"A Vingança da Esposa Abandonada" Capítulo 3
PUBLICIDADE
Capítulo 3
Ricardo dormia profundamente.
Segurei seu dedo e usei a impressão digital para desbloquear o celular.
Encontrei o número para o qual ele havia ligado na noite anterior. Fiquei olhando para ele por um bom tempo, até que, de repente, algo em minha mente se conectou.
Eu já tinha visto aquele número antes.
Três meses atrás, quando Ricardo caiu da montanha e foi levado ao hospital, pedi à polícia o contato da primeira pessoa que o encontrou e chamou o resgate. Eu queria agradecer pessoalmente.
O número que me deram foi exatamente esse.
Tenho uma memória excelente, especialmente para números.
Não havia engano.
Na época, liguei para o número diante do policial.
Quem atendeu foi uma mulher.
Sua voz era suave e educada, mas parecia um pouco mais velha.
Ela disse gentilmente que não precisava me encontrar pessoalmente, e que também não era necessário agradecer. Segundo ela, qualquer pessoa normal faria o mesmo.
Depois que desliguei, o policial sorriu e comentou comigo que, talvez outras pessoas aceitassem uma recompensa, mas aquela mulher certamente não.
Perguntei o motivo.
Ele explicou que a reconheceu durante o interrogatório.
Ela já havia aparecido nas notícias como
“a mulher mais bela e resiliente”
.
— A história dela também é bastante trágica — disse o policial. — No dia do casamento, o marido sofreu uma hemorragia cerebral repentina e ficou totalmente paralisado. Ele ainda tinha um filho de sete anos do casamento anterior. Ela não o abandonou. Durante treze anos cuidou dele, limpando até suas necessidades, e ainda criou o menino sozinha até ele crescer. No ano passado o marido finalmente faleceu. Só agora ela começou a viver um pouco para si mesma. Abriu uma pequena barraca na entrada do parque suburbano, vendendo sopa de miúdos de cordeiro.
— Uma pessoa com valores morais como os dela jamais aceitaria dinheiro de agradecimento.
Naquele momento eu apenas suspirei, admirada.
— Meu marido teve muita sorte de encontrar alguém assim.
Agora, naquela madrugada silenciosa, fiquei olhando o celular por muito tempo antes de abrir a galeria de fotos.
Não sei se Ricardo era confiante demais em si mesmo ou confiava demais em mim, mas ele praticamente não escondia nada.
Assim que a galeria abriu, vi uma tela cheia de fotos.
Fotos de uma mulher.
Sempre a mesma mulher.
Sob um céu estrelado da noite, havia uma pequena barraca iluminada por uma luz quente, de onde subia vapor de comida quente.
A mulher tinha olhos suaves e um sorriso brilhante.
Em algumas fotos ela cortava ingredientes. Em outras servia sopa. Em outras ainda conversava com os clientes.
Cada imagem transmitia uma sensação acolhedora, cheia de tranquilidade, como se o tempo ali fluísse lentamente.
Entre centenas de fotos, suas roupas mudavam de vestidos de manga curta para grossos casacos de inverno.
Seis meses.
Era esse o intervalo de tempo.
No terceiro dia, fui ao parque suburbano.
Sentei-me diante da barraca com o letreiro
“Sopa de Cordeiro da Helena”
.
Observei a mulher chamada
Helena Duarte
.
Ela estava agachada diante de um canteiro de flores, falando gentilmente com um gatinho de rua.
Dois homens estavam na frente da barraca brincando:
— Helena, você só tem olhos para esses gatos e cachorros. Nem está preocupada em ganhar dinheiro!
Helena levantou-se rapidamente, com um sorriso gentil e uma expressão um pouco envergonhada.
— Desculpem, eu estava com pena deles e acabei me distraindo. Nem percebi que vocês estavam esperando.
O outro homem acenou com a mão.
— Você está fazendo uma boa ação. Esses animais de rua já consideram esse lugar a casa deles. Sabem que você tem o coração mole e sempre vêm pedir comida. Uma cena tão calorosa assim até alegra quem está olhando.
Depois que os dois homens foram embora, caminhei até a barraca.
— Uma sopa de miúdos de cordeiro, por favor.
Helena respondeu alegremente:
— Claro!
Enquanto o vapor branco subia da panela, fiquei observando-a em silêncio.
Ela devia ter uns trinta e cinco ou trinta e seis anos.
Pequenas linhas já surgiam no canto dos olhos.
Ela não tinha a beleza vibrante de uma jovem, mas seus traços eram suaves e tranquilos.
Seu cabelo estava preso num rabo de cavalo baixo, com algumas mechas soltas caindo ao lado do rosto, transmitindo uma feminilidade calma e natural.
— É sua primeira vez aqui, irmãzinha? Vou colocar alguns pedaços extras de pulmão de cordeiro para você provar.
Sentei-me à pequena mesa e comecei a provar lentamente a sopa.
