"Nunca Mais Serei a Esposa Invisível" Capítulo 4
PUBLICIDADE
"Foi a mamãe!" Alice gritou com a voz embargada pelo choro. "Ela sabia muito bem que tínhamos alergia e nos deu de propósito!"
Vitor assentiu com força: "Ela é muito má!"
Os dedos de Clarice agarraram o batente da porta com tanta força que as articulações ficaram brancas: "Vitor, Alice, vocês têm noção do que estão dizendo? É melhor contarem a verdade agora mesmo!"
"Chega!" Henrique levantou-se abruptamente e agarrou o pulso dela. A pressão era tanta que parecia prestes a esmagar seus ossos. "Clarice, é assim que você age como mãe? Além de machucá-los, ainda os obriga a mentir?"
"Eu não fiz nada..." A voz de Clarice tremia levemente.
"Está sugerindo que eles estão te incriminando?" Ele soltou uma risada fria. "Que idade eles têm? Se você não tem sequer a decência de assumir seus erros, você não merece ser mãe."
As duas crianças começaram a chorar mais alto. Henrique soltou Clarice imediatamente e virou-se para consolá-los.
No entanto, quanto mais ele os acalmava, mais eles choravam, com os rostinhos ficando vermelhos.
"Papai..." Alice soluçava. "Dói tanto..."
"O que posso fazer para você se sentir melhor?" Henrique perguntou suavemente, limpando as lágrimas dela com os dedos.
Vitor, com os olhos vermelhos, olhou para Clarice com malícia: "Ela também tem alergia a manga! Façam ela beber o suco também! Ela precisa sentir a mesma dor!"
O coração de Clarice gelou completamente.
Ela olhou para Henrique, e o frio que emanava do olhar dele a fez estremecer por inteiro.
"Está bem."
Ele se empertigou e estalou os dedos. Dois seguranças entraram imediatamente no quarto.
"Segurem-na."
Antes que Clarice pudesse reagir, ela foi forçada a se sentar em uma cadeira.
Um segurança apertou seu queixo, forçando sua boca a se abrir.
Um litro de suco de manga foi despejado goela abaixo. O líquido doce e espesso invadiu suas vias respiratórias, fazendo-a tossir violentamente enquanto sua garganta queimava como brasa.
Manchas vermelhas começaram a surgir em sua pele a uma velocidade visível a olho nu. Seu rosto começou a inchar e a respiração tornou-se cada vez mais difícil, um esforço hercúleo.
Ela arranhava o próprio pescoço em agonia, com a visão turva focada em Henrique.
Ele permanecia ali, observando tudo com indiferença, sem qualquer intenção de interromper a tortura.
As duas crianças pararam de chorar e batiam palmas, excitadas: "Bem feito! Ela merece sofrer também!"
Antes que a escuridão a levasse, a última imagem que Clarice viu foi o olhar gélido de Henrique.
...
Não se sabe quanto tempo passou até que Clarice acordasse na cama do hospital.
Sua garganta ainda ardia e as marcas da reação alérgica permaneciam em seu rosto.
Vindo de fora do quarto, ela ouviu uma voz familiar. Era Isabela.
"Henrique, eu realmente não sabia que eles eram alérgicos... eu só queria fazer um suco natural para eles..."
"A culpa não é sua," a voz de Henrique soou com uma ternura inacreditável. "Você não sabia."
"Se eu tivesse vindo explicar a verdade antes, você não teria entendido mal a Clarice." Isabela continuou com um tom de falso arrependimento. "Vitor, Alice, vocês também... a culpa é toda minha. Como puderam colocar a culpa na mãe de vocês só para me proteger?"
As vozes chorosas e acuadas das duas crianças soaram nitidamente:
"Tia Bela, nós aprendemos a lição..." Alice dizia entre soluços. "É que... nós simplesmente não gostamos da mamãe..."
"É verdade," Vitor concordou. "Ela está sempre nos controlando, não deixa a gente comer doces, nos obriga a dormir cedo... nós só queríamos que ela fosse embora..."
Os dedos de Clarice apertaram os lençóis com força, as juntas brancas.
Aqueles eram os filhos que ela carregou por dez meses, os filhos por quem quase morreu na mesa de cirurgia.
Ela se lembrava do dia em que Vitor nasceu; não havia ninguém do lado fora da sala de parto.
A enfermeira lhe disse que Henrique estava em uma reunião importante e não podia sair.
Ela agonizou de dor, mas teve que aguentar tudo sozinha, cerrando os dentes.
O nascimento de Alice foi ainda mais perigoso. Houve uma hemorragia grave durante o parto difícil; os médicos chegaram a emitir um boletim de estado crítico, avisando que ela corria risco de vida.
E Henrique, devido a uma fusão internacional, havia voado para o exterior.
