Adrian acreditava ter enterrado.Moderno|Romance10.1 mil palavras5 127