Mas na minha mente uma única pergunta insistia em girar.
Uma pessoa como Helena…
Com uma história como a dela.
Com um caráter aparentemente tão digno…
Ela seria capaz de se envolver com o marido de outra mulher?
Seria mesmo?
Ou não?
PUBLICIDADE
você pode gostar
-
TerminadoCapítulo 10
A Menina Deu Seu Último Remédio ao Temido Homem
Uma reação alérgica derruba Adrian Moretti dentro da própria mansão. Ellie Carter, filha de uma funcionária e portadora de alergia severa, usa nele seu último autoinjetor de epinefrina. Quando Adrian voltou a respirar, descobriu que aquela era a última dose dela. Minutos depois, a menina disse algo ainda mais impossível: viu um velho colocar “lágrimas azuis” no vinho. O que começou com uma injeção levou a uma chave costurada dentro de um coelho, ao assassinato encoberto de David e à filha que Adrian acreditava ter enterrado.Moderno|Romance10.1 mil palavras5 127 -
TerminadoCapítulo 10
A Madrasta Contratada pelo Don
Expulsa de casa com R$ 187 e uma mala molhada, Nora respondeu a um anúncio de emprego. Na mansão, ouviu um tiro, conheceu o homem mais temido de São Paulo e recebeu uma ordem impossível: fazer o filho traumatizado dele comer.Moderno|Romance9.7 mil palavras5 470 -
TerminadoCapítulo 10
O Chefe da Máfia Descobriu os Trigêmeos
Cinco anos após ser afastada pelo marido, Clara Montenegro retorna a um baile beneficente acompanhada dos trigêmeos que Gabriel Cruz nunca soube que existiam. O homem chamado de Chefe por aliados e inimigos reconhece o próprio rosto nos meninos antes que ela confirme a verdade.Moderno|Romance11.3 mil palavras5 127 -
TerminadoCapítulo 11
O Marido Golpista Tentou Dar o "Golpe do Baú" em Mim? Eu o Mandei Direto para a Prisão!
Ele jurou que me amava desde os tempos da faculdade. Mas o "cara humilde" que eu escolhi era, na verdade, um monstro que tramou a falência e a morte do meu pai só para roubar o meu império. Quer vingança? Eu dei a ele um gostinho disso. Por um ano, virei a empregada humilhada da minha própria mansão. Aguentei os abusos e as humilhações diárias da minha sogra e daquela cunhada insuportável, fingindo ser a coitada frágil que não sabia de nada. Mas a palhaçada acabou. Quando eles tentaram me internar à força num hospício para limpar o que restava do meu nome, eu tirei a máscara de boazinha. Com a Polícia Federal invadindo a sala e a imprensa inteira transmitindo tudo ao vivo, eles finalmente descobriram quem é o verdadeiro dono do jogo. E adivinha? Os parasitas vão apodrecer na cadeia.Outras|Moderno|Romance11.6 mil palavras5 55 -
TerminadoCapítulo 10
O Beijo Que Virou Dívida
À 1h17 da manhã, Sara viu dois homens apontarem uma arma para um desconhecido que sangrava contra a parede. Ela podia voltar ao bar, trancar a porta e chamar a polícia. Em vez disso, abriu os braços, chamou o homem de “amor” e o beijou diante dos assassinos. Três semanas depois, seu irmão apareceu com três dedos quebrados e uma dívida de R$ 75 mil. O nome do homem que controlava a cobrança fez Sara abrir a gaveta onde escondera um relógio parado: Gabriel Rossini. Ela entrou num clube sem placa carregando tudo que possuía. Quando o homem atrás da mesa levantou os olhos, Sara reconheceu o cinza, a cicatriz e a boca que havia beijado sob a chuva. Gabriel abriu a pasta do irmão dela e disse apenas: — Eu avisei que não esqueceria seu rosto.Moderno|Romance12.2 mil palavras5 109 -
TerminadoCapítulo 12
Depois Da Fuga, O Magnata Frio Me Coroou Rainha
Em uma noite de gala, traída pela própria madrasta e meia-irmã, Lucia Monteiro foi empurrada para o abismo. Mas, em vez da ruína, ela cruzou o caminho de Lorenzo Valente, o implacável magnata que governa assombras de São Paulo. Ao voltar para casa, sem nada além de humilhação, foi sumariamente expulsa pelo próprio pai, que rasgou os laços sanguíneos em nome da falsa moral. Cinco anos depois, Lucia retorna como uma renomada designer de alta joalheria, acompanhada por um filho prodígio. No baile de gala, a elite que antes a pisoteava agora treme de pavor. E o temido Lorenzo? Ele a puxa para seus braços diante de todos, sussurrando com devoção: "Te achei, minha fugitiva. Desta vez, ninguém ousa tocar em você."Moderno|Romance14.8 mil palavras5 234 -
TerminadoCapítulo 10
O Chefe Que Eu Ensinei a Andar