E agora, as duas crianças por quem ela arriscou a vida para trazer ao mundo, tornaram-se as pessoas que mais a feriam profundamente.
PUBLICIDADE
você pode gostar
-
TerminadoCapítulo 11
MENINA DÁ METADE DO LANCHE A UM MENINO SEM-TETO... 25 ANOS DEPOIS, ELE VOLTA MILIONÁRIO
Aos nove anos, Gabriel Costa vivia nas ruas de São Paulo e esperava todos os dias diante do portão de uma escola particular. Foi ali que conheceu Valentina Almeida, uma menina rica que passou a dividir escondida metade do próprio almoço com ele. Quando Gabriel foi adotado por uma família de Curitiba, fez uma promessa antes de partir: "Quando eu crescer… eu volto para te buscar." Vinte e cinco anos depois, Valentina enfrenta a doença do pai, a falência do Grupo Almeida e um noivado que esconde interesses perigosos. É então que Gabriel retorna a São Paulo — não mais como o menino faminto do portão, mas como um empresário cuja fortuna ultrapassa R$ 950 milhões.Moderno13.8 mil palavras5 180 -
TerminadoCapítulo 11
MILIONÁRIO CHEGA MAIS CEDO À CASA DE CAMPO... E QUASE DESMAIA COM O QUE VÊ
Milionário chega mais cedo à casa de Campo e quase desmaia com o que vê. Alejandro para no jardim sem acreditar. Léo, seu filho, ri alto nos braços de Helena, a faxineira. O menino que diziam ser incapaz de sentir emoção, agora gargalha como nunca. Pela manhã, Carla insistiu em aumentar os sedativos, dizendo que Léo era um caso perdido. Mas ali, diante dos olhos do pai, a verdade aparece. Não era doença, era medo. Helena tenta soltá-lo, assustada, mas Léo se agarra a ela como proteção. Quando o carro de Carla surge na entrada, o sorriso some, o corpo do menino trava. Alejandro entende tudo naquele instante. Ele manda Helena agir normalmente e decide observar em silêncio. Aquela risada muda tudo. Naquela noite, ele jura proteger o filho, descobrir quem mentiu e acabar com o terror escondido dentro da própria casa. A guerra começa ali, no quintal, com um riso que salvou uma vida.Moderno13.7 mil palavras5 123 -
TerminadoCapítulo 12
Eles Pensavam Que Eu Era Uma Boneca Frágil… Até Ouvirem o Som do Gatilho
Na alta sociedade de São Paulo, Christian von Stock e Victória de Medeiros pareciam o casal perfeito: ele, um titã corporativo brilhante e irretocável; ela, uma herdeira gélida e deslumbrante. Mas o conto de fadas durou apenas até o momento em que a porta da imponente mansão se fechou. No segundo em que o último flash da imprensa sumiu, Christian revelou ser o seu pior pesadelo. Dono de uma mente brilhante e sádica, ele confiscou o passaporte, o celular e as contas de Victória, transformando-a em uma prisioneira na própria casa. Para garantir a obediência absoluta, ele escolheu a única fraqueza dela: Camila, sua irmã caçula com síndrome de down, agora vigiada de perto como refém. Aos olhos do mundo, eles eram a imagem da felicidade conjugal, com sorrisos ensaiados e jantares de gala. Entre quatro paredes, era uma guerra psicológica diária onde a respiração de Victória era controlada e a liberdade, uma lembrança distante. Christian acreditava ter quebrado o espírito de sua esposa, transformando-a em uma boneca dócil. O que ele não sabia era que, sob a pele da mulher acuada, Victória contava cada segundo, memorizava cada código de segurança e aguardava pacientemente o momento certo. Ela fingiu submissão. Ela jogou o jogo dele. E, quando o monstro finalmente cometeu o erro de subestimá-la, a frágil esposa sumiu. No lugar dela, emergiu a lâmina afiada pronta para destruir o império dele de dentro para fora. Uma mente brilhante, uma gaiola de ouro e um jogo de gato e rato onde a única regra é sobreviver para ver quem quebra primeiro.Outras|Aventura|Moderno15.3 mil palavras5 148 -
TerminadoCapítulo 10
Minha Mãe Deixou Minha Esposa Desmaiada no Chão
Arthur voltou de viagem dois dias antes e encontrou a mesa cheia, o filho de oito dias chorando e Elena desacordada no tapete. A mãe dele continuava cortando o jantar. Se você encontrasse sua esposa nessa situação e descobrisse que alguém da sua própria família havia falsificado sua assinatura, qual seria sua primeira atitude? Leia até o fimModerno10.3 mil palavras5 130 -
TerminadoCapítulo 11
Mostraram Suas Verdadeiras Faces… Sem Saber Que Eu Fingia Estar Paralisada
