"Um Amor de Outra Vida: O Preço do Sacrifício" Capítulo 15
PUBLICIDADE
Valentina ficou paralisada pelo olhar dele.
A violência fria em seus olhos era suficiente para fazer qualquer um estremecer.
Ela percebeu, naquele instante, que havia falado demais.
Seus olhos começaram a vacilar, inquietos.
“Eu… eu acredito, claro… senão… como eu teria entendido a sua dor? Como eu teria ficado ao seu lado…”
“É mesmo?”
Leonardo deu mais um passo à frente.
A voz baixa, pressionando cada palavra.
“Então me diz… qual foi a missão que o sistema te deu?”
“E o seu irmão? O que aconteceu com ele depois?”
“Como ele se chamava? Em qual hospital foi tratado? Qual médico fez a cirurgia?”
Uma pergunta após a outra caiu sobre ela, sem dar tempo para respirar.
Valentina recuou instintivamente, passo após passo, até sentir as costas baterem contra a parede.
Não havia mais para onde fugir.
Ela abriu a boca.
Mas aquelas respostas que havia ensaiado inúmeras vezes na mente simplesmente não conseguiam sair.
Diante daquele olhar que parecia atravessá-la por completo, tudo se desfez.
“Leo…”
Ela tentou forçar lágrimas, a voz embargada.
“Aqueles detalhes… são dolorosos demais… eu não quero lembrar…”
“Vamos esquecer tudo isso, tá bem? Ainda temos o futuro… temos o nosso filho…”
O canto da boca de Leonardo se ergueu em um sorriso frio.
“Valentina… é melhor você rezar.”
“Para que, do começo ao fim, você nunca tenha mentido para mim.”
Ele terminou a frase e não olhou mais para ela.
Nem para o rosto que havia perdido completamente a cor.
Nem para os olhos cheios de pânico.
Como se ficar ali mais um segundo fosse repulsivo.
Ele se virou diretamente, pegou o casaco jogado sobre a cadeira e saiu sem olhar para trás.
Valentina permaneceu parada no mesmo lugar.
Como se aquela última frase tivesse congelado todo o sangue em seu corpo.
Leonardo não voltou para a casa dos Arantes.
Entrou no carro e falou friamente:
“Investiga.”
“Tudo sobre o irmão dela.”
“E mais…”
“A noite do leilão.”
“Quero todas as gravações. Todos os ângulos.”
Ele voltou para o topo da empresa.
Sentou-se diante da enorme janela de vidro.
E começou a fumar.
Um cigarro após o outro.
Lá fora, as luzes da cidade brilhavam intensamente.
Mas nenhuma conseguia iluminar a escuridão em seus olhos.
O cinzeiro logo se encheu.
Formando um pequeno monte de cinzas.
Horas se passaram em silêncio absoluto.
Até que a porta foi aberta com pressa.
O assistente entrou, segurando uma pasta fina.
O rosto pesado, mais sério do que nunca.
Até com um traço de hesitação.
“Sr. Leonardo… encontramos.”
Leonardo levantou os olhos.
Vermelhos.
“Fala.”
O assistente engoliu em seco.
A voz saiu difícil.
“A Srta. Valentina… realmente teve um irmão.”
“Mas… ele morreu há doze anos.”
“De uma doença cardíaca congênita.”
“Essa história de ‘estado crítico precisando de cirurgia’…”
“E de ‘trocar a saúde por meio do sistema’…”
“Não existe.”
Aquelas palavras caíram como uma sentença final.
Empurrando Leonardo diretamente para o inferno.
PUBLICIDADE
O assistente respirou fundo.
A voz ainda mais baixa.
Quase sem coragem de continuar.
“E mais…”
“Na noite do leilão…”
“Reunimos todas as imagens disponíveis.”
“Do local e dos arredores.”
“Comparámos várias vezes.”
“Foi a Srta. Valentina que se aproximou primeiro.”
“E continuou provocando a Srta. Ana.”
“A Srta. Ana tentou sair várias vezes.”