R$ 250 mil por três meses pareciam a solução para todas as dívidas de Teresa Ferreira. O contrato tinha uma exigência: dar banho, vestir e ensinar a andar novamente o homem mais temido de São Paulo. Massimo Pascale estava preso a uma cadeira de rodas desde um acidente que ninguém sabia explicar. As três profissionais anteriores haviam abandonado a mansão. Ele humilhava quem tentava ajudá-lo e não confiava nem na própria família. Teresa ficou. Enfrentou as ordens, obrigou Massimo a voltar às barras paralelas e descobriu alterações clandestinas em seus remédios. Alguém dentro daquela casa precisava que o chefe continuasse fraco. Quando as luzes se apagaram e homens armados invadiram o escritório, Teresa entendeu por que as outras enfermeiras tinham fugido. Massimo segurou sua mão dentro de uma passagem secreta e fez um pedido que nenhum dinheiro poderia pagar.Moderno|Romance12.1 mil palavras5 108 -
TerminadoCapítulo 11
Joguei-a na Favela, Ela Comprou Meu Império
No Brasil, um país banhado por sol escaldante e marcado por um abismo social cruel, a linha entre as classes é uma muralha intransponível. Anos atrás, Vitória Albuquerque, a implacável matriarca do Grupo Albuquerque em São Paulo, arquitetou um acidente brutal para roubar a herança da própria família, assassinando o irmão e jogando sua sobrinha de três anos, Sofia, como lixo nas vielas da Rocinha, no Rio de Janeiro. Anos mais tarde, Sofia cresce forte sob os cuidados de uma senhora humilde e retorna ao coração financeiro do país, a Avenida Paulista, carregando uma dupla carta na manga. Disfarçada, ela consegue uma vaga de estagiária na empresa da própria tia. Diante do bullying sádico da prima Bianca e da arrogância intocável de Vitória, Sofia avança passo a passo. Enquanto elas a tratam como uma formiga insignificante da ralé, a verdade é que Sofia já comprou, através de fundos offshore secretos, 85% das ações em circulação e a dívida oculta do conglomerado! Do primeiro banho de humilhação na fonte da empresa até o julgamento apoteótico no Baile de Gala no Copacabana Palace; da chantagem emocional disfarçada de "amor de família" até o frio aço das algemas da polícia — Esta é uma celebração definitiva sobre vingança, capital e sangue. Quanto mais alto os parentes tóxicos sobem, mais espetacular é a queda. — Bem-vindos ao acerto de contas comandado por mim. Desta vez, chegou a vez de vocês perderem absolutamente tudo.Outras|Moderno|Romance11.5 mil palavras5 86 -
TerminadoCapítulo 11
A Esposa Rejeitada é a Chefe da Máfia
O homem mais poderoso de São Paulo achava que havia se casado com uma boneca de porcelana quebrada. ????❄️ Para a máfia, Helena Albuquerque era apenas uma bastarda descartável, uma ferramenta de aliança usada para zombaria e desprezo. Sua própria família a pisoteava, e seu marido, o temido Don Matteo Moretti, prometeu fazê-la viver no inferno. O que eles não sabiam? Enquanto a humilhavam por usar roupas baratas, a mesma mulher que tremia (aparentemente) diante deles... é a Chef Suprema da organização mercenária mais temida da América Latina e a dona secreta da fortuna que sustenta o império de Matteo. ???????? Até onde vai a arrogância de um homem antes que ele descubra que sua esposa pode destruir o seu mundo com um simples estalar de dedos? ???? Leia a história completa agora e descubra a queda dos arrogantes! Link nos comentários/bio. ????Moderno|Romance10.5 mil palavras5 2266 -
TerminadoCapítulo 10
Meu Noivo Milionário Riu de Mim e Disse Que Eu Só Recusava Seus Presentes Para Parecer Diferente das Outras Interesseiras
Lívia nunca aceitou uma joia de Henrique. Não porque não o amasse, mas porque tinha medo de que, um dia, ele olhasse para tudo o que lhe dera e concluísse que também a havia comprado. Enquanto recusava relógios e viagens, ela passava meses economizando para presenteá-lo com coisas que jamais poderia pagar sem abrir mão de si mesma. Então, na noite em que levou ao noivo o relógio de aniversário comprado em doze parcelas, ouviu-o dizer aos amigos que mulheres espertas recusavam presentes caros justamente para esconder que eram interesseiras. Lívia chorou em silêncio do lado de fora. Depois entrou, entregou-lhe a caixa e encerrou o noivado diante de todos. Henrique acreditou que ela voltaria quando o dinheiro acabasse. O que ele não sabia era que a mãe de Lívia estava prestes a se casar com Augusto Ferraz, um empresário mais poderoso que a família Valença — e que Caio Ferraz, o filho que Augusto criara para herdar seu império, seria o primeiro homem a enxergar quanto custava, de verdade, cada presente barato que Lívia oferecia.Moderno|Romance13.2 mil palavras5 284