Fingi Estar Paralisada Por 10 Dias… Meus Filhos Disputaram Minha Fortuna, Mas A “Intrusa” Ficou... Aos 66 anos, Beatriz Montenegro Sampaio construiu um dos maiores impérios imobiliários de São Paulo. Rica, poderosa e acostumada a controlar tudo, ela acreditava conhecer os próprios filhos. Até ser envenenada durante sua festa de aniversário. Ao descobrir que sobreviveria sem sequelas permanentes, Beatriz toma uma decisão perigosa: fingir que ficou paralisada e sem conseguir falar para descobrir quem permaneceria ao seu lado quando ela não pudesse mais oferecer poder, dinheiro ou proteção.Moderno15.1 mil palavras5 352 -
TerminadoCapítulo 11
“Ela Não É Minha Filha”… Até o DNA Revelar Um Segredo Pior
No aniversário da pequena Sofia, Isabela presencia uma cena que muda para sempre sua relação com a poderosa família Montenegro. Mas o golpe mais cruel vem do próprio marido, Alexandre, que olha para a menina e declara diante de todos: "Ela não é minha filha." Isabela, porém, já conhece a verdade. Um exame de DNA confirma que Sofia é filha biológica de Alexandre com 99,9998% de probabilidade. Só que existe uma segunda página no resultado — e ela revela algo ainda mais devastador... Até onde sua própria mãe foi capaz de ir para proteger os segredos da família Montenegro?Moderno13.4 mil palavras5 287 -
TerminadoCapítulo 11
O Chefe da Máfia Mais Temido Viu Minhas Mãos Tremendo… E Fez Uma Única Pergunta
Isabela Oliveira Martins só queria sobreviver a mais um turno em um restaurante sofisticado nos Jardins, em São Paulo. Mas, ao servir a mesa 17, suas mãos começaram a tremer diante do homem que todos no salão pareciam temer: Dante Vasconcelos Montenegro, um poderoso e misterioso chefe da máfia. Quando Dante percebe as marcas no pulso da garçonete, segura sua mão e pergunta baixinho: "Quem fez isso com você?" Isabela não consegue responder. Porque o homem de quem está fugindo é Marcelo Ferraz, seu ex-namorado controlador, alguém que parece sempre saber onde ela está. O que Isabela ainda não sabe é que seu encontro com Dante está longe de ser uma coincidência do destino. Uma investigação começa a revelar que Marcelo se aproximou dela por causa de Antônio, seu pai, morto quinze anos antes em circunstâncias nunca esclarecidas. E quanto mais Isabela procura respostas, mais descobre que os Ferraz e os Montenegro escondem um passado construído sobre dinheiro, traições e silêncio. Até Dante guarda um segredo sobre a noite em que Antônio morreu. Agora, Isabela terá que descobrir em quem pode confiar — sem permitir que outro homem decida seu destino. Porque talvez seu pai não tenha morrido apenas por descobrir um crime.Bilionário|Máfia|Moderno14.3 mil palavras5 4104 -
TerminadoCapítulo 10
Três Dias Após o Funeral, Ouvi Meu Marido Planejar Minha Herança
Três dias depois de enterrar a mãe, Eliza ouviu o marido dizer ao telefone: “Assim que eu acessar as contas, a gente venceu.” Ela não desceu a escada nem exigiu explicações. Apertou o botão de gravar. Na manhã seguinte, o último vídeo de Margaret revelou que Garrett pesquisava a herança antes mesmo do casamento — e que Sienna, irmã de Eliza, havia aberto a primeira porta.Moderno9.7 mil palavras5 197 -
TerminadoCapítulo 10
A Menina Que Entrou Molhada no Baile
Com fome e encharcada, Lívia, de nove anos, entra escondida no baile beneficente do Hotel Imperial procurando a mãe. Helena Albuquerque, viúva de uma das famílias mais ricas de São Paulo, joga água no rosto da menina e a acusa de roubo. Quando Lívia cai, um colar de safira se solta de seu pescoço. Dentro da pedra existe uma fotografia que Helena não vê há vinte anos — e a prova de que a criança humilhada diante da elite é a neta que ela nunca soube que tinha.Moderno10.0 mil palavras5 110 -
TerminadoCapítulo 10
A Menina Deu Seu Último Remédio ao Temido Homem
Uma reação alérgica derruba Adrian Moretti dentro da própria mansão. Ellie Carter, filha de uma funcionária e portadora de alergia severa, usa nele seu último autoinjetor de epinefrina. Quando Adrian voltou a respirar, descobriu que aquela era a última dose dela. Minutos depois, a menina disse algo ainda mais impossível: viu um velho colocar “lágrimas azuis” no vinho. O que começou com uma injeção levou a uma chave costurada dentro de um coelho, ao assassinato encoberto de David e à filha que Adrian acreditava ter enterrado.Moderno|Romance10.1 mil palavras5 127