“Mas foi impedida.”
“No momento da queda…”
“A análise em câmera lenta mostra…”
“Foi a própria Valentina que perdeu o equilíbrio.”
“E, instintivamente, puxou a manga da Srta. Ana.”
“As duas caíram juntas.”
“Não foi… empurrão da Srta. Ana.”
“Ha…”
Um som baixo, rouco, escapou da garganta de Leonardo.
Ele se lembrou.
Naquele corredor de hospital.
Apontando o dedo para Ana Beatriz.
Chamando-a de cruel.
Obrigando-a a pedir desculpas.
Ela, com o rosto pálido, repetia inúmeras vezes:
“Não fui eu…”
O olhar passando do desespero à completa ausência.
Mas ele não acreditou.
Por causa de uma mentirosa calculista.
Ele destruiu com as próprias mãos a pessoa que mais amava.
A pessoa que era sua própria vida.
E a empurrou para o abismo.
“Eu sou um idiota…”
“Um completo idiota…”
Ele começou a rir e chorar ao mesmo tempo.
Como alguém completamente fora de si.
O punho bateu com força contra a própria testa.
Como se quisesse arrancar da mente todas aquelas memórias.
O assistente desviou o olhar.
Não suportava assistir.
Não se sabia quanto tempo passou.
Até que aqueles sons de dor foram diminuindo, até desaparecerem.
Leonardo levantou a cabeça.
O rosto ainda marcado por lágrimas.
Mas, nos olhos, restava apenas um vazio frio.
Sem emoção.
Sem vida.
“Vamos.”
“Para a casa antiga.”
A antiga residência da família Arantes estava iluminada.
Mas o silêncio era opressor.
Leonardo não avisou ninguém.
Subiu diretamente para o segundo andar.
Assim que se aproximou da porta do quarto principal, ouviu uma voz vinda de dentro.
Baixa.
Mas incapaz de esconder a excitação.
“Sim, ele acreditou completamente! Aquele idiota é muito fácil de enganar…”
“Eu já disse, esse negócio de sistema, de amor profundo… deve ser tudo coisa que ele inventou.”
“Ele é um louco, um obsessivo.”
“O bebê? Fica tranquila, não é dele. Como eu poderia ter um filho dele de verdade…”
“Assim que você estiver pronto, eu pego o dinheiro e vou embora.”
“Aquela mansão ter queimado foi perfeito. Sem provas.”
“A Ana Beatriz… aquele lixo de vida curta…”
“Antes de morrer… até que fez algo útil.”
“Haha…”
PUBLICIDADE
você pode gostar
-
TerminadoCapítulo 11
MENINA DÁ METADE DO LANCHE A UM MENINO SEM-TETO... 25 ANOS DEPOIS, ELE VOLTA MILIONÁRIO
Aos nove anos, Gabriel Costa vivia nas ruas de São Paulo e esperava todos os dias diante do portão de uma escola particular. Foi ali que conheceu Valentina Almeida, uma menina rica que passou a dividir escondida metade do próprio almoço com ele. Quando Gabriel foi adotado por uma família de Curitiba, fez uma promessa antes de partir: "Quando eu crescer… eu volto para te buscar." Vinte e cinco anos depois, Valentina enfrenta a doença do pai, a falência do Grupo Almeida e um noivado que esconde interesses perigosos. É então que Gabriel retorna a São Paulo — não mais como o menino faminto do portão, mas como um empresário cuja fortuna ultrapassa R$ 950 milhões.Moderno13.8 mil palavras5 180 -
TerminadoCapítulo 11
MILIONÁRIO CHEGA MAIS CEDO À CASA DE CAMPO... E QUASE DESMAIA COM O QUE VÊ
Milionário chega mais cedo à casa de Campo e quase desmaia com o que vê. Alejandro para no jardim sem acreditar. Léo, seu filho, ri alto nos braços de Helena, a faxineira. O menino que diziam ser incapaz de sentir emoção, agora gargalha como nunca. Pela manhã, Carla insistiu em aumentar os sedativos, dizendo que Léo era um caso perdido. Mas ali, diante dos olhos do pai, a verdade aparece. Não era doença, era medo. Helena tenta soltá-lo, assustada, mas Léo se agarra a ela como proteção. Quando o carro de Carla surge na entrada, o sorriso some, o corpo do menino trava. Alejandro entende tudo naquele instante. Ele manda Helena agir normalmente e decide observar em silêncio. Aquela risada muda tudo. Naquela noite, ele jura proteger o filho, descobrir quem mentiu e acabar com o terror escondido dentro da própria casa. A guerra começa ali, no quintal, com um riso que salvou uma vida.Moderno13.7 mil palavras5 123 -
TerminadoCapítulo 12
Eles Pensavam Que Eu Era Uma Boneca Frágil… Até Ouvirem o Som do Gatilho
Na alta sociedade de São Paulo, Christian von Stock e Victória de Medeiros pareciam o casal perfeito: ele, um titã corporativo brilhante e irretocável; ela, uma herdeira gélida e deslumbrante. Mas o conto de fadas durou apenas até o momento em que a porta da imponente mansão se fechou. No segundo em que o último flash da imprensa sumiu, Christian revelou ser o seu pior pesadelo. Dono de uma mente brilhante e sádica, ele confiscou o passaporte, o celular e as contas de Victória, transformando-a em uma prisioneira na própria casa. Para garantir a obediência absoluta, ele escolheu a única fraqueza dela: Camila, sua irmã caçula com síndrome de down, agora vigiada de perto como refém. Aos olhos do mundo, eles eram a imagem da felicidade conjugal, com sorrisos ensaiados e jantares de gala. Entre quatro paredes, era uma guerra psicológica diária onde a respiração de Victória era controlada e a liberdade, uma lembrança distante. Christian acreditava ter quebrado o espírito de sua esposa, transformando-a em uma boneca dócil. O que ele não sabia era que, sob a pele da mulher acuada, Victória contava cada segundo, memorizava cada código de segurança e aguardava pacientemente o momento certo. Ela fingiu submissão. Ela jogou o jogo dele. E, quando o monstro finalmente cometeu o erro de subestimá-la, a frágil esposa sumiu. No lugar dela, emergiu a lâmina afiada pronta para destruir o império dele de dentro para fora. Uma mente brilhante, uma gaiola de ouro e um jogo de gato e rato onde a única regra é sobreviver para ver quem quebra primeiro.Outras|Aventura|Moderno15.3 mil palavras5 148 -
TerminadoCapítulo 10
Minha Mãe Deixou Minha Esposa Desmaiada no Chão
Arthur voltou de viagem dois dias antes e encontrou a mesa cheia, o filho de oito dias chorando e Elena desacordada no tapete. A mãe dele continuava cortando o jantar. Se você encontrasse sua esposa nessa situação e descobrisse que alguém da sua própria família havia falsificado sua assinatura, qual seria sua primeira atitude? Leia até o fimModerno10.3 mil palavras5 130 -
TerminadoCapítulo 11
Mostraram Suas Verdadeiras Faces… Sem Saber Que Eu Fingia Estar Paralisada
Fingi Estar Paralisada Por 10 Dias… Meus Filhos Disputaram Minha Fortuna, Mas A “Intrusa” Ficou... Aos 66 anos, Beatriz Montenegro Sampaio construiu um dos maiores impérios imobiliários de São Paulo. Rica, poderosa e acostumada a controlar tudo, ela acreditava conhecer os próprios filhos. Até ser envenenada durante sua festa de aniversário. Ao descobrir que sobreviveria sem sequelas permanentes, Beatriz toma uma decisão perigosa: fingir que ficou paralisada e sem conseguir falar para descobrir quem permaneceria ao seu lado quando ela não pudesse mais oferecer poder, dinheiro ou proteção.Moderno15.1 mil palavras5 352 -
TerminadoCapítulo 11
“Ela Não É Minha Filha”… Até o DNA Revelar Um Segredo Pior
No aniversário da pequena Sofia, Isabela presencia uma cena que muda para sempre sua relação com a poderosa família Montenegro. Mas o golpe mais cruel vem do próprio marido, Alexandre, que olha para a menina e declara diante de todos: "Ela não é minha filha." Isabela, porém, já conhece a verdade. Um exame de DNA confirma que Sofia é filha biológica de Alexandre com 99,9998% de probabilidade. Só que existe uma segunda página no resultado — e ela revela algo ainda mais devastador... Até onde sua própria mãe foi capaz de ir para proteger os segredos da família Montenegro?Moderno13.4 mil palavras5 287 -
TerminadoCapítulo 11
O Chefe da Máfia Mais Temido Viu Minhas Mãos Tremendo… E Fez Uma Única Pergunta
Isabela Oliveira Martins só queria sobreviver a mais um turno em um restaurante sofisticado nos Jardins, em São Paulo. Mas, ao servir a mesa 17, suas mãos começaram a tremer diante do homem que todos no salão pareciam temer: Dante Vasconcelos Montenegro, um poderoso e misterioso chefe da máfia. Quando Dante percebe as marcas no pulso da garçonete, segura sua mão e pergunta baixinho: "Quem fez isso com você?" Isabela não consegue responder. Porque o homem de quem está fugindo é Marcelo Ferraz, seu ex-namorado controlador, alguém que parece sempre saber onde ela está. O que Isabela ainda não sabe é que seu encontro com Dante está longe de ser uma coincidência do destino. Uma investigação começa a revelar que Marcelo se aproximou dela por causa de Antônio, seu pai, morto quinze anos antes em circunstâncias nunca esclarecidas. E quanto mais Isabela procura respostas, mais descobre que os Ferraz e os Montenegro escondem um passado construído sobre dinheiro, traições e silêncio. Até Dante guarda um segredo sobre a noite em que Antônio morreu. Agora, Isabela terá que descobrir em quem pode confiar — sem permitir que outro homem decida seu destino. Porque talvez seu pai não tenha morrido apenas por descobrir um crime.Bilionário|Máfia|Moderno14.3 mil palavras5 4105 -
TerminadoCapítulo 10
Três Dias Após o Funeral, Ouvi Meu Marido Planejar Minha Herança
Três dias depois de enterrar a mãe, Eliza ouviu o marido dizer ao telefone: “Assim que eu acessar as contas, a gente venceu.” Ela não desceu a escada nem exigiu explicações. Apertou o botão de gravar. Na manhã seguinte, o último vídeo de Margaret revelou que Garrett pesquisava a herança antes mesmo do casamento — e que Sienna, irmã de Eliza, havia aberto a primeira porta.Moderno9.7 mil palavras5 197 -
TerminadoCapítulo 10
A Menina Que Entrou Molhada no Baile
Com fome e encharcada, Lívia, de nove anos, entra escondida no baile beneficente do Hotel Imperial procurando a mãe. Helena Albuquerque, viúva de uma das famílias mais ricas de São Paulo, joga água no rosto da menina e a acusa de roubo. Quando Lívia cai, um colar de safira se solta de seu pescoço. Dentro da pedra existe uma fotografia que Helena não vê há vinte anos — e a prova de que a criança humilhada diante da elite é a neta que ela nunca soube que tinha.Moderno10.0 mil palavras5 110 -
TerminadoCapítulo 10
A Menina Deu Seu Último Remédio ao Temido Homem
Uma reação alérgica derruba Adrian Moretti dentro da própria mansão. Ellie Carter, filha de uma funcionária e portadora de alergia severa, usa nele seu último autoinjetor de epinefrina. Quando Adrian voltou a respirar, descobriu que aquela era a última dose dela. Minutos depois, a menina disse algo ainda mais impossível: viu um velho colocar “lágrimas azuis” no vinho. O que começou com uma injeção levou a uma chave costurada dentro de um coelho, ao assassinato encoberto de David e à filha que Adrian acreditava ter enterrado.Moderno|Romance10.1 mil palavras5 127